Durante quarenta anos, um animal percorreu a Península Ibérica com uma identidade emprestada: o coelho ibérico foi tratado como mera variante do coelho europeu, e essa confusão taxonómica ocultou um declínio silencioso e acelerado. Investigadores da Universidade do Porto e do BIOPOLIS-CIBIO formalizaram agora o que a natureza já havia escrito — o Oryctolagus algirus é uma espécie distinta, com história evolutiva própria, e a sua vulnerabilidade só se torna visível quando deixa de ser contada dentro de um grupo maior e mais estável. O reconhecimento chega tarde, mas abre uma janela: a ciência d