Durante séculos, a anatomia dos ossos foi considerada território bem conhecido — até que investigadores da Universidade de Coimbra revelaram, nas páginas da revista Cell, que os ossos abrigam vasos linfáticos funcionais, uma presença há muito debatida e nunca confirmada. Esta descoberta, conduzida pelo MIA-Portugal com financiamento europeu, não é apenas uma correção ao mapa anatômico: é uma abertura para repensar como o corpo humano se mantém, envelhece e se repara. No horizonte, vislumbram-se tratamentos mais eficazes para fraturas, osteoporose e inflamação óssea — condições que definem, em