Na fronteira entre a conveniência corporativa e a confiança do consumidor, a China deu um passo raro: reconheceu que uma promessa feita por uma máquina pode ser tão vinculante quanto a de um ser humano. A partir de setembro de 2026, empresas chinesas não podem mais usar a natureza algorítmica de seus sistemas para escapar de compromissos assumidos por bots — uma resposta regulatória a quase um milhão de queixas acumuladas em apenas seis meses. O gesto revela algo mais amplo: quando a automação escala mais rápido do que a responsabilidade, são os mais vulneráveis que pagam o preço.
China regulamenta atendimento ao consumidor feito por IA com primeira norma nacional
Consumidores foram prejudicados por promessas feitas por IA que foram negadas posteriormente pelas empresas, além de dificuldades em acessar atendentes humanos e erros factuais em serviços como remarcação de passagens.