Num fim de tarde de julho, a Cinelândia, coração histórico do Rio de Janeiro, se prepara para receber Lula em seu primeiro palanque em praça pública desde que lançou a pré-candidatura. A cena revela como a política brasileira convive com a memória recente de ameaças: uma área cercada, revistas manuais e filas controladas desenham um espaço onde o encontro com o povo precisa agora dividir lugar com a vigilância. Por trás da grade, porém, pulsa outra disputa, a que opõe PT e PSB numa aliança fraturada no estado, e que fará dos mesmos palcos um espelho das tensões que o campo progressista ainda p
Cinelândia recebe primeiro palanque de Lula em praça pública sob forte esquema de segurança
Sempre refratário a esquemas ostensivos, Lula tem sido convencido a reforçar a proteção
Por que esse ato na Cinelândia é diferente dos anteriores?
É o primeiro palanque de Lula em praça pública desde o lançamento da pré-candidatura. Os outros foram em espaços com controle de acesso, como convenções e estacionamentos de estádios.
Como vai funcionar a segurança?
Uma área de cerca de 5.000 metros quadrados foi cercada em frente ao Palácio Pedro Ernesto. Cabem 7.000 pessoas, com revista manual na entrada. Quem sobrar fica fora do cercado.
E os 20 mil? É número confirmado?
É a expectativa do PT, não uma contagem.
Então vale tratar como projeção de uma parte interessada.
O que motivou o reforço?
O episódio em que três manifestantes entraram no salão do evento do programa de governo, sem detectores de metal e sem revista dos 150 convidados. Antes, houve o casamento, em 18 de maio, e o drone em Uberlândia, em 15 de junho.
O texto cita o Unitri e Kalil, mas não diz a cidade, então não vou afirmar isso. Também não informa a natureza do líquido nem quem lançou o drone.
E a questão política?
Molon e Ceciliano dividirão o palco em meio à disputa pela vaga ao Senado.
O que acontece quando discursarem, ainda é desconhecido. A tensão é descrita como expectativa, não como fato consumado.
Der Puls
- Uma área de cerca de 5.000 metros quadrados foi isolada diante do Palácio Pedro Ernesto, com capacidade para 7.000 pessoas e revista manual na entrada.
- A expectativa do PT é de 20 mil presentes, e o público excedente ficará fora do perímetro, distante do palco.
- Incidentes recentes, como manifestantes que driblaram a segurança e um drone que atingiu apoiadores em junho, pressionaram a campanha a endurecer a proteção.
- Molon e Ceciliano dividirão o palanque em meio à disputa pela vaga ao Senado, e a crise PT-PSB no Rio segue sem resolução à vista.
Num fim de tarde de julho, a Cinelândia, coração histórico do Rio de Janeiro, se prepara para receber Lula em seu primeiro palanque em praça pública desde que lançou a pré-candidatura. A cena revela como a política brasileira convive com a memória recente de ameaças: uma área cercada, revistas manuais e filas controladas desenham um espaço onde o encontro com o povo precisa agora dividir lugar com a vigilância. Por trás da grade, porém, pulsa outra disputa, a que opõe PT e PSB numa aliança fraturada no estado, e que fará dos mesmos palcos um espelho das tensões que o campo progressista ainda precisa resolver.
Na quinta-feira, 7 de julho, a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, recebe o primeiro palanque de Lula em praça pública desde que ele lançou oficialmente sua pré-candidatura. O ato acontece sob um esquema de segurança reforçado: cerca de 5.000 metros quadrados foram isolados diante do palco, em frente ao Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.
O setor comporta 7.000 pessoas, e quem entrar passará por revista manual. Dentro do PT, a expectativa é de 20 mil presentes, com o excedente acompanhando de longe.
