Na véspera de uma eleição que parece já ter encontrado seu desfecho antes mesmo das urnas abrirem, Minas Gerais assiste à consolidação de uma liderança que transcende adversários e cenários. O senador Cleitinho Azevedo chega ao dia do pleito com 54% dos votos válidos segundo a Quaest, margem que, se confirmada, dispensaria qualquer segundo turno. Num estado de peso eleitoral decisivo para o país, a pesquisa sugere não apenas uma preferência, mas uma escolha já sedimentada no imaginário do eleitorado mineiro.
Cleitinho lidera com 54% em votos válidos na véspera da eleição em MG
Cleitinho mantém vantagem acima de 30 pontos em qualquer cenário
Por que a diferença entre votos válidos e votos totais importa tanto nesta pesquisa?
Porque votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos. Quando você calcula só sobre quem vai votar nominalmente em alguém, os percentuais mudam. Cleitinho tem 54% em válidos, mas 45% em totais. É a mesma coisa que acontece na eleição real.
Mas isso significa que 9 pontos percentuais desaparecem entre uma métrica e outra. Onde estão? Nos indecisos, que caíram de 11% para 4%, e nos brancos e nulos, que subiram de 9% para 12%. Então parte dessa diferença é gente que ainda não decidiu.
E esses cenários de segundo turno — Cleitinho ganha de todo mundo por margem parecida. Isso é normal?
Sim, quando um candidato tem liderança tão forte no primeiro turno, ele tende a manter vantagem em qualquer segundo turno. Ele já tem uma base consolidada.
Verdade, mas note que contra Mateus Simões ele tem 54%, enquanto contra Patrus tem 53% e contra Kalil também 53%. A diferença é pequena. E os indecisos variam bastante — 12% contra Patrus, 15% contra Kalil, 16% contra Mateus. Esses indecisos poderiam mexer com o resultado.
A pesquisa espontânea mostra Cleitinho com 32%. Por que cai tanto em relação aos 54% de válidos?
Porque na espontânea o entrevistado não vê a lista de candidatos. Muita gente esquece nomes ou não lembra de candidatos menores. É um teste de lembrança, não de intenção.
Exato. E note que Patrus sobe de 6% para 14% quando você apresenta a lista. Kalil sobe de 4% para 10%. Isso mostra que a campanha de apresentação dos candidatos ainda estava em andamento. Os indecisos caem de 60% para 36%, o que faz sentido — quando você mostra os nomes, as pessoas decidem.
O Pulso
- Com 54% dos votos válidos, Cleitinho Azevedo chega à véspera da eleição em posição que tornaria o primeiro turno suficiente para sua vitória.
- Dois ex-prefeitos de Belo Horizonte disputam o segundo lugar a distância: Patrus Ananias marca 23% e Alexandre Kalil apenas 10%, sem ameaçar a liderança.
- O índice de indecisos despencou de 60% para 36% na modalidade espontânea, sinalizando que a reta final da campanha mobilizou e definiu o eleitorado.
- Em todos os cenários de segundo turno simulados, Cleitinho mantém vantagem superior a 30 pontos percentuais, independentemente do adversário projetado.
- A pesquisa, encomendada pela Globo e registrada na Justiça Eleitoral, ouviu 3.204 eleitores com metodologia 'likely voter', conferindo robustez às projeções.
Na véspera de uma eleição que parece já ter encontrado seu desfecho antes mesmo das urnas abrirem, Minas Gerais assiste à consolidação de uma liderança que transcende adversários e cenários. O senador Cleitinho Azevedo chega ao dia do pleito com 54% dos votos válidos segundo a Quaest, margem que, se confirmada, dispensaria qualquer segundo turno. Num estado de peso eleitoral decisivo para o país, a pesquisa sugere não apenas uma preferência, mas uma escolha já sedimentada no imaginário do eleitorado mineiro.
A véspera da eleição em Minas Gerais chegou com um cenário de domínio político pouco comum. O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, registrava 54% dos votos válidos na pesquisa Quaest divulgada no sábado — patamar que o elegeria já no primeiro turno, mesmo considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Os concorrentes mais próximos são dois ex-prefeitos de Belo Horizonte. Patrus Ananias, do PT, aparece com 23%, e Alexandre Kalil, do PDT, com 10%. Flávio Roscoe soma 6%, o governador em exercício Mateus Simões marca 4%, e os demais candidatos não ultrapassam 2% nos votos válidos.
