Em 2021, mil voluntários suíços enterraram roupas íntimas de algodão pelo país a pedido de cientistas — um gesto aparentemente excêntrico que escondia uma lógica profunda: a velocidade com que o tecido se decompõe revela o pulso da vida microscópica no solo. O experimento, conduzido pela Universidade de Zurique e pela Agroscope, produziu um mapa inédito da saúde do solo suíço, lembrando-nos de que a fertilidade da terra — e, por extensão, a segurança alimentar de toda a humanidade — depende de organismos invisíveis que raramente recebem nossa atenção.