No interior de São Paulo, na madrugada de 31 de julho, o céu se tornou palco de um fenômeno que a humanidade contempla desde os primórdios: fragmentos de cometas, menores que um grão de areia, incendiando-se ao tocar nossa atmosfera em velocidades inimagináveis. Renato Poltronieri, astrônomo amador de Nhandeara, documentou o pico da chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul — 25 registros por hora —, lembrando-nos de que o cosmos não exige convite para se revelar a quem olha para cima.