Com a abertura oficial da campanha eleitoral brasileira em 16 de agosto de 2026, o país volta os olhos para o grupo que historicamente decide seus governantes: a Classe C, mais de metade dos 160 milhões de eleitores, com renda familiar per capita entre R$ 610 e R$ 1.250 mensais. Esse eleitorado não vota por lealdade ideológica, mas por resultados tangíveis — emprego, custo de vida, dignidade cotidiana. Compreendê-lo não é estratégia eleitoral apenas; é compreender a própria alma política do Brasil.
Classe C define rumo das eleições com voto pragmático, não ideológico
Mais da metade do eleitorado vota pelo que funciona, não pelo que promete
Por que a Classe C é tão importante nesta eleição em particular?
Porque ela é mais da metade do eleitorado. Não é um grupo entre muitos — é a maioria. E diferentemente de outros segmentos que votam por convicção ideológica fixa, a Classe C vota pelo que funciona na prática.
Mas o que significa votar pragmaticamente? Como isso se manifesta?
Significa que o eleitor dessa faixa pergunta: minha vida melhorou? Tenho emprego? Consigo pagar as contas? Se a resposta é sim, ele vota no candidato que está no poder. Se é não, ele muda. Não é sobre esquerda ou direita — é sobre resultado.
Então ideologia não importa para esse grupo?
Importa, mas de forma diferente. Valores religiosos e culturais sim, eles moldam as escolhas. Mas a ideologia política abstrata — aquela que move debates nas universidades — não é o que move o voto da Classe C.
Como um candidato deveria falar com esse eleitor?
Precisa falar a linguagem dele. Não pode usar argumentos teóricos. Precisa mostrar o que fez, o que vai fazer, como aquilo muda a vida concreta dessa pessoa.
E quem consegue fazer isso bem?
Segundo Renato Meirelles, há figuras políticas que naturalmente se comunicam melhor com esse grupo. Mas a pesquisa mostra que é menos sobre a pessoa e mais sobre a mensagem — se ela fala de coisas que importam para quem ganha entre R$ 610 e R$ 1.250 por mês.
Isso significa que a eleição já está decidida?
Não. Significa que quem entender a Classe C — seus valores, suas prioridades, sua forma de pensar — tem muito mais chance de vencer. E quem ignorar esse grupo, por mais que tenha apoio em outras áreas, provavelmente perde.
El Pulso
- A campanha eleitoral começou oficialmente no domingo, e candidatos de todo o país agora correm para conquistar o grupo que representa mais da metade do eleitorado brasileiro.
- A Classe C vota de forma pragmática e menos ideológica, respondendo a resultados concretos como emprego e melhora na qualidade de vida — o que torna sua preferência imprevisível para quem aposta apenas em discurso.
- Valores religiosos e culturais específicos, além de uma visão própria sobre o Estado e o empreendedorismo, tornam esse eleitorado complexo e resistente a abordagens genéricas.
- Candidatos que não conseguem falar a linguagem da Classe C — suas prioridades reais, não as das bolhas ideológicas — enfrentam uma desvantagem decisiva rumo a outubro.
Com a abertura oficial da campanha eleitoral brasileira em 16 de agosto de 2026, o país volta os olhos para o grupo que historicamente decide seus governantes: a Classe C, mais de metade dos 160 milhões de eleitores, com renda familiar per capita entre R$ 610 e R$ 1.250 mensais. Esse eleitorado não vota por lealdade ideológica, mas por resultados tangíveis — emprego, custo de vida, dignidade cotidiana. Compreendê-lo não é estratégia eleitoral apenas; é compreender a própria alma política do Brasil.
A campanha eleitoral brasileira abriu oficialmente no domingo 16 de agosto, e diante dos candidatos está um eleitorado de quase 160 milhões de pessoas. Mas há um grupo que pesa mais que todos os outros: a Classe C. Segundo o Instituto Locomotiva, brasileiros com renda familiar per capita entre R$ 610 e R$ 1.250 mensais representam mais da metade de todos os eleitores — não um detalhe, mas o centro de gravidade da política nacional.
