Cleitinho lidera com 53% em votos válidos na véspera da eleição em MG

Cleitinho caminha para eleição no primeiro turno com margem que deixa concorrentes em posição irreversível
O senador do Republicanos aparecia com 53% dos votos válidos na última pesquisa antes do pleito em Minas Gerais.
Mark

Como uma pesquisa feita apenas dois dias antes da eleição consegue ser tão precisa? Não há sempre uma margem de incerteza?

Mimi

Há, sim — dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mas quando alguém está com 53%, mesmo que caia para 51%, ainda vence no primeiro turno. A margem de erro não muda o resultado neste caso.

Luke

Verdade, mas vale notar que essa é uma pesquisa, não uma previsão. Datafolha e Quaest mostravam números parecidos, o que aumenta a confiança, mas ainda assim são estimativas baseadas em 2 mil entrevistados.

Mark

E por que a diferença entre votos válidos e votos totais importa tanto?

Mimi

Porque votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos. Na urna, só contam votos para candidatos. Então 53% em votos válidos é mais próximo do que realmente vai acontecer do que 44% em votos totais.

Luke

Exato. E note que 11% ainda eram indecisos em votos totais. Eles podem ter se distribuído de forma diferente do que a pesquisa estimou.

Mark

Kalil caiu de 11% para 8% em votos totais. Isso significa que perdeu apoio?

Mimi

Pode ser. Ou pode ser que seus eleitores indecisos tenham se movido para Patrus ou para branco/nulo. A pesquisa não diz exatamente para onde foram.

Luke

E há outro detalhe: na pesquisa espontânea, Kalil tinha apenas 3%. Isso sugere que muita gente só votaria nele se o nome fosse apresentado — o que é um sinal de candidatura fraca.

Mark

Então Cleitinho realmente caminha para vencer no primeiro turno?

Mimi

Os números apontam fortemente para isso. Mas eleição é eleição. Há sempre surpresas.

Luke

Verdade. Mas com 53% em votos válidos, a margem de erro teria que ser muito maior do que dois pontos para mudar o resultado.

  • Com 53% dos votos válidos, Cleitinho Azevedo entra no dia da eleição como favorito esmagador ao governo de Minas Gerais, tornando o primeiro turno quase uma formalidade.
  • Patrus Ananias e Alexandre Kalil, ambos ex-prefeitos de Belo Horizonte, somam juntos menos da metade do que Cleitinho registra, revelando a fragmentação da oposição.
  • A pesquisa espontânea — sem apresentação de nomes — mostra Cleitinho com 29% contra apenas 11% de Patrus, indicando que sua liderança não depende de reconhecimento induzido.
  • Os indecisos caíram nas últimas horas e 78% dos eleitores afirmam voto definitivo, sinalizando que as preferências estão cristalizadas antes mesmo da abertura das urnas.
  • Em cenário de segundo turno contra Kalil, Cleitinho venceria com 60% a 24% — margem que cresceu desde a última medição, fechando qualquer brecha de reversão.

Na véspera de uma eleição que pode ser decidida já no primeiro turno, Minas Gerais observa o senador Cleitinho Azevedo consolidar uma liderança que transcende a disputa conjuntural e revela um reordenamento mais profundo das forças políticas no estado. Com 53% dos votos válidos apontados pelo Datafolha, Azevedo não apenas distancia seus adversários — dois ex-prefeitos da capital —, mas sinaliza que o eleitorado mineiro encontrou, ao menos por ora, uma âncora de preferência difícil de deslocar. A história das urnas dirá se os números se confirmam, mas raramente uma véspera chegou tão carregada de antecipação.

Na véspera da eleição para governador de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo chegava ao dia do pleito em posição de rara confortabilidade. A última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado 3 de outubro e realizada com 2.003 eleitores, mostrava o candidato do Republicanos com 53% dos votos válidos — margem suficiente para uma vitória no primeiro turno sem necessidade de segundo confronto.

Os dois ex-prefeitos de Belo Horizonte que disputavam o cargo ocupavam posições distantes e pouco animadoras. Patrus Ananias, pelo PT, registrava 21%, enquanto Alexandre Kalil, do PDT, aparecia com apenas 9%. O restante do campo se pulverizava entre candidatos que não ultrapassavam 4% individualmente. Uma pesquisa paralela da Quaest, divulgada no mesmo dia, confirmava a tendência ao creditar 54% a Cleitinho.

