Chuvas extremas e tsunami meteorológico causam destruição em Santa Catarina

Famílias desalojadas em Criciúma e comunidade do Pericó; creches e escolas evacuadas; população resgatada com botes pneumáticos.
A água foi tanta que arrastar um contêiner pelas ruas
Em Timbé do Sul, que registrou o maior acumulado de chuva do estado em doze horas.
Mark

Como é possível que chuva em apenas doze horas cause tanto dano? Parece desproporcional.

Mimi

Quando você tem 158 milímetros em doze horas, a terra não consegue absorver nada. Os rios transbordam em minutos, não em horas. Os sistemas de drenagem urbana não foram projetados para isso.

Luke

Mas vale notar que esses números são do INMET, certo? São medições oficiais. Não há discrepância entre fontes sobre quanto choveu?

Mimi

Não, os números parecem consistentes entre os relatórios. O que é menos claro é quantas pessoas foram realmente desalojadas no total.

Mark

E esse tsunami meteorológico no litoral — é realmente raro, ou está ficando mais comum?

Mimi

A Defesa Civil atribui as condições ao El Niño, mas não há informação sobre se isso é uma tendência crescente ou um evento isolado.

Luke

Exatamente. O artigo diz que El Niño favoreceu as condições, mas não explica se eventos assim estão aumentando em frequência.

Mark

Então o que sabemos com certeza é que choveu muito, as cidades alagaram, pessoas foram resgatadas, e estradas foram bloqueadas.

Mimi

Isso. E que pelo menos 14 municípios decretaram emergência. Aulas foram suspensas em sete cidades. Creches foram evacuadas.

Luke

Esses números são confirmados pela Defesa Civil estadual?

Mimi

A Defesa Civil estadual é citada como fonte para o número de 14 municípios afetados. Para o resto, são relatos dos próprios municípios.

Mark

E agora? O que vem depois?

Mimi

O alerta vermelho continua. As equipes de emergência ainda estão trabalhando. A Marinha mantém o aviso de ressaca para o litoral.

  • Com acumulados de até 158,4 mm em doze horas, municípios do Sul catarinense foram submersos antes que qualquer plano de contingência pudesse ser plenamente acionado.
  • Em Criciúma, famílias ficaram ilhadas em bairros residenciais e precisaram ser resgatadas de bote, enquanto um contêiner era arrastado pelas ruas em Timbé do Sul como prova da violência das águas.
  • Um tsunami meteorológico — fenômeno raro provocado por oscilações bruscas de pressão e vento, potencializado pelo El Niño — avançou sobre Laguna, Jaguaruna e Imbituba, atingindo ruas e edificações costeiras.
  • Sete municípios suspenderam aulas, creches e escolas foram evacuadas na Serra Catarinense, e rodovias estratégicas como a SC-110 ficaram completamente bloqueadas por barreiras e inundações.
  • O INMET mantém alerta vermelho ativo, a Marinha prevê ondas de até 3 metros entre o Rio Grande do Sul e o Paraná, e equipes de emergência seguem em campo enquanto a região tenta dimensionar os danos.

Na virada do inverno para a primavera, Santa Catarina foi surpreendida por uma convergência de forças atmosféricas que raramente se manifestam com tamanha simultaneidade: chuvas torrenciais, deslizamentos, bloqueios de estradas e um tsunami meteorológico no litoral. O que ocorreu no dia 21 de setembro não foi apenas um evento climático extremo, mas um lembrete de como a natureza pode reconfigurar, em poucas horas, a vida cotidiana de dezenas de comunidades. Ao menos 14 municípios decretaram emergência, e o estado inteiro foi convocado a enfrentar as consequências de um sistema que não distingue entre cidades grandes e pequenas.

Na segunda-feira, 21 de setembro, Santa Catarina acordou sob alerta vermelho do INMET e não teve tempo de se preparar para o que viria. Em poucas horas, tempestades severas transformaram cidades do Sul, da Serra e do litoral em zonas de crise simultânea — inundações, deslizamentos, bloqueios rodoviários e um fenômeno costeiro raro se sobrepondo uns aos outros.

Criciúma tornou-se o epicentro visível da tragédia. Choveu 130,2 mm em doze horas, o Rio Criciúma transbordou, quinze vias foram inundadas e famílias inteiras ficaram ilhadas no bairro Paraíso. O Corpo de Bombeiros usou botes pneumáticos para os resgates. Ainda assim, Criciúma não foi a mais castigada: Timbé do Sul registrou 158,4 mm no mesmo período — o maior acumulado do estado —, com força suficiente para arrastar um contêiner pelas ruas. Nova Veneza e Morro Grande também ultrapassaram 140 mm. Ao todo, 14 municípios relataram danos e sete suspenderam as aulas.