Quando se consideram os votos totais — incluindo brancos, nulos e indecisos —, Cleitinho aparece com 45%, crescimento de oito pontos em relação à pesquisa anterior de 29 de setembro. O índice de indecisos caiu de 11% para 4%, enquanto brancos, nulos e abstenções subiram de 9% para 12%. Na modalidade espontânea, o índice de indecisos despencou de 60% para 36%, sugerindo que a campanha final foi decisiva para cristalizar preferências.
Os cenários de segundo turno reforçam a solidez da liderança: contra Patrus, Cleitinho obtém 53% a 22%; contra Kalil, 53% a 17%; e contra Mateus Simões, 54% a 10%. Em todos os confrontos, a vantagem supera 30 pontos percentuais. A pesquisa, encomendada pela Globo e registrada sob o número MG-06889/2026 com 95% de confiança, ouviu 3.204 eleitores entre 2 e 3 de outubro, utilizando o modelo 'likely voter' para refinar as projeções.
A véspera da eleição em Minas Gerais desenha um cenário de domínio político claro. O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, chega aos últimos dias de campanha com 54% dos votos válidos segundo pesquisa Quaest divulgada no sábado, um patamar que o elegeria já no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que mesmo nos cenários mais conservadores, sua liderança permanece substancial.
Os concorrentes mais próximos são dois ex-prefeitos de Belo Horizonte. Patrus Ananias, do PT, aparece com 23% dos votos válidos, enquanto Alexandre Kalil, do PDT, registra 10%. Flávio Roscoe, do PL, soma 6%. O governador em exercício, Mateus Simões, do PSD, marca apenas 4% em votos válidos. Gabriel, do MDB, fica com 2%, e Ben Mendes, da Missão, com 1%. Os demais candidatos não pontuam na métrica de votos válidos.
A pesquisa, encomendada pela Globo, ouviu 3.204 eleitores com 16 anos ou mais entre 2 e 3 de outubro. O levantamento utilizou o modelo "likely voter", que combina perfil de comparecimento com motivação individual dos eleitores para refinar as projeções. Quando se observam os votos totais — incluindo brancos, nulos e indecisos — o quadro muda de proporção. Cleitinho aparece com 45%, um crescimento de oito pontos em relação à pesquisa anterior de 29 de setembro, quando tinha 37%. Patrus sobe de 18% para 19%, enquanto Kalil cai de 9% para 8%. Os indecisos caem significativamente, de 11% para 4%, e o contingente de brancos, nulos e abstenções sobe de 9% para 12%.
Em modalidade espontânea, quando os candidatos não são apresentados ao entrevistado, Cleitinho lidera com 32%, crescimento de oito pontos desde o levantamento anterior. Patrus aparece com 14%, mais que dobrando seus 6% de antes. Kalil marca 5%, Roscoe 4%, Mateus Simões 2% e Gabriel 1%. O índice de indecisos cai drasticamente de 60% para 36%, sugerindo que a campanha final mobilizou o eleitorado.
Os cenários de segundo turno reforçam a posição de Cleitinho. Contra Patrus, ele obtém 53% contra 22% do petista, com 12% indecisos e 13% em branco, nulo ou nenhum. Contra Kalil, marca 53% contra 17%, com 15% indecisos e 15% em branco, nulo ou nenhum. Mesmo em confronto hipotético com Mateus Simões, seu rival mais fraco nesta projeção, Cleitinho alcança 54% contra 10% do governador. Em todos esses cenários, sua vantagem permanece acima de 30 pontos percentuais, indicando uma estrutura de apoio que se mantém estável independentemente do adversário.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-06889/2026, com nível de confiança de 95%. Os números sugerem que a disputa pelo governo mineiro, na véspera do pleito, já apresenta um resultado bastante definido, embora a votação ainda estivesse por acontecer.
Citações Notáveis
Cleitinho Azevedo chega à véspera da eleição com percentual que o elegeria no primeiro turno— Pesquisa Quaest