Nos confins do sistema solar, Urano e Netuno guardam um fenômeno que desafia a imaginação: chuvas de diamantes que caem em direção aos seus núcleos sob pressões inimagináveis. Pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore conseguiram recriar essas condições extremas em laboratório e, ao fazê-lo, descobriram que a temperatura necessária para fundir diamante é 20% menor do que se acreditava — uma correção que levou décadas para ser confirmada e que pode aproximar, ainda que lentamente, o sonho da fusão nuclear limpa. A ciência, como sempre, avança não em saltos dramáticos, mas em fraç