À medida que medicamentos para emagrecimento redefinem corpos em ritmo acelerado, a pele — tecido com memória própria — nem sempre acompanha essa transformação. No Brasil, onde os fármacos GLP-1 movimentaram R$ 13,3 bilhões em um ano, cresce silenciosamente uma segunda demanda: a de cirurgiões plásticos capazes de reconciliar o corpo novo com a pele que ficou para trás. É um fenômeno que revela como cada avanço médico carrega consigo consequências imprevistas, e como o desejo humano de transformação raramente termina em um único passo.