Nas águas árticas vive um mamífero cujo dente desafia a geometria: a presa do narval cresce em espiral, mas permanece reta. Um estudo publicado na Nature Communications revelou que esse paradoxo é resolvido por dois tecidos que giram em direções opostas — dentina para a direita, cemento para a esquerda — anulando mutuamente a torção. Mais do que uma curiosidade anatômica, essa descoberta nos lembra que a natureza frequentemente resolve com elegância os problemas que a ciência demora décadas para formular.