Quando as águas destruíram pela segunda vez em catorze meses o Porto de Gyirong, na fronteira sino-nepalesa, o poder não correu apenas pelos rios transbordados — correu também pelos algoritmos. A China, diante de uma catástrofe que expõe falhas repetidas de infraestrutura e ausência de alertas precoces, respondeu não com silêncio bruto, mas com uma arquitetura sofisticada de controle narrativo: apagando imagens por reconhecimento automático e afogando as redes em histórias de resgate bem-sucedido. É um momento que interroga, uma vez mais, a relação entre sofrimento humano, responsabilidade gov
China usa reconhecimento de imagem e saturação de informações para censurar catástrofe no Tibete
Centenas de mortos e mais de 3 mil desaparecidos ao longo da fronteira China-Nepal, com impacto mais severo no lado nepalês da catástrofe.