Ciclone extratropical e frente fria trazem risco de temporais e ventos acima de 80 km/h

Risco potencial de alagamentos, enxurradas, transbordamentos de rios e deslizamentos em áreas vulneráveis, especialmente no Paraná com acumulados superiores a 300 mm.
Chuva persistente pode saturar o solo e aumentar risco de alagamentos
O Paraná pode acumular mais de 300 mm de chuva até sexta-feira, distribuída em vários episódios.
Mark

Por que esse ciclone é diferente de uma tempestade comum?

Mimi

Um ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão muito mais organizado e duradouro. Ele pode afetar uma área muito maior e trazer múltiplos episódios de chuva ao longo de vários dias, não apenas uma tempestade isolada.

Luke

Mas a gente ainda não sabe exatamente onde ele vai se formar ou qual será a trajetória dele, certo?

Mimi

Exato. As projeções indicam que ele se organizará entre RS e SC na sexta, mas a posição exata e a distribuição da chuva podem mudar conforme novas observações entram nos modelos.

Mark

E o ar polar que vem depois — isso vai ser tão intenso quanto foi no feriado de 7 de setembro?

Mimi

Não. A configuração dos ventos na América do Sul deve impedir que ele alcance o Brasil com a mesma força, mas ainda assim haverá queda significativa de temperaturas no Sul e em partes de SP e MS.

Luke

Qual é o maior risco imediato para as pessoas?

Mimi

No Paraná especialmente, o risco de alagamentos e deslizamentos é alto porque a chuva pode ser persistente — acumulados acima de 300 mm em alguns pontos — e isso satura o solo.

Mark

Quando as pessoas devem começar a se preocupar?

Mimi

Já a partir de quarta-feira a baixa pressão começa a ganhar força, mas a sexta-feira é o período de maior atenção, quando o ciclone deve estar totalmente organizado.

Luke

E depois disso?

Mimi

Depois o ciclone avança para o oceano, mas a frente fria continua trazendo instabilidade pelo Sudeste até domingo.

  • Um ciclone extratropical em formação ameaça o Centro-Sul com temporais, granizo e rajadas superiores a 80 km/h entre quarta-feira e domingo.
  • O Paraná concentra o maior risco imediato, com acumulados de chuva que podem ultrapassar 300 mm até sexta-feira, elevando o perigo de alagamentos, enxurradas e deslizamentos.
  • Na sexta-feira, o sistema atinge seu ápice entre RS e SC, com pressão abaixo de 1.000 hPa — condição que intensifica ventos e desencadeia tempestades severas em escala regional.
  • A frente fria associada ao ciclone amplia a faixa de instabilidade para SP, MS e partes do Sudeste, enquanto um ar polar avança pelo Sul no fim de semana, derrubando temperaturas.
  • As previsões seguem sujeitas a ajustes, e autoridades recomendam monitoramento contínuo dos avisos meteorológicos e das Defesas Civis estaduais ao longo da semana.

Entre o Paraguai e o norte da Argentina, uma perturbação atmosférica ganha forma e caminha para se tornar um ciclone extratropical — fenômeno que, ao longo da história, lembra às sociedades humanas sua dependência fundamental das forças naturais. Entre quarta-feira e o fim de semana, o Centro-Sul do Brasil poderá enfrentar temporais severos, granizo e ventos acima de 80 km/h, com o pico de intensidade previsto para sexta-feira entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O evento convida à prudência coletiva: acompanhar as atualizações meteorológicas não é apenas precaução técnica, mas um gesto de cuidado com as comunidades mais vulneráveis.

Um sistema de baixa pressão em desenvolvimento entre o Paraguai e o norte da Argentina deve se transformar em um ciclone extratropical nos próximos dias, trazendo risco significativo de temporais para o Centro-Sul do Brasil. A Climatempo projeta chuva intensa, granizo, raios frequentes e rajadas acima de 80 km/h em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo entre quarta-feira e o fim de semana.

O momento mais crítico está previsto para sexta-feira, quando o ciclone se organizará entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina com pressão abaixo de 1.000 hectopascais — indicador de um sistema bastante intenso. Esse aprofundamento favorece ventos mais fortes e cria condições ideais para tempestades severas. Após atingir o pico, o ciclone deve avançar em direção ao oceano, enquanto a frente fria associada segue rumo ao Sudeste.

