Após 43 anos a percorrer os palcos mais turbulentos da história contemporânea — das guerras do Golfo e da Bósnia às crises do Irão e da Ucrânia —, Christiane Amanpour anuncia a sua saída da CNN em junho de 2027, aos 68 anos. A decisão, amadurecida em meses de reflexão e noites insones, marca o fim de uma era no jornalismo internacional televisivo. O que fica não é apenas uma carreira, mas um legado de presença nos momentos em que o mundo mais precisou de testemunhas honestas.
Christiane Amanpour deixa CNN após 43 anos em junho de 2027
Sejam sempre verdadeiros, nunca neutros
Porque é que uma jornalista com esta carreira decide sair agora, aos 68 anos, depois de quatro décadas?
Amanpour diz que foi uma decisão pessoal e profissional, tomada após muita reflexão. Não é uma saída abrupta — o seu programa já está a ser reduzido desde janeiro passado.
Mas o comunicado não explica realmente porquê. Sabemos que ela quer fazer "novos projetos interessantes", mas não sabemos quais são. É uma decisão dela ou há pressão da CNN?
Thompson diz que conversaram sobre isto há alguns meses e que chegaram a acordo sobre o timing. Parece consensual.
E o que acontece ao programa de entrevistas dela?
Termina em maio de 2027. Mas ela continua a fazer reportagens até junho, portanto não é um corte limpo.
Isso é importante — ela não está a desaparecer. Está a transitar. O programa de entrevistas noturno acaba, mas a jornalista continua a trabalhar para a CNN durante mais alguns meses.
Qual é o legado que ela deixa?
Thompson chamou-lhe "uma das jornalistas mais confiáveis e queridas do mundo". Cobriu guerras, conflitos, crises durante décadas. A sua última mensagem foi sobre verdade e independência.
Mas isso é tudo o que sabemos — o que ela fez, não o que ela vai fazer. A história real é o que vem a seguir, e ainda não sabemos.
Le Pouls
- Após quatro décadas a ser o rosto da CNN nos conflitos mais devastadores do mundo, Amanpour anuncia que chegou a hora de partir — uma decisão que surpreende pela escala do vazio que deixa.
- A redução progressiva do seu programa de entrevistas, já iniciada no ano passado, revela que a transição foi pensada com cuidado, evitando uma rutura abrupta com o canal e com o público.
- O presidente da CNN, Mark Thompson, reagiu com um memorando que mistura elogio e lamento, prometendo homenagens formais antes da saída definitiva em junho de 2027.
- Amanpour deixa uma divisa final aos colegas — 'sejam sempre verdadeiros, nunca neutros' — que soa menos a despedida e mais a manifesto sobre o que o jornalismo deve ser.
Após 43 anos a percorrer os palcos mais turbulentos da história contemporânea — das guerras do Golfo e da Bósnia às crises do Irão e da Ucrânia —, Christiane Amanpour anuncia a sua saída da CNN em junho de 2027, aos 68 anos. A decisão, amadurecida em meses de reflexão e noites insones, marca o fim de uma era no jornalismo internacional televisivo. O que fica não é apenas uma carreira, mas um legado de presença nos momentos em que o mundo mais precisou de testemunhas honestas.
Christiane Amanpour anunciou na segunda-feira que deixará a CNN em junho de 2027, depois de 43 anos no canal. Aos 68 anos, a jornalista descreveu a decisão como fruto de meses de reflexão e de algumas noites sem dormir, garantindo que aguarda com expectativa novos projetos no futuro.
Figura incontornável do jornalismo internacional, Amanpour cobriu os conflitos mais marcantes das últimas décadas — da Primeira Guerra do Golfo à Bósnia, de Ruanda ao Afeganistão, da Ucrânia ao Irão. Desde 2009 apresentava um programa noturno com o seu nome. A partir de janeiro de 2027, esse programa passará a ser semanal, terminando em maio, enquanto ela continuará a fazer reportagens até à saída definitiva em junho.
Mark Thompson, presidente da CNN, confirmou a notícia num memorando à equipa, descrevendo Amanpour como 'uma das jornalistas mais confiáveis e queridas do mundo' e anunciando que o canal prestará homenagem à jornalista antes da sua partida.
No seu comunicado, Amanpour agradeceu aos colegas e às equipas que a acompanharam ao longo dos anos, sublinhando que foi o companheirismo que 'fez toda a diferença' na busca pelos factos e pela humanidade. A mensagem final que deixou ao jornalismo resume uma vida inteira de ofício: 'Sejam sempre verdadeiros, nunca neutros.'
Christiane Amanpour anunciou segunda-feira que deixará a CNN em junho de 2027, encerrando uma carreira de 43 anos no canal de televisão. A decisão, segundo a própria jornalista, veio após "muitos meses de reflexão e de algumas noites em claro". Aos 68 anos, Amanpour descreveu seu tempo na emissora como "43 anos fantásticos" e afirmou que aguarda "com expectativa novos projetos interessantes" no futuro.
A jornalista é figura de destaque no jornalismo internacional, tendo coberto conflitos e crises em várias partes do mundo. Desde 2009, apresenta um programa de entrevistas noturno com seu próprio nome. Já em janeiro do ano passado havia reduzido sua participação no programa para alguns dias por semana. A partir de janeiro de 2027, o programa será exibido apenas uma vez por semana, terminando em maio. Mesmo com essa redução, Amanpour continuará fazendo reportagens e viajando pelo mundo para a CNN até sua saída final em junho.
Mark Thompson, presidente da CNN, confirmou a notícia através de um memorando enviado à equipa na manhã de segunda-feira. Thompson descreveu Amanpour como "uma das jornalistas mais confiáveis e queridas do mundo" e reconheceu que, embora lamente sua partida, chegou à conclusão de que "este é o momento certo para ela, tanto pessoal quanto profissionalmente". O presidente anunciou que o canal dedicará tempo para homenagear a jornalista antes de sua saída no próximo ano.
Em seu comunicado, Amanpour agradeceu aos colegas com quem trabalhou ao longo de sua carreira. Referiu-se especificamente às suas coberturas de grandes acontecimentos: a Primeira Guerra do Golfo, a Guerra da Bósnia, Ruanda, Afeganistão, Ucrânia e Irão. Segundo ela, foram "as equipas e o companheirismo que fizeram toda a diferença" enquanto trabalhavam juntos para "procurar os factos, as evidências e a humanidade".
A jornalista deixou uma mensagem final aos seus colegas: "Torço sempre pela CNN e pela sua história de jornalismo independente. Lembrem-se: sejam sempre verdadeiros, nunca neutros." Thompson, por sua vez, expressou gratidão pelos "43 anos extraordinários de jornalismo notável, lealdade e amizade" que Amanpour dedicou ao canal.
Citations marquantes
Aguarda com expectativa novos projetos interessantes e torce sempre pela CNN e pela sua história de jornalismo independente— Christiane Amanpour
Este é o momento certo para ela, tanto pessoal quanto profissionalmente— Mark Thompson, presidente da CNN