Cinco anos após o retorno do Talibã ao poder no Afeganistão, mais de 20 milhões de mulheres e meninas vivem sob um regime de restrições sistemáticas que a própria ONU classifica como apartheid de gênero. O que torna esse momento singular na história não é apenas a brutalidade das mais de 160 normas que apagam as afegãs da vida pública, mas a relativa indiferença com que o mundo tem respondido — contrastando com a pressão internacional que, décadas atrás, contribuiu para derrubar o apartheid racial sul-africano. A humanidade parece estar, lentamente, aprendendo a conviver com o intolerável.
Cinco anos de apartheid contra as afegãs: o mundo aprende a conviver
Mais de 20 milhões de mulheres e meninas afegãs enfrentam apartheid sistemático, com 7 em cada 10 relatando saúde mental 'ruim' ou 'muito ruim'.