Cleitinho lidera com 54% dos votos válidos em MG; Patrus tem 23%

Cleitinho reúne mais votos que Patrus, Kalil e Roscoe somados
O senador republicano domina a disputa mineira com 54% dos votos válidos, deixando seus três principais adversários distantes.
Mark

Como uma pesquisa feita apenas dois dias antes da eleição consegue capturar o que vai acontecer de verdade?

Mimi

A Quaest ouviu mais de três mil eleitores, com margem de erro controlada. Mas pesquisa é fotografia de um momento — não é previsão. O que ela mostra é o que os eleitores diziam naquele fim de semana.

Luke

Exato. E há uma diferença entre "54% dos votos válidos" e "54% vai votar nele". A pesquisa mede intenção. Pessoas mudam de ideia, não votam, votam em branco. Esses 54% são válidos segundo a metodologia da Quaest, mas o resultado real pode ser diferente.

Mark

Então por que Patrus está tão longe? Trinta e um pontos é uma diferença enorme.

Mimi

Porque ninguém mais está perto dele. Kalil tem 10%, Roscoe tem 6%. Patrus é o único que conseguiu se consolidar como segunda opção, mas está sozinho nessa faixa.

Luke

E isso importa porque mostra que não há um candidato de oposição unificado. Se houvesse coligação ou convergência, talvez o número de Cleitinho caísse. Mas com a fragmentação que existe, ele fica isolado no topo.

Mark

A pesquisa diz que ele pode vencer no primeiro turno. Isso é garantido?

Mimi

Matematicamente, se os números se confirmarem, sim. Maioria absoluta nos votos válidos encerra a eleição. Mas há sempre incerteza.

Luke

E há também a questão de quem não respondeu, quem disse que não vai votar, quem está indeciso. A pesquisa não capta tudo. Mas o padrão é claro: Cleitinho está muito à frente.

  • Com 54% dos votos válidos, Cleitinho Azevedo ultrapassa sozinho a maioria absoluta necessária para vencer no primeiro turno — um feito raro em eleições estaduais competitivas.
  • Patrus Ananias, único adversário com presença real, aparece 31 pontos atrás, uma distância que transforma a disputa em algo mais próximo de uma ratificação do que de uma eleição.
  • Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte e terceiro colocado, registra apenas 10% — sinal de que sua candidatura não decolou e o campo oposicionista permanece fragmentado.
  • A soma de todos os candidatos abaixo de Patrus não chega a 25%, revelando um eleitorado disperso que, paradoxalmente, consolida ainda mais a vantagem do líder republicano.
  • O cenário aponta para uma definição já no primeiro turno, esvaziando a tensão eleitoral e antecipando o desfecho antes mesmo da abertura das urnas.

Na véspera das eleições em Minas Gerais, os números de uma pesquisa Quaest desenham não uma disputa, mas uma sentença antecipada: o senador Cleitinho Azevedo concentra em si mais da metade dos votos válidos, enquanto os demais candidatos dividem entre si as migalhas de um eleitorado já decidido. É o retrato de um momento em que a fragmentação dos adversários amplifica, mais do que qualquer virtude própria, a solidez de uma liderança.

A pesquisa Quaest divulgada no sábado, véspera das eleições em Minas Gerais, apresenta um retrato de domínio incomum: o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, alcança 54% dos votos válidos — número suficiente para definir a disputa já no primeiro turno, sem necessidade de segundo confronto. O levantamento ouviu 3.204 eleitores mineiros entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Patrus Ananias, do PT, é o único adversário com presença expressiva, mas aparece com 23% — 31 pontos abaixo do líder. Alexandre Kalil, do PDT, ocupa o terceiro lugar com 10%, seguido por Flávio Roscoe, do PL, com 6%. Os demais candidatos somados mal chegam a dois dígitos.

A configuração revela uma fragmentação acentuada no campo oposicionista. Cleitinho, sozinho, reúne mais intenções de voto do que Patrus, Kalil e Roscoe juntos — uma concentração que transforma a corrida eleitoral em algo próximo de um plebiscito sobre sua liderança. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-06889/2026.

A véspera da eleição para governador de Minas Gerais apresenta um cenário cristalizado. Segundo pesquisa Quaest divulgada no sábado, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, alcança 54% dos votos válidos — uma margem que o coloca numericamente acima da maioria absoluta necessária para definir a disputa ainda no primeiro turno. O levantamento, encomendado pela Globo e realizado entre 2 e 3 de outubro, ouviu 3.204 eleitores mineiros com 16 anos ou mais, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Patrus Ananias, do PT, aparece em segundo lugar com 23% — uma distância de 31 pontos percentuais em relação ao líder. Nenhum outro candidato consegue se aproximar dessa faixa. Alexandre Kalil, do PDT, ocupa a terceira posição com apenas 10%, enquanto Flávio Roscoe, do PL, registra 6%. Mateus Simões, do PSD, tem 4%, Gabriel, do MDB, marca 2%, e Ben Mendes, da Missão, 1%. Henrique Áreas, do PCO, Indira Xavier, da UP, Professor Túlio Lopes, do PCB, e Rafael Duda, do PSTU, aparecem com 0%.

A configuração da disputa revela uma fragmentação acentuada entre os candidatos fora do primeiro escalão. Abaixo de Patrus, nenhum concorrente ultrapassa a marca de 10%. Essa dispersão de votos contrasta dramaticamente com a concentração de apoio em torno de Cleitinho, que sozinho reúne mais intenções de voto do que Patrus, Kalil e Roscoe somados.

O resultado posiciona o senador republicano em uma condição distinta no pleito mineiro. Com mais da metade dos votos válidos já assegurados segundo o levantamento, Cleitinho não apenas lidera, mas domina o cenário eleitoral. Patrus permanece como seu único adversário com presença significativa, mas a diferença de 31 pontos percentuais sugere uma disputa já definida nas intenções de voto.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-06889/2026, consolidando os números que chegam ao primeiro turno das eleições em Minas Gerais.

Cleitinho aparece muito à frente dos demais candidatos, com mais votos válidos do que Patrus, Kalil e Roscoe somados
— Análise da pesquisa Quaest
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