Claro conclui compra da Desktop por R$ 1,75 bi e assume controle com 72,83%

Claro integra Desktop e migra clientes para fibra óptica própria
A operadora justificou a aquisição de R$ 1,75 bilhão pela oportunidade de ampliar banda larga fixa e modernizar a rede.
Mark

Por que a Claro decidiu comprar a Desktop agora, e não antes?

Mimi

A Desktop era uma das maiores provedoras de banda larga fixa do país, com uma rede de fibra óptica consolidada e presença regional forte. A Claro viu ali a oportunidade de ampliar sua atuação em banda larga fixa, que é um mercado em crescimento. Além disso, havia clientes ainda em cabo coaxial que poderiam migrar para a fibra da Desktop.

Luke

Mas isso é o que a Claro disse ao Cade. Não sabemos se era realmente a motivação principal ou se havia outras razões estratégicas — talvez reduzir concorrência, ou simplesmente porque o preço estava certo naquele momento.

Mark

Quanto custou exatamente?

Mimi

R$ 1,747 bilhão pelos 72,83% do controle. Isso dá R$ 20,63 por ação. Mas esse valor pode ainda ser ajustado conforme a dívida líquida da Desktop em 30 de setembro.

Luke

E há R$ 127,5 milhões em garantia que podem ser liberados ou retidos conforme demandas legais. Então o custo final ainda é incerto.

Mark

O que aconteceu com os executivos antigos?

Mimi

Cinco diretores saíram de suas posições, mas continuam na empresa em novos cargos. Denio Alves Lindo, que era um dos acionistas, deixou a diretoria mas permaneceu no quadro de executivos.

Luke

Não sabemos quais são esses novos cargos ou se representam uma promoção, um rebaixamento ou uma transição para saída. Isso fica em aberto.

Mark

E agora, o que vem?

Mimi

A Claro vai fazer uma oferta pública para comprar as ações dos demais acionistas. Também pode solicitar a saída do Novo Mercado da B3 e a conversão do registro da Desktop para categoria B.

Luke

Pode, mas não é obrigada. A Claro deixou claro que pode desistir dessas duas últimas modalidades. Então há flexibilidade ali.

  • A Claro pagou R$ 1,747 bilhão por 72,83% da Desktop, transferindo o controle do fundo Makalu e de sócios fundadores para a subsidiária Claro NXT Telecomunicações.
  • A mudança de dono provocou uma reforma imediata na cúpula: cinco diretores deixaram seus cargos e o conselho de administração foi inteiramente reconfigurado em poucas horas.
  • O pagamento foi estruturado em etapas, com R$ 127,5 milhões retidos em conta de garantia e ajustes finais vinculados à apuração da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026.
  • Cade e Anatel já haviam liberado a operação — a agência reguladora exigiu a consolidação das redes em postes em até 24 meses, sinalizando que a integração física será o próximo desafio.
  • A Claro deverá lançar oferta pública para os acionistas minoritários e pode retirar a Desktop do Novo Mercado da B3, encerrando o ciclo de empresa de capital aberto independente.

No início de outubro de 2026, a Claro concluiu a absorção da Desktop, consolidando por R$ 1,75 bilhão o domínio sobre uma das maiores provedoras de banda larga fixa do Brasil. O movimento, gestado desde março, representa mais um capítulo na longa concentração do setor de telecomunicações nacional, onde grandes operadoras buscam verticalmente integrar infraestrutura de fibra óptica para responder à crescente demanda por conectividade. Com aprovações regulatórias obtidas sem restrições significativas, a transação sinaliza que a disputa pelo acesso fixo à internet entra em uma nova fase — menos fragmentada, mais corporativa.

A Claro encerrou em 1º de outubro de 2026 a aquisição do controle da Desktop, uma das maiores operadoras de banda larga fixa do Brasil. Por meio da subsidiária Claro NXT Telecomunicações, a empresa comprou 84,7 milhões de ações ordinárias — equivalentes a 72,83% do capital — por R$ 1,747 bilhão, ao preço unitário de R$ 20,63. O negócio, anunciado em março, transferiu o controle do fundo Makalu e de quatro sócios fundadores para as mãos da operadora.

A chegada da nova controladora redesenhou imediatamente a administração da Desktop. Rodrigo Marques assumiu a presidência executiva e Roberto Catalão Cardoso tomou as diretorias financeira e de relações com investidores. Cinco diretores saíram de seus cargos, mas permanecerão na empresa em novas funções. O conselho de administração também foi renovado, com três novos membros indicados pela Claro substituindo os representantes anteriores.

