Na véspera de uma decisão coletiva, três homens que disputam o direito de governar a Paraíba se encontraram pela última vez diante das câmeras para expor suas visões sobre o futuro do estado. O debate das TVs Cabo Branco e Paraíba, realizado na noite de 29 de setembro, foi mais do que um ritual eleitoral: foi o momento em que temas como a sobrevivência no semiárido, a geração de renda e a responsabilidade fiscal ganharam rosto e voz antes que os paraibanos fossem às urnas. Em democracias, esses encontros carregam o peso simbólico de um contrato entre candidatos e cidadãos — a promessa de que a
Cícero Lucena, Efraim Filho e Lucas Ribeiro participam de último debate antes do primeiro turno na Paraíba
última chance de avaliar as propostas antes das urnas
Por que esse debate em particular importa tanto? Não há outros espaços de campanha?
É o último antes da votação. Depois disso, os candidatos só têm campanha de rua e redes sociais. Um debate na TV, transmitido ao vivo, ainda alcança muita gente de uma vez.
Mas quantas pessoas realmente assistiram? Começou às 22h15, que é tarde. Não temos números de audiência aqui.
Verdade. Mas a transmissão pelo g1 Paraíba amplia o alcance além da TV aberta. E o timing é estratégico — próximo demais da eleição para mudar narrativas, mas perto o bastante para influenciar indecisos.
Os temas sorteados — concurso público, obras, semiárido — parecem escolhas deliberadas. Quem escolheu?
A equipe de jornalismo da Rede Paraíba de Comunicação. Não é aleatório, mesmo que tenha havido sorteio. Esses temas refletem preocupações reais do estado.
Mas não sabemos se os candidatos foram avisados com antecedência ou se foi surpresa. Isso muda como avaliar o desempenho deles.
E a mediadora? Graziela Azevedo é de São Paulo, não é local.
Isso pode ser visto como imparcialidade — alguém de fora, sem vínculos políticos locais. Mas também significa que ela pode não captar nuances da política paraibana.
Exatamente. Não temos informação sobre como ela conduziu o debate, se houve interrupções, se o tempo foi distribuído igualmente. A reportagem não entra nesses detalhes.
Então o que realmente sabemos sobre o que aconteceu?
Sabemos que os três candidatos principais estiveram lá, que houve quatro blocos de perguntas com temas específicos, e que cada um fez considerações finais.
Mas não sabemos o que disseram, como se saíram, quem ganhou ou perdeu. A reportagem é mais um registro de que o evento aconteceu do que uma análise do que significou.
O Pulso
- Com o primeiro turno se aproximando, Cícero Lucena, Efraim Filho e Lucas Ribeiro travaram seu último confronto direto, sabendo que cada resposta poderia definir votos decisivos.
- Temas como concurso público e obras inacabadas trouxeram à tona tensões sobre o que o estado entrega — e o que ainda deve — à sua população.
- O semiárido surgiu como o nó mais difícil da noite: uma região que exige políticas estruturais de longo prazo, não apenas promessas de campanha.
- Questões fiscais como controle de gastos e informalidade dominaram o bloco final, revelando o dilema entre prometer e ter condições reais de governar.
- Com as considerações finais, cada candidato tentou transformar horas de debate em uma última imagem capaz de persistir na memória do eleitor até o dia da votação.
Na véspera de uma decisão coletiva, três homens que disputam o direito de governar a Paraíba se encontraram pela última vez diante das câmeras para expor suas visões sobre o futuro do estado. O debate das TVs Cabo Branco e Paraíba, realizado na noite de 29 de setembro, foi mais do que um ritual eleitoral: foi o momento em que temas como a sobrevivência no semiárido, a geração de renda e a responsabilidade fiscal ganharam rosto e voz antes que os paraibanos fossem às urnas. Em democracias, esses encontros carregam o peso simbólico de um contrato entre candidatos e cidadãos — a promessa de que as palavras ditas sob os holofotes terão consequências reais.
