No início de outubro de 2026, a Claro concluiu a absorção da Desktop, consolidando por R$ 1,75 bilhão o domínio sobre uma das maiores provedoras de banda larga fixa do Brasil. O movimento, gestado desde março, representa mais um capítulo na longa concentração do setor de telecomunicações nacional, onde grandes operadoras buscam verticalmente integrar infraestrutura de fibra óptica para responder à crescente demanda por conectividade. Com aprovações regulatórias obtidas sem restrições significativas, a transação sinaliza que a disputa pelo acesso fixo à internet entra em uma nova fase — menos f
Claro conclui compra da Desktop por R$ 1,75 bi e assume controle com 72,83%
Claro integra Desktop e migra clientes para fibra óptica própria
Por que a Claro decidiu comprar a Desktop agora, e não antes?
A Desktop era uma das maiores provedoras de banda larga fixa do país, com uma rede de fibra óptica consolidada e presença regional forte. A Claro viu ali a oportunidade de ampliar sua atuação em banda larga fixa, que é um mercado em crescimento. Além disso, havia clientes ainda em cabo coaxial que poderiam migrar para a fibra da Desktop.
Mas isso é o que a Claro disse ao Cade. Não sabemos se era realmente a motivação principal ou se havia outras razões estratégicas — talvez reduzir concorrência, ou simplesmente porque o preço estava certo naquele momento.
Quanto custou exatamente?
R$ 1,747 bilhão pelos 72,83% do controle. Isso dá R$ 20,63 por ação. Mas esse valor pode ainda ser ajustado conforme a dívida líquida da Desktop em 30 de setembro.
E há R$ 127,5 milhões em garantia que podem ser liberados ou retidos conforme demandas legais. Então o custo final ainda é incerto.
O que aconteceu com os executivos antigos?
Cinco diretores saíram de suas posições, mas continuam na empresa em novos cargos. Denio Alves Lindo, que era um dos acionistas, deixou a diretoria mas permaneceu no quadro de executivos.
Não sabemos quais são esses novos cargos ou se representam uma promoção, um rebaixamento ou uma transição para saída. Isso fica em aberto.
E agora, o que vem?
A Claro vai fazer uma oferta pública para comprar as ações dos demais acionistas. Também pode solicitar a saída do Novo Mercado da B3 e a conversão do registro da Desktop para categoria B.
Pode, mas não é obrigada. A Claro deixou claro que pode desistir dessas duas últimas modalidades. Então há flexibilidade ali.
El Pulso
- A Claro pagou R$ 1,747 bilhão por 72,83% da Desktop, transferindo o controle do fundo Makalu e de sócios fundadores para a subsidiária Claro NXT Telecomunicações.
- A mudança de dono provocou uma reforma imediata na cúpula: cinco diretores deixaram seus cargos e o conselho de administração foi inteiramente reconfigurado em poucas horas.
- O pagamento foi estruturado em etapas, com R$ 127,5 milhões retidos em conta de garantia e ajustes finais vinculados à apuração da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026.
- Cade e Anatel já haviam liberado a operação — a agência reguladora exigiu a consolidação das redes em postes em até 24 meses, sinalizando que a integração física será o próximo desafio.
- A Claro deverá lançar oferta pública para os acionistas minoritários e pode retirar a Desktop do Novo Mercado da B3, encerrando o ciclo de empresa de capital aberto independente.
No início de outubro de 2026, a Claro concluiu a absorção da Desktop, consolidando por R$ 1,75 bilhão o domínio sobre uma das maiores provedoras de banda larga fixa do Brasil. O movimento, gestado desde março, representa mais um capítulo na longa concentração do setor de telecomunicações nacional, onde grandes operadoras buscam verticalmente integrar infraestrutura de fibra óptica para responder à crescente demanda por conectividade. Com aprovações regulatórias obtidas sem restrições significativas, a transação sinaliza que a disputa pelo acesso fixo à internet entra em uma nova fase — menos fragmentada, mais corporativa.
A Claro encerrou em 1º de outubro de 2026 a aquisição do controle da Desktop, uma das maiores operadoras de banda larga fixa do Brasil. Por meio da subsidiária Claro NXT Telecomunicações, a empresa comprou 84,7 milhões de ações ordinárias — equivalentes a 72,83% do capital — por R$ 1,747 bilhão, ao preço unitário de R$ 20,63. O negócio, anunciado em março, transferiu o controle do fundo Makalu e de quatro sócios fundadores para as mãos da operadora.
