No último segundo de um domingo histórico, o Maracanã testemunhou o que os grandes estádios foram feitos para guardar: um momento em que o tempo, literalmente, quase acabou. Tyler Loop, kicker do Baltimore Ravens, converteu um field goal de 56 jardas para vencer o Dallas Cowboys por 34 a 31 no primeiro jogo da NFL já realizado no Rio de Janeiro. O gesto de Lamar Jackson — um timeout pedido antes do fim — abriu a fresta por onde a vitória entrou. A NFL, por sua vez, segue tecendo sua presença pelo mundo, e o Rio agora faz parte desse mapa.
Chute de 56 jardas de Tyler Loop garante vitória dos Ravens no último segundo no Maracanã
Ninguém ficou em pânico. Todos estavam preparados.
Como um chute de 56 jardas, em um estádio que nunca tinha visto NFL, se torna um momento tão definitivo?
Porque tudo converge naquele segundo. Jackson pede timeout, a bola chega para Flowers, e de repente o jogo inteiro depende de um homem e uma bola voando 56 jardas. No Maracanã, não menos.
Mas espera — o cronômetro chegou a zero antes do timeout? Quer dizer que tecnicamente o jogo já tinha terminado?
Não, porque Jackson pediu o timeout com um segundo restante. Isso parou o relógio e deu a Loop a chance.
E Loop, que jogava futebol antes, marca em um estádio de futebol. Há algo de poético nisso?
Há. Ele mesmo disse que o futebol foi seu primeiro esporte. Marcar no Maracanã tem um peso que talvez não tivesse em outro lugar.
Mas a questão real é: por que isso importa para além do drama do jogo? É porque é o primeiro jogo da NFL no Rio?
Exatamente. A NFL assinou contrato de cinco anos para trazer pelo menos três partidas. Isso não é um evento isolado — é o começo de algo.
Então o chute de Loop não é só sobre Ravens e Cowboys. É sobre a NFL plantando raízes no Brasil.
Precisamente. E fazendo isso de forma memorável — um chute nos últimos segundos, em um estádio que é praticamente um templo do futebol.
A transmissão mostrou o cronômetro zerado. Isso foi um erro técnico ou o timeout realmente salvou o jogo?
O timeout salvou. Jackson pediu antes do fim, com um segundo. Sem isso, seria prorrogação.
Loop disse que ninguém entrou em pânico. Como um time mantém a calma quando tudo está em jogo?
Preparação. Ele disse que o time estava preparado, que respondeu à adversidade do jeito que devia. Não é sorte — é profissionalismo sob pressão.
El Pulso
- Com sete segundos no relógio, os Cowboys empataram em 31 a 31 e pareciam ter roubado o jogo dos Ravens no Maracanã.
- Lamar Jackson havia pedido timeout antes do fim, preservando um único segundo — tempo suficiente para mudar tudo.
- Um passe de mais de 20 jardas para Zay Flowers manteve os Ravens vivos e posicionou Loop para o chute decisivo.
- Tyler Loop acertou de 56 jardas, o Maracanã explodiu e os Ravens venceram por 34 a 31 em um desfecho que ninguém esquecerá.
- A NFL firmou contrato de cinco anos com o Rio, garantindo ao menos três partidas na cidade e consolidando o Brasil como território permanente da liga.
No último segundo de um domingo histórico, o Maracanã testemunhou o que os grandes estádios foram feitos para guardar: um momento em que o tempo, literalmente, quase acabou. Tyler Loop, kicker do Baltimore Ravens, converteu um field goal de 56 jardas para vencer o Dallas Cowboys por 34 a 31 no primeiro jogo da NFL já realizado no Rio de Janeiro. O gesto de Lamar Jackson — um timeout pedido antes do fim — abriu a fresta por onde a vitória entrou. A NFL, por sua vez, segue tecendo sua presença pelo mundo, e o Rio agora faz parte desse mapa.
Era domingo, 26 de setembro, e o Maracanã vivia seu primeiro jogo de NFL na história. Com apenas sete segundos restantes, os Dallas Cowboys empataram em 31 a 31 com um field goal, e a prorrogação parecia inevitável. Mas Lamar Jackson, quarterback do Baltimore Ravens, havia pedido timeout momentos antes — e aquele gesto guardava um segundo que valeria uma vitória.