O pagamento foi dividido em parcelas: R$ 1,620 bilhão no fechamento — incluindo R$ 20 milhões retidos como garantia para ajustes de endividamento — e outros R$ 127,5 milhões em conta de garantia, liberáveis mensalmente conforme cronograma contratual. O valor definitivo ainda depende da apuração da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026.

No plano regulatório, o Cade aprovou a operação sem restrições em setembro, e a Anatel havia concedido anuência em maio, condicionando a aprovação à consolidação da ocupação das redes em postes em até 24 meses. A migração de clientes de cabo coaxial para a fibra óptica da Desktop foi apresentada como uma das principais justificativas econômicas da transação.

Com o controle consolidado, a Claro NXT deverá protocolar na CVM um pedido de oferta pública de aquisição voltada aos acionistas minoritários, possivelmente combinando a conversão de registro e a saída da Desktop do Novo Mercado da B3. A empresa ainda não definiu se haverá fusão, cisão ou incorporação da provedora.

A Claro finalizou na quinta-feira, 1º de outubro, a aquisição do controle da Desktop, uma das maiores operadoras de banda larga fixa do país. Por meio de sua subsidiária Claro NXT Telecomunicações, a empresa adquiriu 84,7 milhões de ações ordinárias, representando 72,83% do capital da provedora, pelo valor de R$ 1,747 bilhão. O negócio, anunciado em março, consolidava-se agora com a transferência de controle do fundo Makalu e de acionistas como Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

A mudança de controle trouxe consigo uma reorganização administrativa. Rodrigo Marques foi eleito diretor-presidente da Desktop, enquanto Roberto Catalão Cardoso assumiu as diretorias financeira e de relações com investidores. Cinco executivos deixaram suas posições na diretoria: Denio Alves Lindo, Bruno Silva Carvalho de Souza Leão, Benício Silva Gontijo, André Falcão Ribeiro e Glauno Herton Brandão Junior. Todos, porém, permaneceriam na empresa em novas funções. O conselho de administração também foi reformulado, com José Felix, Rodrigo Marques e Roberto Catalão ocupando vagas deixadas por Débora Mayor Vizeu, Bernardo Varela Mello e Ana Regina Roson.

Os números da transação refletem uma estrutura de pagamento em etapas. O preço por ação foi fixado em R$ 20,63. Da quantia total, R$ 1,620 bilhão correspondeu à parcela de fechamento, que incluía R$ 20 milhões retidos como garantia para possíveis ajustes de endividamento. Outros R$ 127,5 milhões permaneceriam em conta de garantia para cobrir obrigações de indenização dos vendedores relacionadas a demandas específicas, com liberações mensais conforme cronograma contratual. O valor final ainda poderia sofrer ajustes após a apuração definitiva da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026.

Com a consolidação do controle, a Claro NXT apresentaria à Comissão de Valores Mobiliários um pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações destinada aos demais acionistas da Desktop. A intenção era reunir na mesma oferta a aquisição por alienação de controle, a conversão do registro da Desktop da categoria A para B e a saída do Novo Mercado da B3. A compradora poderia desistir das duas últimas modalidades e manter apenas a oferta decorrente da transferência de controle. O preço por ação seria igual ao pago aos vendedores, considerados o ajuste de endividamento e a parcela diferida. Segundo a Claro, ainda não havia definição sobre fusão, cisão ou incorporação envolvendo a Desktop.

O fechamento ocorria após as aprovações regulatórias necessárias. A Superintendência-Geral do Cade havia aprovado a aquisição sem restrições em setembro. A Anatel havia concedido anuência em maio, com a obrigação de consolidar a ocupação das redes em um ponto de fixação por poste em até 24 meses após a conclusão do negócio. Na análise do Cade, a Claro havia apresentado a migração de clientes atendidos por cabo coaxial para a fibra óptica da Desktop como uma das justificativas da transação. O plano e o cronograma apresentados pelas empresas integravam os fundamentos da aprovação concorrencial, sinalizando que a integração das redes seria um dos próximos passos da operadora.

O objetivo é ampliar sua atuação em banda larga fixa com a integração dos clientes, da rede e da presença regional da Desktop
— Claro
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