Na fronteira entre a biologia e o que antes parecia ficção, cientistas de Stanford implantaram tecido cerebral humano em camundongos recém-nascidos, criando animais cujo córtex é formado em mais de 90% por neurônios humanos vivos e funcionais. O experimento, publicado na Nature, não transforma os roedores em seres humanos — eles continuam se comportando como camundongos —, mas abre uma janela inédita para observar, em tempo real e dentro de um organismo vivo, como o cérebro humano adoece e como poderia ser tratado. É um passo que redefine os limites do que a ciência pode perguntar sobre a ment