Colômbia pede que turistas mantenham viagens após terremoto no Eixo Cafeeiro

Mais de 900 empregos diretos afetados no setor turístico de Pereira; cidades enfrentam situação calamitosa com infraestrutura danificada e risco para circulação de pessoas.
Para nós, qualquer visita será algo grandioso
Autoridade de Pereira reconhece que a região está ferida, mas ainda precisa de turismo para sobreviver economicamente.
Mark

Por que o setor turístico pede que as pessoas não cancelem, em vez de simplesmente reconhecer que a região não está pronta para receber visitantes?

Mimi

Porque um cancelamento é permanente. Se você cancela agora, pode nunca voltar. Um adiamento deixa a porta aberta. E enquanto isso, os hotéis que conseguem funcionar precisam de receita para sobreviver.

Mark

Mas Pereira está literalmente sem energia em algumas áreas. Como isso é seguro para turistas?

Mimi

Não é uma questão de segurança perfeita. É uma questão de sobrevivência econômica. Quase 900 empregos diretos estão em risco. Se o turismo desaparecer agora, a recuperação fica muito mais lenta.

Mark

O aeroporto está danificado. Como os turistas chegam lá?

Mimi

Está operando com restrições, em um único andar. Não é ideal, mas funciona. E há outras cidades na região — Manizales tem aeroporto também. O Eixo Cafeeiro é maior que Pereira.

Mark

Parece que estão pedindo aos turistas para fazer um sacrifício emocional — viajar para um lugar que sofreu um desastre.

Mimi

Exatamente. E é por isso que o apelo é tão específico: não é para ir para qualquer lugar. É para os estabelecimentos que conseguem funcionar. É uma forma de dizer que a ajuda real é a presença, não a ausência.

Mark

Qual é o risco real se as reservas continuarem caindo?

Mimi

Um colapso em cascata. Hotéis fecham. Restaurantes fecham. Guias turísticos perdem emprego. A região fica ainda mais frágil para a reconstrução. O terremoto foi o primeiro golpe. Os cancelamentos seriam o segundo.

  • Um terremoto de 7,4 graus destruiu infraestrutura essencial em Pereira e Manizales dias antes de um feriado que deveria encher hotéis e parques da região.
  • Mais de 200 operadoras turísticas foram afetadas e quase 900 empregos diretos estão em risco enquanto as reservas despencam em ritmo alarmante.
  • O aeroporto Matecaña opera com restrições severas, ruas inteiras seguem interditadas e partes da cidade ainda enfrentam falta de energia elétrica.
  • Líderes do setor — da Cotelco à Anato — pedem publicamente que turistas adiem, mas não cancelem, suas viagens para manter a economia local respirando.
  • Parques como o Vale de Cocora e o Parque del Café já reabriram, sinalizando que a região está ferida, mas não paralisada — e que o que falta é gente disposta a chegar.

Em 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu o Eixo Cafeeiro colombiano, ferindo cidades como Pereira e Manizales no momento em que se preparavam para receber visitantes de um feriado nacional. O abalo físico foi imediato, mas o setor turístico teme que o abalo econômico — provocado pelo cancelamento em massa de reservas — seja ainda mais duradouro. Diante dos escombros, líderes do turismo colombiano lançaram um apelo incomum: que a solidariedade tome a forma de presença, e não de ausência.

No dia 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o Eixo Cafeeiro colombiano, causando danos severos em Pereira e Manizales, duas das principais portas de entrada para turistas na região. Enquanto os escombros ainda eram contabilizados, o setor turístico já se mobilizava para evitar um segundo desastre: o colapso econômico provocado pelo cancelamento em massa de reservas.

A situação em Pereira era a mais crítica. Mais de 200 operadoras turísticas foram afetadas, colocando em risco quase 900 empregos diretos. O aeroporto Matecaña sofreu danos significativos e passou a operar com restrições. Ruas inteiras foram interditadas, edifícios danificados representavam riscos para pedestres e partes da cidade ainda enfrentavam falta de energia dias após o tremor. Em Manizales, restaurantes, bares e hotéis em áreas movimentadas operavam com severas limitações — alguns sem água.

Ainda assim, a região não parou. O Parque del Café reabriu na quarta-feira seguinte ao terremoto, com atrações funcionando. O Vale de Cocora permanecia acessível. E foi nesse cenário contraditório — de danos reais e funcionamento parcial — que líderes do turismo colombiano lançaram um apelo incomum.