A chegada da nova controladora redesenhou imediatamente a administração da Desktop. Rodrigo Marques assumiu a presidência executiva e Roberto Catalão Cardoso tomou as diretorias financeira e de relações com investidores. Cinco diretores saíram de seus cargos, mas permanecerão na empresa em novas funções. O conselho de administração também foi renovado, com três novos membros indicados pela Claro substituindo os representantes anteriores.
O pagamento foi dividido em parcelas: R$ 1,620 bilhão no fechamento — incluindo R$ 20 milhões retidos como garantia para ajustes de endividamento — e outros R$ 127,5 milhões em conta de garantia, liberáveis mensalmente conforme cronograma contratual. O valor definitivo ainda depende da apuração da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026.
No plano regulatório, o Cade aprovou a operação sem restrições em setembro, e a Anatel havia concedido anuência em maio, condicionando a aprovação à consolidação da ocupação das redes em postes em até 24 meses. A migração de clientes de cabo coaxial para a fibra óptica da Desktop foi apresentada como uma das principais justificativas econômicas da transação.
Com o controle consolidado, a Claro NXT deverá protocolar na CVM um pedido de oferta pública de aquisição voltada aos acionistas minoritários, possivelmente combinando a conversão de registro e a saída da Desktop do Novo Mercado da B3. A empresa ainda não definiu se haverá fusão, cisão ou incorporação da provedora.
A Claro finalizou na quinta-feira, 1º de outubro, a aquisição do controle da Desktop, uma das maiores operadoras de banda larga fixa do país. Por meio de sua subsidiária Claro NXT Telecomunicações, a empresa adquiriu 84,7 milhões de ações ordinárias, representando 72,83% do capital da provedora, pelo valor de R$ 1,747 bilhão. O negócio, anunciado em março, consolidava-se agora com a transferência de controle do fundo Makalu e de acionistas como Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.
A mudança de controle trouxe consigo uma reorganização administrativa. Rodrigo Marques foi eleito diretor-presidente da Desktop, enquanto Roberto Catalão Cardoso assumiu as diretorias financeira e de relações com investidores. Cinco executivos deixaram suas posições na diretoria: Denio Alves Lindo, Bruno Silva Carvalho de Souza Leão, Benício Silva Gontijo, André Falcão Ribeiro e Glauno Herton Brandão Junior. Todos, porém, permaneceriam na empresa em novas funções. O conselho de administração também foi reformulado, com José Felix, Rodrigo Marques e Roberto Catalão ocupando vagas deixadas por Débora Mayor Vizeu, Bernardo Varela Mello e Ana Regina Roson.
Os números da transação refletem uma estrutura de pagamento em etapas. O preço por ação foi fixado em R$ 20,63. Da quantia total, R$ 1,620 bilhão correspondeu à parcela de fechamento, que incluía R$ 20 milhões retidos como garantia para possíveis ajustes de endividamento. Outros R$ 127,5 milhões permaneceriam em conta de garantia para cobrir obrigações de indenização dos vendedores relacionadas a demandas específicas, com liberações mensais conforme cronograma contratual. O valor final ainda poderia sofrer ajustes após a apuração definitiva da dívida líquida da Desktop em 30 de setembro de 2026.
Com a consolidação do controle, a Claro NXT apresentaria à Comissão de Valores Mobiliários um pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações destinada aos demais acionistas da Desktop. A intenção era reunir na mesma oferta a aquisição por alienação de controle, a conversão do registro da Desktop da categoria A para B e a saída do Novo Mercado da B3. A compradora poderia desistir das duas últimas modalidades e manter apenas a oferta decorrente da transferência de controle. O preço por ação seria igual ao pago aos vendedores, considerados o ajuste de endividamento e a parcela diferida. Segundo a Claro, ainda não havia definição sobre fusão, cisão ou incorporação envolvendo a Desktop.
O fechamento ocorria após as aprovações regulatórias necessárias. A Superintendência-Geral do Cade havia aprovado a aquisição sem restrições em setembro. A Anatel havia concedido anuência em maio, com a obrigação de consolidar a ocupação das redes em um ponto de fixação por poste em até 24 meses após a conclusão do negócio. Na análise do Cade, a Claro havia apresentado a migração de clientes atendidos por cabo coaxial para a fibra óptica da Desktop como uma das justificativas da transação. O plano e o cronograma apresentados pelas empresas integravam os fundamentos da aprovação concorrencial, sinalizando que a integração das redes seria um dos próximos passos da operadora.
Citas Notables
O objetivo é ampliar sua atuação em banda larga fixa com a integração dos clientes, da rede e da presença regional da Desktop— Claro