Cid lidera pesquisa Quaest para Senado; Luizianne e Wagner empatados

82% dos eleitores já tinham decidido seu voto
O grau de definição do voto subiu significativamente ao longo de três semanas de pesquisa.
Mark

Como uma pesquisa feita dois dias antes da eleição consegue ser útil se tudo pode mudar?

Mimi

Esse é o ponto: a pesquisa mostra que 82% dos eleitores já tinham decidido. Não é uma previsão do futuro, é um retrato do que as pessoas estavam pensando naquele momento específico.

Luke

Mas 18% ainda podiam mudar. Em uma disputa onde dois candidatos estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro, esses 18% são exatamente o que importa.

Mark

Qual é a diferença entre votos válidos e votos totais?

Mimi

Votos válidos consideram apenas quem tem maior probabilidade de ir votar — é o modelo likely voter. Votos totais incluem indecisos, brancos, nulos e quem não vai votar. Por isso Cid aparece com 32% em um e 25% no outro.

Luke

E isso muda a história? Se você contar só os que vão votar, Cid fica mais forte. Se contar todo mundo, a incerteza aumenta.

Mark

Luizianne cresceu muito de uma rodada para outra. O que explica isso?

Mimi

Ela saiu de 13% em 4 de setembro para 21% em 3 de outubro. Foram oito pontos em um mês. Capitão Wagner se manteve mais estável, entre 20% e 21%.

Luke

Mas crescimento em pesquisa não é a mesma coisa que crescimento real. Pode ser mudança de preferência, pode ser que a segunda rodada tenha ouvido pessoas diferentes, pode ser que eleitores indecisos estejam se decidindo por ela. A pesquisa não diz qual.

Mark

E Alcides Fernandes? Ele cresceu de 5% para 10%.

Mimi

Ele foi o que mais cresceu proporcionalmente. Saiu de praticamente invisível para um patamar onde poderia ser relevante em um segundo turno, se houvesse.

Luke

Mas ainda está longe dos três primeiros. E a margem de erro na primeira rodada era de três pontos, não dois. Então comparar 5% com 10% é mais complicado do que parece.

  • Cid Gomes lidera com 32% dos votos válidos, mas a verdadeira tensão está na segunda vaga: Luizianne Lins e Capitão Wagner estão separados por apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro.
  • A campanha de Luizianne foi a que mais cresceu ao longo das três rodadas da pesquisa — de 13% em setembro para 21% na véspera da eleição —, sinalizando uma virada de momentum que pode definir o resultado.
  • Alcides Fernandes do PL também avançou expressivamente, dobrando sua intenção de voto de 5% para 10%, o que pode pressionar ainda mais a disputa pela segunda vaga.
  • O grau de definição do voto saltou de 60% para 82% em apenas um mês, indicando que o eleitorado cearense chegou ao pleito com pouco espaço para surpresas de última hora.

Na véspera de uma eleição, os números raramente mentem — mas tampouco revelam tudo. A última pesquisa Quaest antes do pleito cearense de outubro de 2026 mostrou Cid Gomes à frente na disputa por uma das duas vagas ao Senado, enquanto Luizianne Lins e Capitão Wagner permaneciam tão próximos que a segunda cadeira seguia, tecnicamente, sem dono. Com 82% dos eleitores já decididos, o Ceará chegava ao dia da votação com a mente em grande parte feita — restando à urna confirmar o que as sondagens apenas insinuavam.

A última pesquisa Quaest antes das eleições ao Senado cearense, divulgada em 3 de outubro de 2026, ouviu dois mil e quatro eleitores em municípios sorteados aleatoriamente pelo estado. Com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento ofereceu o retrato mais atualizado de uma disputa que, até o fim, permaneceu em aberto em sua segunda vaga.