Na noite de terça-feira, 29 de setembro, os estúdios das TVs Cabo Branco e Paraíba receberam Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL) e Lucas Ribeiro (PP) para o debate que encerraria a fase de confrontos diretos antes do primeiro turno. Transmitido ao vivo pelo g1 Paraíba e conduzido pela jornalista Graziela Azevedo, o encontro começou às 22h15 e ofereceu aos paraibanos uma última oportunidade de comparar propostas e postura lado a lado.
O debate foi estruturado em quatro blocos. Nos dois primeiros, os candidatos alternaram entre perguntas livres — onde cada um escolheu o terreno que julgava mais favorável — e temas sorteados pela equipe de jornalismo da Rede Paraíba: concurso público, obras e desenvolvimento do semiárido. Este último tema carrega um peso particular no estado, representando o desafio histórico de criar políticas duradouras para regiões marcadas pela seca e pela vulnerabilidade econômica.
Na segunda metade da noite, o formato se repetiu: mais um bloco livre e, em seguida, novos temas sorteados — controle de gastos públicos, informalidade, geração de renda, turismo e desenvolvimento regional. A sequência revelou o quanto a capacidade fiscal de um governo determina sua margem real para cumprir promessas. O debate encerrou com as considerações finais de cada candidato, último apelo direto ao eleitor antes das urnas.
Na noite de terça-feira, 29 de setembro, os três principais candidatos ao governo da Paraíba se encontraram nos estúdios das TVs Cabo Branco e Paraíba para o que seria seu último confronto direto antes dos eleitores irem às urnas. Cícero Lucena, do MDB, Efraim Filho, do PL, e Lucas Ribeiro, do PP, chegaram para um debate que começou às 22h15 e foi transmitido simultaneamente pelo g1 Paraíba, oferecendo aos paraibanos uma última chance de avaliar as propostas e o desempenho dos candidatos lado a lado.
A jornalista Graziela Azevedo, repórter da Globo baseada em São Paulo, conduziu o encontro com estrutura tradicional de debate eleitoral. O formato foi dividido em quatro blocos temáticos, cada um com dinâmica própria, seguidos de considerações finais dos candidatos. Essa organização permitiu que diferentes aspectos da administração pública e do desenvolvimento estadual fossem abordados de maneira sistemática ao longo da noite.
No primeiro bloco, os candidatos tiveram liberdade para formular perguntas uns aos outros sem restrição de tema, permitindo que cada um explorasse os pontos que considerava mais relevantes para o debate. Esse espaço inicial de tema livre costuma revelar as prioridades e estratégias de campanha de cada candidato, já que cada um escolhe o terreno onde acredita ter vantagem.
O segundo bloco trouxe temas específicos sorteados pela equipe de jornalismo da Rede Paraíba de Comunicação. Os assuntos escolhidos foram concurso público, obras públicas e desenvolvimento do semiárido — questões que tocam diretamente na realidade de grande parte do eleitorado paraibano. O semiárido, em particular, representa um desafio estrutural para qualquer governo estadual, exigindo políticas específicas de convivência com a seca e geração de renda em regiões historicamente vulneráveis.
O terceiro bloco retornou ao formato de tema livre, dando aos candidatos nova oportunidade de atacar ou defender posições conforme julgassem estratégico. No quarto e último bloco, novamente temas previamente definidos foram sorteados: controle de gastos públicos, informalidade e geração de renda, turismo e desenvolvimento regional. Essa sequência final tocava em questões econômicas e fiscais que afetam diretamente a capacidade de um governo de cumprir promessas e manter a máquina pública funcionando.
Após o encerramento das perguntas, cada candidato teve espaço para suas considerações finais, momento em que costumam sintetizar suas propostas e fazer apelos diretos ao eleitor. O debate representou a última oportunidade de campanha em formato de confronto direto antes do primeiro turno das eleições para governador da Paraíba em 2026, tornando-o um momento de peso político e simbólico para os três candidatos e para o estado.