No Ártico, um cetáceo carrega sobre o rosto uma das estruturas mais enigmáticas do reino animal — uma presa que cresce reta e em espiral ao mesmo tempo, desafiando séculos de especulação científica. Uma equipe internacional revelou que forças moleculares opostas, inscritas na dentina e no cemento da presa, são a resposta para esse paradoxo de forma. O narval, que os mercadores medievais transformaram em lenda de unicórnio, agora oferece à ciência uma lição sobre como a natureza resolve contradições com elegância invisível a olho nu.