Uma vez mais, o Rio Grande do Sul se vê diante da força bruta da natureza: um ciclone extratropical avança sobre o território gaúcho entre os dias 6 e 7 de abril, carregando temporais, granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar 90 km/h. A Defesa Civil emite o alerta como gesto de precaução coletiva, lembrando que fenômenos climáticos extremos não escolhem regiões nem horários — apenas exigem que as comunidades estejam preparadas. O episódio se insere num padrão crescente de instabilidades severas que desafiam a resiliência de um estado ainda marcado por cicatrizes de eventos anteriores.
Ciclone extratropical traz temporais e rajadas de até 90 km/h ao RS
Rajadas de vento que podem ultrapassar 90 quilômetros por hora
Por que um ciclone extratropical é tão diferente de um furacão tropical?
Um ciclone extratropical se forma em latitudes médias e altas, onde o contraste de temperatura entre massas de ar cria instabilidade. Não precisa de água quente como combustível. Aqui no Sul, eles são mais comuns e costumam trazer chuva pesada e vento intenso, mas de forma mais dispersa.
Esses 120 milímetros em 24 horas — é realmente perigoso?
Muito. Imagine 120 litros de água caindo em cada metro quadrado em um dia. Isso sobrecarrega sistemas de drenagem, causa alagamentos, deslizamentos em encostas. Em áreas urbanas, é especialmente crítico.
O granizo isolado que mencionam — por que não é mais frequente?
Granizo exige condições muito específicas: ar frio em altitude e muita instabilidade. Quando ocorre, é localizado. Nem toda tempestade produz granizo, mesmo que seja forte.
A ressaca do mar — isso afeta apenas quem vive na costa?
Não só. Ressaca significa ondas maiores e mais agressivas. Pode danificar estruturas costeiras, aumentar erosão, e deixa o mar perigoso para navegação. É um efeito colateral importante do ciclone.
Como a Defesa Civil usa esses alertas?
Eles informam a população para que se prepare — prenda objetos soltos, evite áreas de risco, acompanhe as atualizações. É um aviso para que cada um tome suas precauções antes que o fenômeno chegue com força.
El Pulso
- Um ciclone extratropical e uma frente fria convergem sobre o RS, criando condições para temporais que ameaçam vidas, infraestrutura e a rotina de milhões de gaúchos.
- Rajadas de vento acima de 90 km/h e acumulados de até 120 mm em 24 horas elevam o risco de alagamentos, destelhamentos e deslizamentos em múltiplas regiões do Estado.
- As tempestades avançam em ondas — começando no Oeste na noite de segunda, espalhando-se pelo Centro e Missões na madrugada de terça, e atingindo Serra, Litoral Norte e Vales ao longo do dia.
- A Defesa Civil divulgou alertas nas redes sociais pedindo atenção redobrada da população, especialmente nas áreas de maior acumulado previsto.
- A partir de quarta-feira, o fenômeno começa a perder força, mas o mar agitado e rajadas de até 90 km/h no Litoral indicam que os efeitos ainda persistirão por mais tempo.
Uma vez mais, o Rio Grande do Sul se vê diante da força bruta da natureza: um ciclone extratropical avança sobre o território gaúcho entre os dias 6 e 7 de abril, carregando temporais, granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar 90 km/h. A Defesa Civil emite o alerta como gesto de precaução coletiva, lembrando que fenômenos climáticos extremos não escolhem regiões nem horários — apenas exigem que as comunidades estejam preparadas. O episódio se insere num padrão crescente de instabilidades severas que desafiam a resiliência de um estado ainda marcado por cicatrizes de eventos anteriores.
Um ciclone extratropical em formação e uma frente fria em avanço colocam o Rio Grande do Sul em estado de alerta entre os dias 6 e 7 de abril. A Defesa Civil do Estado publicou aviso nas redes sociais nesta segunda-feira, antecipando temporais severos, rajadas de vento superiores a 90 km/h, chuva intensa e possibilidade de granizo isolado em diversas regiões.
