Na véspera de uma eleição, os números raramente mentem — mas tampouco revelam tudo. A última pesquisa Quaest antes do pleito cearense de outubro de 2026 mostrou Cid Gomes à frente na disputa por uma das duas vagas ao Senado, enquanto Luizianne Lins e Capitão Wagner permaneciam tão próximos que a segunda cadeira seguia, tecnicamente, sem dono. Com 82% dos eleitores já decididos, o Ceará chegava ao dia da votação com a mente em grande parte feita — restando à urna confirmar o que as sondagens apenas insinuavam.
Cid lidera pesquisa Quaest para Senado; Luizianne e Wagner empatados
82% dos eleitores já tinham decidido seu voto
Como uma pesquisa feita dois dias antes da eleição consegue ser útil se tudo pode mudar?
Esse é o ponto: a pesquisa mostra que 82% dos eleitores já tinham decidido. Não é uma previsão do futuro, é um retrato do que as pessoas estavam pensando naquele momento específico.
Mas 18% ainda podiam mudar. Em uma disputa onde dois candidatos estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro, esses 18% são exatamente o que importa.
Qual é a diferença entre votos válidos e votos totais?
Votos válidos consideram apenas quem tem maior probabilidade de ir votar — é o modelo likely voter. Votos totais incluem indecisos, brancos, nulos e quem não vai votar. Por isso Cid aparece com 32% em um e 25% no outro.
E isso muda a história? Se você contar só os que vão votar, Cid fica mais forte. Se contar todo mundo, a incerteza aumenta.
Luizianne cresceu muito de uma rodada para outra. O que explica isso?
Ela saiu de 13% em 4 de setembro para 21% em 3 de outubro. Foram oito pontos em um mês. Capitão Wagner se manteve mais estável, entre 20% e 21%.
Mas crescimento em pesquisa não é a mesma coisa que crescimento real. Pode ser mudança de preferência, pode ser que a segunda rodada tenha ouvido pessoas diferentes, pode ser que eleitores indecisos estejam se decidindo por ela. A pesquisa não diz qual.
E Alcides Fernandes? Ele cresceu de 5% para 10%.
Ele foi o que mais cresceu proporcionalmente. Saiu de praticamente invisível para um patamar onde poderia ser relevante em um segundo turno, se houvesse.
Mas ainda está longe dos três primeiros. E a margem de erro na primeira rodada era de três pontos, não dois. Então comparar 5% com 10% é mais complicado do que parece.
Der Puls
- Cid Gomes lidera com 32% dos votos válidos, mas a verdadeira tensão está na segunda vaga: Luizianne Lins e Capitão Wagner estão separados por apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro.
- A campanha de Luizianne foi a que mais cresceu ao longo das três rodadas da pesquisa — de 13% em setembro para 21% na véspera da eleição —, sinalizando uma virada de momentum que pode definir o resultado.
- Alcides Fernandes do PL também avançou expressivamente, dobrando sua intenção de voto de 5% para 10%, o que pode pressionar ainda mais a disputa pela segunda vaga.
- O grau de definição do voto saltou de 60% para 82% em apenas um mês, indicando que o eleitorado cearense chegou ao pleito com pouco espaço para surpresas de última hora.
Na véspera de uma eleição, os números raramente mentem — mas tampouco revelam tudo. A última pesquisa Quaest antes do pleito cearense de outubro de 2026 mostrou Cid Gomes à frente na disputa por uma das duas vagas ao Senado, enquanto Luizianne Lins e Capitão Wagner permaneciam tão próximos que a segunda cadeira seguia, tecnicamente, sem dono. Com 82% dos eleitores já decididos, o Ceará chegava ao dia da votação com a mente em grande parte feita — restando à urna confirmar o que as sondagens apenas insinuavam.
A última pesquisa Quaest antes das eleições ao Senado cearense, divulgada em 3 de outubro de 2026, ouviu dois mil e quatro eleitores em municípios sorteados aleatoriamente pelo estado. Com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento ofereceu o retrato mais atualizado de uma disputa que, até o fim, permaneceu em aberto em sua segunda vaga.