Cristian Toro, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pereira, pediu que turistas adiassem, mas não cancelassem, suas viagens. Jose Duarte Garcia, presidente da Cotelco, descreveu os cancelamentos como "um segundo impacto" sobre o emprego e a economia local. Paula Cortés Calle, da Anato, foi direta nas redes sociais: "A melhor forma de ajudar é não cancelar as suas viagens". O apelo se estendia também ao Chocó e ao Vale do Cauca, outras regiões afetadas.

Toro resumiu o pedido com uma frase que capturava tanto a vulnerabilidade quanto a resiliência da região: "Que venham a Pereira, que nos ajudem com sua contribuição. Para nós, qualquer visita será algo grandioso".

No dia 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu a Colômbia e atingiu em cheio uma de suas regiões mais valiosas para o turismo: o Eixo Cafeeiro. Pereira e Manizales, duas cidades que funcionam como portas de entrada para visitantes, sofreram os danos mais severos. Mas enquanto os escombros ainda estavam sendo contabilizados, o setor turístico já se movia para evitar um segundo desastre — o colapso econômico causado pelo cancelamento em massa de reservas.

No dia seguinte ao tremor, passeios turísticos já aconteciam em diferentes pontos da região. O Parque del Café, um dos principais atrativos, reabriu na quarta-feira seguinte com suas montanhas-russas e atrações funcionando. O Vale de Cocora, famoso pelas palmeiras gigantes que são símbolo nacional, permanecia acessível. Os parques da região, segundo autoridades locais, operavam normalmente. Mas os números contavam uma história diferente: as reservas desabaram.

Pereira enfrentava a situação mais crítica. Mais de 200 operadoras turísticas da cidade foram afetadas, impactando quase 900 empregos diretos. Cristian Toro, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pereira, foi direto ao ponto: "As reservas despencaram". Ele pediu aos turistas que não cancelassem suas viagens, apenas as adiassem. A lógica era clara — a região precisava manter a atividade econômica funcionando, especialmente porque o terremoto havia ocorrido dias antes de um feriado nacional que normalmente atrairia multidões.

A infraestrutura da cidade, porém, estava em ruínas. O aeroporto Matecaña, que conecta Pereira ao resto do país, sofreu danos significativos. Funcionários trabalhavam para retomar as operações, mas apenas um dos andares funcionaria, com outras restrições ainda por definir. Nas ruas, edifícios danificados criavam riscos para quem circulava. Vias inteiras estavam interditadas. Dias após o tremor, partes da cidade ainda não tinham energia elétrica. Em Manizales, a situação era ligeiramente menos grave, mas ainda assim restaurantes, bares e hotéis em uma das áreas mais movimentadas estavam danificados ou operando com restrições severas — alguns sem água.

Jose Duarte Garcia, presidente da Cotelco, a associação hoteleira e turística da Colômbia, publicou um vídeo no sábado seguinte ao terremoto relatando os cancelamentos massivos. Ele pediu solidariedade de uma forma diferente: que os turistas mantivessem suas viagens para estabelecimentos que conseguissem funcionar. "Um segundo impacto sobre o emprego, o desenvolvimento, a produtividade e a geração de atividade econômica", disse ele, descrevendo o que os cancelamentos representavam para regiões já devastadas.

Paula Cortés Calle, presidente da Anato, a associação colombiana de agências de viagens e turismo, fez apelo semelhante nas redes sociais: "A melhor forma de ajudar é não cancelar as suas viagens". O pedido era para que turistas continuassem visitando não apenas o Eixo Cafeeiro, mas também o Chocó e o Vale do Cauca, outras regiões afetadas.

Toro encerrou seu apelo com uma frase que capturava a situação: "Que venham a Pereira, que nos ajudem com sua contribuição. Para nós, qualquer visita será algo grandioso". Era um reconhecimento de que a região estava ferida, mas ainda de pé. Os parques funcionavam. Os hotéis que conseguiam operar estavam abertos. O que faltava era gente disposta a chegar.

As reservas despencaram. Estamos pedindo às pessoas que as adiem, que não as cancelem.
— Cristian Toro, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pereira
Um segundo impacto sobre o emprego, o desenvolvimento, a produtividade e a geração de atividade econômica, que são mais necessários do que nunca nas regiões mais afetadas pelo terremoto.
— Jose Duarte Garcia, presidente da Cotelco
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