Quando incluídos brancos, nulos e indecisos, Azevedo aparecia com 44% — alta de quatro pontos em relação à medição de 1º de outubro. A queda nos indecisos e nos votos brancos/nulos sinalizava uma consolidação das preferências nas horas finais antes da votação. Na modalidade espontânea, sem apresentação de nomes, Cleitinho liderava com 29%, reforçando que sua vantagem era orgânica e não dependente de sugestão.

Os cenários de segundo turno apenas aprofundavam o quadro: num eventual confronto direto com Kalil, o senador venceria com 60% contra 24% do ex-prefeito — margem maior do que a registrada na pesquisa anterior. Com 78% dos eleitores afirmando voto definitivo, a eleição chegava ao seu momento decisivo com poucas dúvidas sobre o desfecho mais provável.

Na véspera da eleição para governador de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo consolidava uma vantagem que o colocava à beira da vitória no primeiro turno. A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 3 de outubro, mostrava o candidato do Republicanos com 53% dos votos válidos — uma margem tão ampla que deixava seus concorrentes em posição praticamente irreversível.

Os dois ex-prefeitos de Belo Horizonte que disputavam a mesma eleição ocupavam posições distantes. Patrus Ananias, pelo PT, registrava 21% das intenções de voto válido, enquanto Alexandre Kalil, do PDT, aparecia com apenas 9%. O restante do campo se fragmentava: o governador em exercício, Mateus Simões, e Flávio Roscoe, do PL, dividiam 4% cada um. Gabriel, do MDB, tinha 3%. Os demais candidatos — Ben Mendes, Rafael Duda, Professor Túlio Lopes, Henrique Áreas e Indira Xavier — não ultrapassavam 2% ou não registravam pontos percentuais.

Esta era a última pesquisa Datafolha antes do pleito, realizada entre 2 e 3 de outubro com 2.003 eleitores maiores de 16 anos. A margem de erro era de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os números em votos válidos — que excluem brancos, nulos e indecisos — refletiam apenas a escolha nominal dos eleitores, espelhando assim o cálculo que seria feito na urna. Uma pesquisa paralela da Quaest, também divulgada no mesmo sábado, confirmava a tendência ao mostrar Cleitinho com 54%.

Quando se observavam os votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, a liderança de Azevedo se mantinha, mas com proporções diferentes. Ele aparecia com 44% — uma subida de quatro pontos em relação à pesquisa anterior, de 1º de outubro. Patrus subia de 16% para 18%, enquanto Kalil caía de 11% para 8%. Os indecisos representavam 11% do eleitorado, e 6% optavam por branco ou nulo. Essa redução nos indecisos e brancos/nulos em comparação com a pesquisa anterior sinalizava uma consolidação das preferências nas últimas horas antes da votação.

Em uma modalidade espontânea da pesquisa — na qual os candidatos não eram apresentados ao entrevistado — Cleitinho aparecia com 29%, Patrus com 11% e Kalil com apenas 3%. Esse dado revelava que a liderança de Azevedo era mais robusta quando os eleitores eram questionados sem sugestões, enquanto os demais candidatos dependiam mais da apresentação de nomes para registrar suas intenções. Dos entrevistados, 78% afirmavam que sua escolha era definitiva, enquanto 21% diziam que poderiam mudar de candidato — um indicador de que o voto estava bastante cristalizado.

Os cenários de segundo turno, medidos pela pesquisa, apontavam para uma consolidação ainda maior da posição de Cleitinho. Num eventual confronto direto com Kalil, o senador venceria com 60% contra 24% do ex-prefeito, uma vantagem que havia crescido em relação à medição anterior, quando era de 56% a 27%. Esse cenário sugeria que, caso não vencesse no primeiro turno — o que os números indicavam ser improvável —, Cleitinho teria uma trajetória clara para a vitória final. A pesquisa havia sido contratada pela Globo e pela Folha de S. Paulo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-06705/2026.

78% dos entrevistados afirmavam que sua escolha era definitiva, enquanto 21% diziam que poderiam mudar de candidato
— Pesquisa Datafolha
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