Entre os votos válidos, Cid Gomes do PSB liderava com 32%, seguido por Luizianne Lins da Rede com 27% e Capitão Wagner da União com 26%. A diferença entre os dois últimos era menor do que a margem de erro, tornando a segunda cadeira do Senado uma incógnita real. Alcides Fernandes do PL aparecia com 13%, enquanto os demais candidatos somavam pontuações marginais.
Ao longo das três rodadas da pesquisa — realizadas em 4 de setembro, 23 de setembro e 2 e 3 de outubro —, a trajetória mais notável foi a de Luizianne, que saiu de 13% para 21% no total de votos. Cid manteve sua liderança de forma consistente, e Capitão Wagner oscilou pouco. Alcides foi quem mais cresceu proporcionalmente, dobrando sua marca.
Talvez o dado mais revelador fosse o grau de definição do voto: 82% dos eleitores afirmavam que sua escolha era definitiva, ante 60% registrados um mês antes. Com a maioria do eleitorado já convicta de sua decisão, o cenário sugeria que grandes reviravoltas eram improváveis — mas a segunda vaga permanecia, até o apagar das luzes, uma questão em aberto.
A pesquisa Quaest divulgada no sábado, 3 de outubro, oferecia o último retrato da disputa pelo Senado cearense antes da votação. Dois mil e quatro eleitores foram ouvidos nos dias 2 e 3 de outubro em municípios sorteados aleatoriamente pelo estado, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Entre os votos válidos — aqueles que consideram apenas eleitores com maior propensão a comparecer às urnas — Cid Gomes do PSB aparecia na frente com 32%. Luizianne Lins da Rede marcava 27%, enquanto Capitão Wagner da União ficava com 26%. A diferença entre os dois últimos era tão estreita que os números se sobrepunham dentro da margem de erro, deixando a disputa pela segunda vaga em aberto. Alcides Fernandes do PL vinha em seguida com 13%, enquanto Catarina Matos da UP e Guilherme Theophilo do Novo pontuavam 1% cada. Os demais candidatos não registraram intenção de voto.
Quando se considerava o total de votos, incluindo indecisos e abstenções, a liderança de Cid se mantinha, mas com números menores: 25%. Luizianne chegava a 21% e Capitão Wagner a 20%, novamente tecnicamente empatados. Dez por cento dos eleitores ainda não tinham decidido seu voto, enquanto 12% indicavam branco, nulo ou não comparecimento.
O levantamento mostrava também uma trajetória clara ao longo de três rodadas. Cid havia começado em 23% em 4 de setembro, subido para 25% em 23 de setembro, e permanecido nesse patamar na medição final. Luizianne, por sua vez, havia crescido significativamente: saiu de 13% na primeira rodada, passou por 19% na segunda e chegou a 21% na terceira. Capitão Wagner oscilou menos, mantendo-se entre 20% e 21%. Alcides Fernandes foi o que mais cresceu proporcionalmente, saindo de 5% para 10%.
O que talvez fosse mais revelador era o grau de definição do voto. Em 4 de setembro, 60% dos eleitores cearenses diziam que sua escolha era definitiva. Esse número subiu para 68% em 23 de setembro e alcançou 82% na última medição. Inversamente, a proporção de quem afirmava que seu voto poderia mudar caiu de 39% para 31% e finalmente para 18%. Isso sugeria que, à véspera da eleição, a maioria dos eleitores já havia consolidado sua decisão.
A pesquisa utilizou metodologia quantitativa com entrevistas presenciais e domiciliares, considerando critérios como sexo, idade, renda e escolaridade para montar uma amostra representativa da população cearense com 16 anos ou mais. O levantamento estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número CE-04790/2026. Como é comum em pesquisas desse tipo, os números representavam um retrato do momento e poderiam sofrer alterações até o dia da votação — embora o alto grau de definição sugerisse que grandes mudanças eram menos prováveis.
Bemerkenswerte Zitate
Os resultados representam um retrato do momento e podem sofrer alterações até o dia da votação— Metodologia da pesquisa Quaest