Em Minas Gerais, às vésperas do pleito de outubro de 2026, uma pesquisa da Quaest revela que o senador Cleitinho, do Republicanos, concentra 54% dos votos válidos — margem que, se sustentada, tornaria desnecessário um segundo turno. A distância para Patrus Ananias, do PT, com 23%, sugere que o eleitorado mineiro já formou convicção, enquanto a disputa pelo Senado permanece em aberto, lembrando que nem toda eleição se resolve com a mesma clareza.
Cleitinho lidera pesquisa em Minas com 54% dos votos válidos
54% dos votos válidos garantiria vitória no primeiro turno
Como uma pesquisa com pouco mais de três mil pessoas consegue representar todo o estado de Minas Gerais?
A Quaest usa metodologia de amostragem estatística. Com 3.204 entrevistas bem distribuídas, a margem de erro fica em dois pontos percentuais — ou seja, se Cleitinho tem 54%, o intervalo real está entre 52% e 56%.
Mas isso assume que a amostra foi bem distribuída geograficamente e por perfil demográfico. A pesquisa não detalha isso. E "likely voter" é um modelo — nem sempre prevê bem quem realmente vai votar.
Cleitinho com 54% parece uma vitória garantida. Pode mudar?
Tecnicamente sim. Está dentro da margem de erro, mas a vantagem é tão grande que precisaria de uma mudança significativa. Pesquisas costumam ser mais precisas perto do dia da eleição.
Verdade, mas há fatores que pesquisas não capturam bem: mobilização de campanha, eventos de última hora, abstenção diferente do previsto. E a pesquisa é de sábado — faltava mais de uma semana.
Por que a disputa pelo Senado é tão diferente?
Porque são cadeiras diferentes, eleitores votam separadamente, e há mais candidatos competitivos. Domingos Sávio tem 22%, mas Carlos Viana, Marília Campos e Aécio Neves estão muito próximos. É aberta.
E note que nenhum deles chega perto dos 54% de Cleitinho. Isso sugere que o voto para governador e para Senado não é automático — eleitores estão escolhendo de forma mais independente.
El Pulso
- Com 54% dos votos válidos, Cleitinho ocupa uma posição que poucos candidatos alcançam antes do dia da votação — a de favorito inequívoco ao primeiro turno.
- Patrus Ananias, apesar de ser o segundo colocado com 23%, enfrenta uma desvantagem de mais de 30 pontos que torna a reversão do quadro matematicamente improvável no tempo restante.
- Kalil aparece com apenas 10%, sinalizando que candidaturas que já foram protagonistas em Minas perderam tração neste ciclo eleitoral.
- A disputa pelo Senado, com Domingos Sávio, Carlos Viana, Marília Campos e Aécio Neves separados por apenas cinco pontos, contrasta com a corrida ao governo e mantém o resultado em aberto.
- A pesquisa, realizada com 3.204 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais, foi registrada no TSE e contratada pela TV Globo, conferindo-lhe peso institucional no debate público.
Em Minas Gerais, às vésperas do pleito de outubro de 2026, uma pesquisa da Quaest revela que o senador Cleitinho, do Republicanos, concentra 54% dos votos válidos — margem que, se sustentada, tornaria desnecessário um segundo turno. A distância para Patrus Ananias, do PT, com 23%, sugere que o eleitorado mineiro já formou convicção, enquanto a disputa pelo Senado permanece em aberto, lembrando que nem toda eleição se resolve com a mesma clareza.
Uma pesquisa da Quaest divulgada no sábado coloca o senador Cleitinho, do Republicanos, em posição confortável para encerrar a disputa pelo governo de Minas Gerais já no primeiro turno. Com 54% dos votos válidos, ele abre uma vantagem de mais de 30 pontos sobre Patrus Ananias, do PT, que aparece em segundo lugar com 23%. Kalil registra 10%, e os demais candidatos ficam abaixo disso.
O levantamento ouviu 3.204 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 2 e 3 de outubro, período de aquecimento final da campanha. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O trabalho foi contratado pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06889/2026.
Além dos votos válidos, a Quaest calculou cenários que incluem brancos, nulos e indecisos, e aplicou seu modelo de 'likely voter', que pondera a real propensão de comparecimento às urnas — refinando as projeções para além das intenções declaradas.
Na corrida pelo Senado, o cenário é bem mais disputado: Domingos Sávio lidera com 22%, seguido de perto por Carlos Viana e Marília Campos, ambos com 18%, e Aécio Neves com 17%. Enquanto Cleitinho parece ter consolidado apoio suficiente para evitar um segundo turno, seus concorrentes enfrentam o desafio de ao menos garantir visibilidade para futuras articulações políticas.
Uma pesquisa divulgada no sábado coloca o senador Cleitinho, do Republicanos, em posição confortável para vencer as eleições em Minas Gerais já no primeiro turno. Segundo levantamento da Quaest, ele reúne 54% dos votos válidos — uma margem que, se confirmada nas urnas, dispensaria um segundo confronto. Patrus Ananias, do PT, aparece distante em segundo lugar, com 23% das intenções de voto.
O instituto entrevistou 3.204 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro, período que coincidiu com o aquecimento final da campanha. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O trabalho foi contratado pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06889/2026.
Além do cenário de votos válidos, a Quaest também calculou as intenções considerando brancos, nulos e indecisos — o que oferece uma visão mais ampla do eleitorado mineiro. O instituto também aplicou seu modelo de "likely voter", que pondera a propensão dos eleitores de realmente comparecerem às urnas, refinando assim as projeções.
Na disputa pelo Senado, o quadro é mais pulverizado. Domingos Sávio lidera com 22%, seguido por Carlos Viana e Marília Campos, ambos com 18%, enquanto Aécio Neves fica com 17%. Diferentemente da corrida presidencial estadual, onde Cleitinho tem uma vantagem clara, a briga pelas cadeiras do Senado permanece aberta.
Os números refletem o estado da campanha em Minas Gerais pouco mais de uma semana antes do pleito. Cleitinho consolidou apoio suficiente para evitar um segundo turno, enquanto seus concorrentes enfrentam o desafio de reduzir a distância ou, no mínimo, garantir visibilidade para futuras articulações políticas.
Citas Notables
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06889/2026— Quaest/TV Globo