No fundo escuro do Mar da China Meridional, onde a luz solar nunca penetra, pesquisadores chineses filmaram algo que nenhum espécime preservado poderia revelar: um peixe caminhando para trás e lateralmente sobre o sedimento, como se executasse uma dança coreografada pela evolução. O Scalicus engyceros, com seu corpo blindado e barbilhões exploradores, demonstra que a vida nos abismos desenvolveu soluções de locomoção que desafiam o que imaginávamos saber sobre o movimento dos peixes. Essa descoberta nos lembra que compreender a natureza exige observá-la viva, em seu lugar, e não apenas disseca