A cerca é resultado de uma sequência de sustos. No lançamento do programa de governo, três manifestantes furaram a segurança, sem detectores de metal, e um deles, bolsonarista, chegou perto de Lula e Alckmin sem ser detido. Antes disso, a estrutura já havia falhado no casamento do petista, em maio. Fora dos eventos, apoiadores foram atingidos por um líquido lançado de drone em junho, e bolsonaristas cercaram seu carro em Campinas. Sempre avesso a esquemas ostensivos, Lula foi convencido de que a proteção precisa crescer.
O ato também carrega uma tensão política. O PT quer que André Ceciliano seja o único candidato da chapa ao Senado, invocando acordo prévio. Alessandro Molon, do PSB, reivindica a vaga com apoio de Rede, PSOL e do próprio partido. Os dois vão falar lado a lado na Cinelândia, e é nessa convivência forçada que está o principal foco de tensão do dia.
Na quinta-feira, 7 de julho, a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, recebe o primeiro palanque de Lula em praça pública desde que o ex-presidente lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência. O ato acontece sob um esquema de segurança reforçado: uma área de aproximadamente 5.000 metros quadrados foi cercada diante do palco, ocupando toda a frente do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal.
O setor isolado comporta 7.000 pessoas, e quem quiser entrar passará por revista manual. A expectativa dentro do PT é que 20 mil pessoas acompanhem o discurso. O público excedente ficará fora da área de segurança, mais distante da estrutura montada.
A cerca é parte do planejamento de proteção de Lula na campanha, desenhado depois de uma série de incidentes. Desde o lançamento da pré-candidatura, ele tem priorizado atos em locais com algum controle de acesso, como centros de convenções e estacionamentos de estádios. Em Salvador, no dia 2 de julho, durante a celebração da Independência da Bahia, Lula caminhou pela rua, mas discursou no estacionamento do estádio da Fonte Nova.
O episódio que mais mobilizou a cúpula petista ocorreu no evento de apresentação das diretrizes do programa de governo da chapa Lula-Alckmin. Três manifestantes burlaram a segurança e entraram no salão, restrito a convidados. Não havia detectores de metal, e os cerca de 150 convidados não foram revistados. Um dos manifestantes, bolsonarista, aproximou-se de Lula e de Geraldo Alckmin sem ser detido por nenhum segurança. Após o episódio, a necessidade de novos protocolos foi discutida com o próprio candidato. Era a segunda vez que a estrutura se mostrava frágil: a primeira havia sido no casamento do petista, em 18 de maio.
Houve problemas também fora dos locais dos eventos. Em 15 de junho, apoiadores de Lula foram atingidos por um líquido de forte odor lançado por um drone que sobrevoou os arredores do Unitri (Centro Universitário do Triângulo), onde horas depois Lula se reuniria com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD). Em 5 de maio, em Campinas, bolsonaristas cercaram o carro em que ele deixava um condomínio onde havia almoçado.
Sempre refratário a esquemas ostensivos, Lula tem sido convencido da necessidade de reforçar a proteção em eventos públicos e fechados. Segundo petistas, sua segurança pessoal também foi ampliada. Para os grandes eventos já existe um protocolo rígido: o público é cadastrado previamente pelas delegações dos partidos, passa por detector de metal e por uma fila em ordem alfabética, e, identificado, recebe pulseira de acesso. Cartazes com cabos que possam ferir militantes são proibidos.
O ato carrega ainda uma tensão política. O PT enfrenta uma crise na aliança com o PSB no estado. O partido defende que a chapa tenha como único candidato o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), alegando acordo prévio. O deputado federal Alessandro Molon (PSB) reivindica a vaga, com apoio da Rede, do PSOL e do próprio partido. Na Cinelândia, os dois estarão lado a lado e discursarão: Molon como presidente do PSB-RJ, Ceciliano como pré-candidato ao Senado. É esse o principal foco de tensão do dia.
Bemerkenswerte Zitate
Segundo petistas, a segurança pessoal de Lula também ganhou reforço.— Petistas, conforme relatado pela Folhapress