Na noite de um domingo comum de trabalho, Diego Rafael da Silva, 19 anos, coletor de lixo e pai de família, foi morto enquanto cumpria seu turno nas ruas da Barra Funda, em São Paulo. Um motorista embriagado o atropelou, fugiu e retornou apenas porque testemunhas o cercaram. O episódio coloca em relevo uma tensão antiga e persistente: a vulnerabilidade de trabalhadores invisíveis nas ruas e o peso das escolhas individuais que destroem vidas alheias.
Coletor de 19 anos morre atropelado por motorista bêbado em São Paulo
Um domingo de trabalho rotineiro interrompido por um motorista embriagado
Por que o motorista voltou ao local do acidente se tinha fugido?
As testemunhas o cercaram. Ele não retornou para prestar socorro — retornou porque estava cercado por pessoas que acompanhavam o que tinha acontecido. Quando chegou de volta, estava tão embriagado que mal conseguia ficar em pé.
Qual era a situação de Diego Rafael naquele momento?
Ele estava trabalhando. Era seu turno normal, coletando lixo em um caminhão que estava parado e devidamente sinalizado. Não havia nada de extraordinário acontecendo — era apenas um domingo à noite, mais um dia de trabalho.
E sua família?
Tinha uma filha de um ano. A esposa estava grávida de sete meses. Ele era o provedor. Fotos nas redes sociais mostram um homem carinhoso com a menina, dedicado. Agora essa criança cresce sem pai, e a esposa enfrenta a gravidez sozinha.
O que o teste do bafômetro mostrou?
0,73 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Acima do limite legal. Não havia dúvida sobre seu estado.
Como a polícia o classificou?
Homicídio doloso. Não foi um acidente — foi uma morte causada por alguém que escolheu dirigir embriagado e depois fugiu da cena.
El Pulso
- Um jovem de 19 anos, pai de uma menina de 1 ano e com esposa grávida de 7 meses, foi morto durante seu turno de trabalho por um motorista com 0,73 mg/l de álcool no sangue.
- O motorista Guofang Huang fugiu do local após o atropelamento, retornando apenas quando testemunhas o interceptaram — mal conseguia se manter em pé.
- Socorristas, incluindo uma médica que passava pelo local, o Corpo de Bombeiros e o Samu, chegaram rapidamente, mas Diego não resistiu aos ferimentos.
- Huang foi preso em flagrante por homicídio doloso e aguarda audiência de custódia no Tribunal de Justiça de São Paulo.
- A família de Diego descreveu um jovem carinhoso e dedicado; a investigação segue no 23º Distrito Policial de Perdizes, enquanto a Prefeitura de São Paulo manifestou solidariedade aos familiares.
Na noite de um domingo comum de trabalho, Diego Rafael da Silva, 19 anos, coletor de lixo e pai de família, foi morto enquanto cumpria seu turno nas ruas da Barra Funda, em São Paulo. Um motorista embriagado o atropelou, fugiu e retornou apenas porque testemunhas o cercaram. O episódio coloca em relevo uma tensão antiga e persistente: a vulnerabilidade de trabalhadores invisíveis nas ruas e o peso das escolhas individuais que destroem vidas alheias.
Diego Rafael da Silva tinha 19 anos e trabalhava como coletor de lixo da empresa Loga na noite de domingo, 27 de julho, quando um carro o atingiu enquanto ele recolhia contêineres na Rua do Bosque, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O caminhão estava devidamente sinalizado. Diego deixa uma filha de um ano e uma esposa grávida de sete meses.
O motorista responsável, Guofang Huang, 53 anos, dirigia com 0,73 mg/l de álcool por litro de ar alveolar — acima do limite legal. Após o atropelamento, ele fugiu do local. Retornou minutos depois, não por iniciativa própria, mas porque testemunhas o cercaram. Ao chegar novamente à cena, mal conseguia se manter em pé. Pessoas presentes o retiraram do veículo e o levaram para um prédio próximo, onde permaneceu até a chegada da polícia.
Uma médica que passava pela rua prestou os primeiros socorros, seguida pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu, mas Diego não resistiu. Huang foi preso em flagrante por homicídio doloso e encaminhado ao 7º Distrito Policial da Lapa. A investigação ficou a cargo do 23º Distrito Policial de Perdizes.
A família descreveu Diego como carinhoso com a filha e dedicado ao trabalho. Fotos nas redes sociais o mostravam sorrindo ao lado da menina. A Prefeitura de São Paulo manifestou solidariedade e informou que as circunstâncias estão sendo apuradas. Huang aguarda audiência de custódia no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Diego Rafael da Silva estava trabalhando na noite de domingo, 27 de julho, fazendo o que fazia todos os dias: recolhendo contêineres de lixo na parte traseira de um caminhão estacionado na Rua do Bosque, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Tinha 19 anos. Deixava para trás uma filha de um ano de idade e uma esposa grávida de sete meses. Um carro o atingiu enquanto ele realizava suas funções. Socorristas chegaram ao local — uma médica que passava pela rua prestou os primeiros atendimentos, seguida pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu — mas Diego não resistiu aos ferimentos.
O motorista que o atropelou era Guofang Huang, um homem de 53 anos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Huang dirigia embriagado. Depois de bater em Diego, ele deixou o local. Minutos depois, retornou — não para oferecer ajuda, mas porque testemunhas o cercaram. Quando chegou à cena novamente, apresentava sinais evidentes de embriaguez, com dificuldade até para se manter em pé. Pessoas que acompanhavam o acidente o retiraram do veículo e o levaram para dentro de um prédio próximo, onde permaneceu até a polícia chegar.
O teste do bafômetro realizado em Huang apontou 0,73 miligrama de álcool por litro de ar alveolar — acima do limite legal. Ele foi preso em flagrante por homicídio doloso e levado ao 7º Distrito Policial da Lapa. A investigação ficaria a cargo do 23º Distrito Policial de Perdizes, responsável pela área onde o acidente ocorreu.
A família de Diego Rafael divulgou uma mensagem descrevendo o rapaz como carinhoso com a filha, trabalhador e dedicado à família. Fotos nas redes sociais mostravam Diego ao lado da menina, sorrindo. Ele era coletor de lixo da empresa Loga, que opera os serviços de limpeza urbana em São Paulo sob concessão da prefeitura. O caminhão em que trabalhava estava devidamente sinalizado para a realização do serviço.
Na manhã de sexta-feira, Huang foi encaminhado para audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda. O Tribunal de Justiça de São Paulo agendou a audiência para a tarde de segunda-feira, 27 de julho, ainda sem horário definido. A SP Regula, órgão regulador da concessão, foi comunicada sobre o acidente fatal. A Prefeitura de São Paulo manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho de Diego, informando que as circunstâncias estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.
O que começou como um domingo de trabalho rotineiro — Diego estava em seu turno, coletando lixo em um caminhão estacionado e sinalizado — terminou com a morte de um jovem pai, deixando uma filha de um ano sem pai e uma esposa grávida de sete meses viúva. A investigação segue seu curso, mas a vida que Diego Rafael da Silva construía foi interrompida por um motorista que escolheu dirigir embriagado.
Citas Notables
O rapaz era carinhoso com a filha, trabalhador e dedicado à família— Família de Diego Rafael da Silva