Cleitinho lidera corrida ao Senado em MG com 40% dos votos válidos

36% do eleitorado ainda indefinido ou desengajado
Indecisos e votos em branco somam parcela substancial que pode alterar resultado sem segundo turno.
Mark

Por que uma taxa de indecisos tão alta em uma eleição para o Senado? Isso é comum?

Mimi

A pesquisa mostra 22% de indecisos, bem acima do que apareceu nas disputas para presidente e governador. Pode ser que o Senado simplesmente receba menos atenção da campanha e da cobertura de mídia.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A pesquisa não explica por que isso acontece. Pode ser desengajamento, pode ser que os candidatos menores não estejam suficientemente conhecidos, pode ser que eleitores estejam genuinamente em dúvida. A pesquisa só mede, não explica.

Mark

E quanto aos votos em branco e nulos? Isso afeta o resultado?

Mimi

Sim, porque a eleição não tem segundo turno. Diferentemente da presidencial, não há revanche. O resultado é definido no domingo com base nos votos válidos.

Luke

Exatamente. E aqui está o ponto: 14% dizem que vão votar em branco ou anular. Isso é um número significativo, mas a pesquisa não nos diz se é protesto, desengajamento ou indecisão disfarçada.

Mark

Cleitinho mantém essa liderança desde agosto?

Mimi

Desde a primeira pesquisa em agosto, ele aparece na frente. Mas naquela época estava tecnicamente empatado com Silveira. Agora abriu 13 pontos.

Luke

Importante: "tecnicamente empatado" significa que a margem de erro cobria ambos. Agora, com 40% contra 27%, a diferença é real e sólida — está fora da margem de erro de três pontos.

  • Cleitinho Azevedo chega à reta final com 40% dos votos válidos, uma vantagem de 13 pontos sobre Alexandre Silveira que resistiu ao longo de toda a campanha.
  • Silveira, que tenta a reeleição, não conseguiu avançar o suficiente para ameaçar a liderança do rival, ficando estagnado nos 27%.
  • Marcelo Aro, com 19%, ocupa um terceiro lugar distante, enquanto os demais candidatos dividem fatias marginais do eleitorado.
  • 22% dos eleitores ainda não sabem em quem votar — uma taxa de indecisão muito acima da observada nas disputas para governador e presidente.
  • Sem segundo turno, o resultado será irreversível no domingo, e os 36% entre indecisos e votos brancos ou nulos representam uma incerteza real sobre o desfecho final.

A três dias de uma eleição sem segunda chance, Minas Gerais observa Cleitinho Azevedo consolidar uma liderança construída ao longo de meses — mas o silêncio de quase um quarto do eleitorado lembra que, em democracia, a palavra final pertence àqueles que ainda não falaram. A corrida ao Senado, onde não há segundo turno para corrigir rumos, transforma cada voto indeciso em uma pequena incógnita com peso real.

A três dias do pleito, Cleitinho Azevedo (PSC) chega à reta final da disputa pelo Senado em Minas Gerais com uma vantagem consolidada. Pesquisa Datafolha encomendada pela Folha de S.Paulo e TV Globo aponta 40% dos votos válidos para o deputado estadual, contra 27% de Alexandre Silveira (PSD), que tenta a reeleição, e 19% de Marcelo Aro (PP). A liderança de Cleitinho não é novidade: desde agosto ele aparece à frente nas medições, tendo saído de um empate técnico com Silveira para uma diferença de 13 pontos percentuais.

Os demais candidatos — entre eles Bruno Miranda (PDT), Sara Azevedo (PSOL) e Altamiro Alves (PTB) — somam 4% cada, sem capacidade de interferir diretamente no resultado. A margem de erro é de três pontos, com 95% de confiança.

O que torna o cenário mais complexo é o volume de eleitores ainda indefinidos. Nada menos que 22% afirmaram não saber em quem votar, uma taxa expressivamente maior do que a registrada nas disputas para governador e presidente. Outros 14% pretendem votar em branco ou anular. Juntos, esses grupos somam 36% do eleitorado — uma fatia que, em uma eleição sem segundo turno, pode ser decisiva e não terá oportunidade de revisão. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em 81 municípios mineiros entre os dias 27 e 29 de setembro, registrada sob o protocolo MG-09084/2022.

A três dias do pleito, o deputado estadual Cleitinho Azevedo chega à reta final da campanha para o Senado por Minas Gerais com uma vantagem clara. Segundo pesquisa do Datafolha encomendada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, ele reúne 40% dos votos válidos — aqueles que efetivamente contam para a totalização do resultado, excluindo brancos e nulos. Seu principal concorrente, Alexandre Silveira do PSD, que tenta se reeleger, fica 13 pontos atrás com 27%. Marcelo Aro, do PP, ocupa a terceira posição com 19% das intenções de voto.

Cleitinho não é novidade na liderança. Desde a primeira medição do Datafolha em agosto, ele aparece à frente — embora naquele momento estivesse tecnicamente empatado com Silveira. A trajetória da campanha mostra um movimento de consolidação de seu apoio ao longo das semanas, enquanto o candidato do PSD não conseguiu avançar significativamente.

Os demais candidatos dividem fatias menores do eleitorado. Bruno Miranda do PDT, Sara Azevedo do PSOL e Altamiro Alves do PTB cada um reúnem 4% dos votos válidos. Dirlene Marques do PSTU, Naomi de Almeida do PCO e Irani Gomes do PRTB marcam 1% cada. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Mas há um elemento que complica o quadro. Uma parcela significativa de eleitores ainda não decidiu seu voto: 22% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar — uma taxa bem superior à observada nas disputas simultâneas para governador e presidente. Além disso, 14% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Somados, esses dois grupos representam 36% do eleitorado, uma quantidade substancial que pode alterar o resultado final.

A incerteza é amplificada pelo fato de que a eleição para o Senado não tem segundo turno. Diferentemente da disputa presidencial, não há oportunidade de revisão ou mudança de estratégia. O resultado será definido no domingo, e a alta taxa de indecisos significa que uma parcela considerável do eleitorado ainda está avaliando suas opções ou pode estar desengajada da campanha senatorial.

A pesquisa foi realizada entre 27 e 29 de setembro em 81 cidades mineiras, ouvindo 1.500 pessoas. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-09084/2022, garantindo sua conformidade com as exigências legais para divulgação de pesquisas eleitorais.

Cleitinho tem aparecido à frente desde a primeira pesquisa do instituto na campanha, em agosto, quando estava em situação de empate técnico com o candidato do PSD.
— Datafolha
Envie de l'histoire complète ? Lire l'original sur Portal Mix Vale ↗
Nous contacter FAQ