Por décadas, a holandesa ASML deteve um monopólio quase absoluto sobre as máquinas que tornam possível a fabricação dos chips mais avançados do mundo. Agora, uma startup chinesa sediada em Xangai começa a entregar seus primeiros equipamentos de litografia ultravioleta, e o mercado respondeu com uma queda de 8% nas ações da empresa europeia. O que está em jogo não é apenas a fortuna de uma companhia, mas a arquitetura de poder que sustenta a corrida tecnológica global — e a pergunta de se décadas de vantagem acumulada podem ser comprimidas em poucos anos de determinação geopolítica.