Na Serra Catarinense, a comunidade do Pericó, próxima a São Joaquim, viu o rio local invadir dezenas de casas. Creches e escolas foram evacuadas por equipes conjuntas de Bombeiros e Defesa Civil. A SC-110 foi bloqueada em dois pontos distintos — um por inundação, outro por queda de barreira próxima à Cascata do Avencal, em Urubici —, paralisando praticamente toda a infraestrutura viária da região.

No litoral, o fenômeno mais incomum: um tsunami meteorológico atingiu Laguna, Jaguaruna e Imbituba. Diferente dos tsunamis sísmicos, este foi gerado por oscilações rápidas na pressão atmosférica e rajadas de vento, condições amplificadas pelo El Niño. As águas avançaram sobre praias, ruas e edificações costeiras. A Marinha emitiu aviso de ressaca de Torres até Paranaguá, com ondas previstas de até 3 metros. Com o alerta vermelho ainda em vigor, equipes de emergência seguiam em campo, e Santa Catarina contabilizava os estragos de um dia que condensou meses de risco climático em poucas horas.

Na segunda-feira, 21 de setembro, Santa Catarina enfrentou uma sequência de tempestades que transformou cidades inteiras em zonas de desastre. O Instituto Nacional de Meteorologia colocou o estado sob alerta vermelho de grande perigo. O que se seguiu foi um quadro de inundações severas, deslizamentos de terra, bloqueios rodoviários e um fenômeno costeiro raro que os meteorologistas chamam de tsunami meteorológico — tudo isso em poucas horas.

No Sul catarinense, a cidade de Criciúma virou o epicentro da crise. Entre segunda e terça-feira, choveu 117,6 milímetros em apenas seis horas. Nas doze horas seguintes, o acumulado chegou a 130,2 milímetros, superando amplamente a média diária que o INMET estabelece para a região. O Rio Criciúma transbordou. Quinze vias públicas foram inundadas. Uma instituição de ensino foi atingida. A prefeitura decretou situação de emergência. Famílias inteiras ficaram ilhadas em suas casas no bairro Paraíso, e o Corpo de Bombeiros Militar precisou usar botes pneumáticos para retirá-las da água. Mas Criciúma não foi a pior atingida. Timbé do Sul, a 30 quilômetros de distância, registrou 158,4 milímetros de chuva em apenas doze horas — o maior acumulado do estado naquele período. A força da água foi tanta que arrastar um contêiner pelas ruas como se fosse um brinquedo. Nova Veneza acumulou 148,8 milímetros e Morro Grande, 143,4 milímetros. Ao menos 14 municípios relataram danos provocados pelos temporais.

As consequências se espalharam pela região. Sete cidades — Içara, Morro Grande, Meleiro, Timbé do Sul, Santa Rosa do Sul, Araranguá e Passo de Torres — suspenderam as aulas nas redes municipais de ensino. Urussanga e Nova Veneza enfrentaram granizo. Sombrio e Santa Rosa do Sul tiveram quedas de árvores e ficaram sem energia elétrica.

Na Serra Catarinense, a situação foi igualmente dramática. A comunidade do Pericó, situada a 30 quilômetros do centro de São Joaquim, viu o rio local transbordar e invadir dezenas de residências. Creches e escolas foram evacuadas às pressas por equipes conjuntas dos Bombeiros, da Defesa Civil e das administrações municipais de São Joaquim e Urubici. A rodovia SC-110, que passa pelo Pericó, ficou completamente bloqueada quando a água cobriu a pista. Em Urubici, a mesma rodovia estadual foi interditada em outro ponto após uma queda de barreira na altura da Cascata do Avencal. A infraestrutura rodoviária da região foi praticamente paralisada.

Mas o fenômeno mais inusitado ocorreu no litoral. Laguna, Jaguaruna e Imbituba sofreram alagamentos provocados por um tsunami meteorológico — um evento raro, diferente dos tsunamis convencionais gerados por terremotos. Este foi impulsionado por rápidas oscilações na pressão atmosférica e rajadas de vento, condições favorecidas pelo El Niño. As águas avançaram sobre a faixa de areia e atingiram ruas e edificações costeiras. A Marinha do Brasil publicou um aviso de ressaca que se estende de Torres, no Rio Grande do Sul, até Paranaguá, no Paraná, com previsão de ondas de até 3,0 metros. O alerta vermelho do INMET permanecia em vigor, e a região continuava sob vigilância constante enquanto as equipes de emergência trabalhavam para conter os danos e resgatar os desalojados.

O Instituto Nacional de Meteorologia colocou o estado sob alerta vermelho de grande perigo
— INMET
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