Em algum momento há mais de quatro bilhões de anos, Marte guardava água em suas rochas — e um meteorito chamado Black Beauty, expulso do planeta vermelho por um impacto antigo e recolhido na Terra, carrega essa memória intacta. Pesquisadores europeus, liderados pela Technical University of Denmark, usaram tomografia por raios X e por nêutrons para mapear o interior da rocha sem destruí-la, revelando fragmentos com até 11% de água preservada. A descoberta não é apenas um feito técnico: é um convite a reconsiderar se Marte, em sua juventude, foi um mundo capaz de abrigar vida.