Entre os votos válidos, Cid Gomes do PSB liderava com 32%, seguido por Luizianne Lins da Rede com 27% e Capitão Wagner da União com 26%. A diferença entre os dois últimos era menor do que a margem de erro, tornando a segunda cadeira do Senado uma incógnita real. Alcides Fernandes do PL aparecia com 13%, enquanto os demais candidatos somavam pontuações marginais.

Ao longo das três rodadas da pesquisa — realizadas em 4 de setembro, 23 de setembro e 2 e 3 de outubro —, a trajetória mais notável foi a de Luizianne, que saiu de 13% para 21% no total de votos. Cid manteve sua liderança de forma consistente, e Capitão Wagner oscilou pouco. Alcides foi quem mais cresceu proporcionalmente, dobrando sua marca.

Talvez o dado mais revelador fosse o grau de definição do voto: 82% dos eleitores afirmavam que sua escolha era definitiva, ante 60% registrados um mês antes. Com a maioria do eleitorado já convicta de sua decisão, o cenário sugeria que grandes reviravoltas eram improváveis — mas a segunda vaga permanecia, até o apagar das luzes, uma questão em aberto.

A pesquisa Quaest divulgada no sábado, 3 de outubro, oferecia o último retrato da disputa pelo Senado cearense antes da votação. Dois mil e quatro eleitores foram ouvidos nos dias 2 e 3 de outubro em municípios sorteados aleatoriamente pelo estado, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Entre os votos válidos — aqueles que consideram apenas eleitores com maior propensão a comparecer às urnas — Cid Gomes do PSB aparecia na frente com 32%. Luizianne Lins da Rede marcava 27%, enquanto Capitão Wagner da União ficava com 26%. A diferença entre os dois últimos era tão estreita que os números se sobrepunham dentro da margem de erro, deixando a disputa pela segunda vaga em aberto. Alcides Fernandes do PL vinha em seguida com 13%, enquanto Catarina Matos da UP e Guilherme Theophilo do Novo pontuavam 1% cada. Os demais candidatos não registraram intenção de voto.

Quando se considerava o total de votos, incluindo indecisos e abstenções, a liderança de Cid se mantinha, mas com números menores: 25%. Luizianne chegava a 21% e Capitão Wagner a 20%, novamente tecnicamente empatados. Dez por cento dos eleitores ainda não tinham decidido seu voto, enquanto 12% indicavam branco, nulo ou não comparecimento.

O levantamento mostrava também uma trajetória clara ao longo de três rodadas. Cid havia começado em 23% em 4 de setembro, subido para 25% em 23 de setembro, e permanecido nesse patamar na medição final. Luizianne, por sua vez, havia crescido significativamente: saiu de 13% na primeira rodada, passou por 19% na segunda e chegou a 21% na terceira. Capitão Wagner oscilou menos, mantendo-se entre 20% e 21%. Alcides Fernandes foi o que mais cresceu proporcionalmente, saindo de 5% para 10%.

O que talvez fosse mais revelador era o grau de definição do voto. Em 4 de setembro, 60% dos eleitores cearenses diziam que sua escolha era definitiva. Esse número subiu para 68% em 23 de setembro e alcançou 82% na última medição. Inversamente, a proporção de quem afirmava que seu voto poderia mudar caiu de 39% para 31% e finalmente para 18%. Isso sugeria que, à véspera da eleição, a maioria dos eleitores já havia consolidado sua decisão.

A pesquisa utilizou metodologia quantitativa com entrevistas presenciais e domiciliares, considerando critérios como sexo, idade, renda e escolaridade para montar uma amostra representativa da população cearense com 16 anos ou mais. O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número CE-04790/2026. Como é comum em pesquisas desse tipo, os números representavam um retrato do momento e poderiam sofrer alterações até o dia da votação — embora o alto grau de definição sugerisse que grandes mudanças eram menos prováveis.

Os resultados representam um retrato do momento e podem sofrer alterações até o dia da votação
— Metodologia da pesquisa Quaest
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