Na segunda-feira, o risco se concentra nas regiões Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Campanha, Sul, Vales, Serra, Centro e na Região Metropolitana de Porto Alegre. As condições se agravam a partir do período noturno, quando as tempestades avançam do Oeste em direção ao Centro. Os volumes de chuva variam entre 10 e 90 mm em 24 horas em algumas áreas, enquanto o mar fica agitado com ressaca.
Na terça-feira, a instabilidade se mantém intensa. As rajadas continuam podendo superar 90 km/h, acompanhadas de granizo, especialmente nas Missões, Região Metropolitana, Vales, Serra e Litoral Norte. Os acumulados chegam a ser ainda mais expressivos — até 120 mm em 24 horas no Oeste, Missões, Noroeste e Centro —, com as tempestades iniciando na madrugada e se propagando ao longo do dia.
A quarta-feira sinaliza o início do arrefecimento, mas sem trégua imediata. Chuva moderada a forte e raios atuam durante a madrugada no Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte. Ao longo do dia, predominam chuviscos e variação de nebulosidade. Na faixa Leste, rajadas entre 60 e 90 km/h e mar ainda agitado indicam que os efeitos do ciclone deixarão marcas nas condições oceânicas mesmo após o pico do fenômeno.
Um ciclone extratropical está se formando e uma frente fria avança sobre o Rio Grande do Sul, trazendo consigo temporais severos, rajadas de vento que podem ultrapassar 90 quilômetros por hora e chuva de intensidade pontual. A Defesa Civil do Estado divulgou o alerta nas redes sociais nesta segunda-feira, 5 de abril, avisando que o fenômeno afetará o território gaúcho entre os dias 6 e 7, com possibilidade de granizo isolado em algumas áreas.
Na segunda-feira, as condições para tempestades se concentram nas regiões Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Campanha, Sul, Vales, Serra e Centro, além da Região Metropolitana de Porto Alegre. O risco mais intenso de ventos fortes e chuva pesada aumenta a partir do período noturno, quando as tempestades avançam pela região Oeste em direção ao Centro do Estado. Os volumes de precipitação variam entre 10 e 50 milímetros por dia, embora algumas áreas do Oeste, Centro e Campanha possam registrar até 90 milímetros em 24 horas. Para dimensionar esse volume: 50 milímetros de chuva equivalem a 50 litros de água em cada metro quadrado de superfície. O mar, por sua vez, fica agitado com ressaca.
Na terça-feira, o padrão de instabilidade persiste em grande parte do Estado. As rajadas de vento continuam podendo superar os 90 quilômetros por hora, acompanhadas de chuva intensa e queda de granizo, particularmente nas Missões, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales, Centro, Noroeste, Norte, Serra e Litoral Norte. As tempestades começam na madrugada nas Missões e Centro, depois se propagam para as demais regiões ao longo do dia. Os acumulados podem ser ainda mais expressivos: entre 10 e 60 milímetros diários, com pontuais de até 120 milímetros no Oeste, Missões, Noroeste e Centro. O mar mantém-se agitado com ressaca.
A quarta-feira marca o início do arrefecimento do fenômeno. Instabilidades com chuva moderada a pontualmente forte e raios atuam durante a madrugada nas áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte. Ao longo do dia, a tendência é de chuviscos ou chuva fraca, com variação de nebulosidade sobre o Estado. Na faixa Leste, as rajadas de vento oscilam entre 60 e 80 quilômetros por hora, com pontuais de 90 quilômetros por hora no Litoral. O mar segue agitado e com ressaca, indicando que os efeitos do ciclone extratropical ainda deixarão marcas nas condições oceânicas.
Citas Notables
Defesa Civil do Rio Grande do Sul alertou para a formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma frente fria que favorecem temporais e podem causar rajadas de vento de mais de 90 km/h— Defesa Civil do Rio Grande do Sul