Aos 115 anos, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa escolheu um momento de desconfiança crescente face ao conhecimento para repensar a forma como se apresenta ao mundo. Em vez de promover cursos ou celebrar datas, a instituição lançou uma campanha que coloca o valor intrínseco da ciência no centro da conversa pública. É um gesto que reconhece que, numa era de desinformação, as universidades já não podem limitar-se a fornecer diplomas — têm de ser guardiãs de uma relação de confiança entre o saber e a sociedade.