O lance decisivo começou com um passe de Jackson cobrindo mais de 20 jardas para Zay Flowers, que avançou e manteve os Ravens em campo. Com um segundo no relógio, Tyler Loop se posicionou a 56 jardas dos postes. Ele chutou. A bola passou. O placar fechou em 34 a 31 para os Ravens, e o estádio mais icônico do futebol brasileiro entrou em erupção.
Ao falar para a Sportv após o jogo, Loop refletiu sobre a pressão e o caráter do grupo. 'Mesmo vendo que o jogo estava tenso, ninguém ficou em pânico', disse o kicker, que revelou ter jogado futebol antes de se dedicar ao futebol americano. Marcar no Maracanã, para ele, tinha um peso que ia além do esporte.
A partida faz parte de uma estratégia deliberada da NFL: a liga assinou contrato de cinco anos com o Rio de Janeiro para realizar ao menos três jogos na cidade. Depois de duas edições em São Paulo, em 2024 e 2025, a capital fluminense entrou no mapa de uma liga que já expandiu sua temporada para Austrália, Inglaterra, França, Espanha, Alemanha e México. O futebol americano, antes quase invisível no Brasil, agora habita estádios históricos — e cria memórias à altura deles.
O cronômetro do Maracanã marcava um segundo quando Tyler Loop, kicker do Baltimore Ravens, se posicionou para um chute de 56 jardas. Era domingo, 26 de setembro, e o estádio carioca vivia seu primeiro jogo de NFL na história. O placar estava empatado em 31 a 31 — os Cowboys tinham acabado de igualar a partida com um field goal quando restavam apenas sete segundos. Mas Lamar Jackson, quarterback dos Ravens, havia pedido timeout antes do fim. Aquele segundo extra seria tudo o que sua equipe precisava.
O lance que levou ao desfecho começou com um passe de Jackson cobrindo mais de 20 jardas. Seu recebedor Zay Flowers pegou a bola e avançou, mantendo os Ravens vivos. Na transmissão, o cronômetro chegou a chegar a zero — o que teria levado o jogo para a prorrogação — mas aquele timeout solicitado por Jackson garantiu que houvesse tempo para o chute decisivo. Loop, então, enfrentou a pressão de 56 jardas de distância, com o jogo nas mãos.
Ele acertou. O field goal passou pelo poste em Y e os Ravens venceram por 34 a 31 em um desfecho que deixou o Maracanã em erupção. Foi a primeira partida de NFL jamais realizada no Rio de Janeiro, um marco para a liga americana que vinha expandindo sua presença internacional. As duas edições anteriores, em 2024 e 2025, haviam acontecido em São Paulo, na Neo Química Arena. Agora a capital fluminense entrava no mapa da NFL.
Loop, ao falar para a Sportv após o jogo, refletiu sobre a pressão e a resposta do time. "Estou muito orgulhoso do grupo", disse o kicker. "Mesmo vendo que o jogo estava tenso, ninguém ficou em pânico. Todos estavam preparados. A adversidade apareceu, e nosso time respondeu do jeito que devia." Ele também tocou em algo pessoal: havia jogado futebol antes de se dedicar ao futebol americano. Marcar um chute decisivo no Maracanã, o estádio mais icônico do futebol brasileiro, tinha um peso especial. "Eu costumava jogar futebol, mas foi meu primeiro esporte. Agora, este é o meu esporte", refletiu.
A vitória dos Ravens em solo carioca faz parte de uma estratégia maior da NFL. A liga assinou um contrato de cinco anos com o Rio de Janeiro, comprometendo-se a realizar ao menos três partidas durante esse período. Nesta temporada, a expansão internacional já incluiu um jogo na Austrália, e há partidas programadas para Inglaterra, França, Espanha, Alemanha e México ao longo da temporada regular. O futebol americano, que por décadas foi praticamente invisível no Brasil, agora ocupa estádios históricos e cria momentos que ficarão na memória dos torcedores cariocas.
Citas Notables
Mesmo vendo que o jogo estava tenso, ninguém ficou em pânico. Todos estavam preparados. A adversidade apareceu, e nosso time respondeu do jeito que devia.— Tyler Loop, kicker do Baltimore Ravens
Eu costumava jogar futebol, mas foi meu primeiro esporte. Agora, este é o meu esporte.— Tyler Loop, sobre marcar no Maracanã