Já entre quarta e quinta-feira, antes mesmo da formação completa do ciclone, a área de baixa pressão deve provocar tempestades no Paraná, em Santa Catarina, no sul de Mato Grosso do Sul e no oeste paulista. O Paraná merece atenção especial: os acumulados podem superar 300 mm em pontos do oeste, sudoeste, sul e centro do estado, saturando o solo e elevando o risco de alagamentos, enxurradas, transbordamentos de rios e deslizamentos em áreas vulneráveis.

No sábado, enquanto o ciclone se afasta pelo oceano, a frente fria alcançará MS, SP e RJ, e um ar polar de origem patagônica começará a influenciar essas regiões. Embora a configuração dos ventos deva atenuar sua força em relação ao feriado de 7 de setembro, a queda de temperaturas será significativa em toda a Região Sul e em partes de SP e MS. As previsões ainda podem ser ajustadas, e a recomendação é acompanhar os avisos dos órgãos de meteorologia e das Defesas Civis estaduais ao longo da semana.

Um sistema de baixa pressão atmosférica está se formando entre o Paraguai e o norte da Argentina, e ao longo dos próximos dias ele se transformará em um ciclone extratropical que trará risco significativo de temporais para o Centro-Sul do Brasil. A Climatempo projeta que entre quarta-feira (9) e o fim de semana, a região enfrentará chuva intensa, granizo, raios frequentes e rajadas de vento que podem ultrapassar os 80 km/h em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O sistema ainda está em desenvolvimento, mas deve atingir sua máxima intensidade na sexta-feira (11), quando o ciclone extratropical se organizará entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nesse momento, as projeções indicam que a pressão no centro do sistema pode cair abaixo de 1.000 hectopascais — um sinal de uma área de baixa pressão bastante intensa. Esse aprofundamento favorece ventos mais fortes e aumenta a instabilidade atmosférica, criando as condições ideais para tempestades severas. Depois de se formar, o ciclone deve avançar em direção ao oceano, enquanto a frente fria associada a ele segue em direção ao Sudeste.

Antes mesmo da formação completa do ciclone, entre quarta e quinta-feira, a extensa área de baixa pressão já deve provocar tempestades. Quando a pressão diminui, o ar das regiões vizinhas converge para aquela área, e com umidade e diferenças de temperatura disponíveis na atmosfera, esse movimento favorece a formação de nuvens carregadas. Paraná e Santa Catarina exigem maior atenção nessa primeira etapa, assim como o sul de Mato Grosso do Sul e o oeste paulista.

O Paraná merece atenção especial pela possibilidade de chuva persistente. A Climatempo estima que os acumulados possam superar 300 milímetros em alguns pontos, especialmente no oeste, sudoeste, sul e centro do estado até sexta-feira. Volumes elevados distribuídos em sucessivos episódios de chuva podem saturar o solo e aumentar significativamente o risco de alagamentos, enxurradas, transbordamentos de rios e córregos, além de deslizamentos em áreas vulneráveis. Os impactos não devem ficar restritos à área próxima ao centro do ciclone — a frente fria amplia a faixa de instabilidade e pode levar temporais também a áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Ao mesmo tempo que o ciclone se forma, uma massa de ar frio de origem polar deve entrar no país atrás da frente fria. No sábado (12), enquanto o ciclone se desloca em direção ao oceano, a frente fria alcançará Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, e o ar polar começará a influenciar essas regiões. O ar frio previsto é intenso sobre a Patagônia argentina, mas a configuração dos ventos na América do Sul deve impedir, segundo as projeções atuais, que ele alcance o Brasil com a mesma força observada no feriado de 7 de setembro. Ainda assim, a previsão indica queda significativa das temperaturas em toda a Região Sul e em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Rio de Janeiro, Espírito Santo e o sul e leste de Minas Gerais também podem sentir um resfriamento posteriormente, mas de menor intensidade.

As previsões ainda podem sofrer ajustes nos próximos dias, especialmente em relação à posição exata do ciclone e às áreas que receberão os maiores volumes de chuva. A recomendação é acompanhar as atualizações da previsão e os avisos dos órgãos de meteorologia e das Defesas Civis estaduais ao longo da semana.

As previsões ainda podem sofrer ajustes nos próximos dias, especialmente em relação à posição exata do ciclone e às áreas que receberão os maiores volumes de chuva
— Climatempo
Quer a matéria completa? Leia o original em G1 ↗
Fale Conosco FAQ