O que torna esse grupo singular não é apenas seu tamanho, mas sua forma de votar. Diferentemente de segmentos mais abastados, que tendem a seguir convicções ideológicas estáveis, a Classe C vota de maneira pragmática: menos princípios abstratos, mais resultados concretos. Se a economia melhorou, se há emprego, se a vida ficou mais fácil — essas são as perguntas que orientam sua escolha.
Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e autor de 'Brasil da Maioria', dedicou 25 anos a estudar esse eleitorado. Em entrevista ao podcast O Assunto, ele descreve um grupo que vai além dos números de renda: a Classe C tem visão própria sobre o papel do Estado, sobre o mercado de trabalho e sobre o empreendedorismo — o sonho do negócio próprio que marca a mentalidade de muitos nessa faixa. Seus valores culturais e religiosos também moldam suas escolhas políticas de forma profunda.
Candidatos que conseguem falar a linguagem dessa maioria — que entendem suas prioridades reais, não as das redes sociais ou das bolhas ideológicas — têm muito mais chance de vencer em outubro. Os que ignoram esse Brasil pragmático e atento a resultados, perdem. O episódio chega em momento decisivo: quando a campanha começa de verdade e o país precisa decidir como se comunicar com o Brasil que realmente existe.
A campanha eleitoral brasileira começou no domingo 16 de agosto, e candidatos de todo o país agora têm permissão para pedir votos até o pleito marcado para 4 de outubro. Diante deles está um eleitorado de quase 160 milhões de pessoas — um país complexo, fragmentado, com preferências que variam tanto pela geografia quanto pela renda. Mas há um grupo que importa mais que todos os outros para definir quem governará: a Classe C.
Segundo dados do Instituto Locomotiva, essa faixa de renda — brasileiros com ganhos familiares per capita entre R$ 610 e R$ 1.250 por mês — representa mais da metade de todos os eleitores. Não é um detalhe. É o centro de gravidade da política brasileira. E o que torna esse grupo particularmente importante não é apenas seu tamanho, mas a forma como vota. Diferentemente de segmentos mais altos da população, que frequentemente votam segundo convicções ideológicas duradouras, a Classe C vota de maneira pragmática. Seus votos respondem menos a princípios abstratos e mais a resultados concretos — se a economia melhorou, se há emprego, se a vida ficou mais fácil.
Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e autor do livro "Brasil da Maioria", passou 25 anos estudando esse eleitorado. Em entrevista ao podcast O Assunto, conduzida por Victor Boyadjian, Meirelles descreve um grupo que vai muito além de números de renda. A Classe C tem uma visão particular sobre o papel do Estado, sobre como o mercado de trabalho funciona, sobre o empreendedorismo — aquela esperança de abrir um negócio próprio que marca a mentalidade de muitos brasileiros nessa faixa. Seus valores culturais e religiosos também moldam suas escolhas políticas de forma profunda e específica.
O que Meirelles explica é que entender a Classe C não é apenas uma questão de pesquisa de mercado. É entender quem realmente governa o Brasil. Candidatos que conseguem se comunicar com esse grupo — que falam sua linguagem, que entendem suas prioridades — têm muito mais chance de vencer. Aqueles que ignoram essa maioria, ou que tentam convencê-la com argumentos que não fazem sentido em suas vidas cotidianas, perdem.
O podcast O Assunto, que traz essa conversa, é produzido diariamente pelo G1 desde agosto de 2019. Ao longo de seus anos de existência, acumulou mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio, e no YouTube soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Este episódio chega em um momento crucial: quando a campanha começa de verdade, quando candidatos e partidos precisam decidir como vão falar com o Brasil que realmente existe — não o Brasil das redes sociais ou das bolhas ideológicas, mas o Brasil da Classe C, pragmático, atento aos resultados, e absolutamente decisivo para o resultado de outubro.
Citas Notables
A Classe C tem um perfil de voto menos ideológico e mais pragmático— Instituto Locomotiva
Esse grupo vai muito além de números de renda — tem visão particular sobre o Estado, mercado de trabalho e empreendedorismo— Renato Meirelles, autor de 'Brasil da Maioria'