Em meio à correria da vida adulta, uma mulher perde uma ex-colega para o suicídio e se vê diante de uma verdade incômoda: a solidão mais perigosa não é aquela que se vê, mas a que se esconde atrás de agendas cheias e sorrisos automáticos. A depressão, doença que sequestra a perspectiva de futuro, não escolhe apenas os que parecem frágeis — ela habita também quem parece animado, produtivo e cheio de planos. Neste tempo em que todos parecem ocupados demais para ser peso uns para os outros, a autora nos lembra que deixar uma porta aberta pode ser o gesto mais humano e urgente que existe.
Chorem, gritem, peçam ajuda: o silêncio que mata
Morte por suicídio de colega de trabalho da autora, refletindo a dimensão da dor emocional e desespero que leva ao desfecho fatal.