China rejeita ameaça de tarifa de 100% de Trump e promete retaliação

Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma
A resposta da China à ameaça de Trump, sinalizando disposição para negociar mas também para retaliar se necessário.

No coração de outubro de 2025, as duas maiores economias do mundo voltaram a se encarar sobre o tabuleiro das tarifas e dos recursos estratégicos. A China, recusando-se a recuar diante da ameaça americana de taxas de 100% sobre suas importações, invocou uma posição que mistura firmeza e abertura ao diálogo — um equilíbrio delicado que reflete não apenas interesses comerciais, mas a disputa mais profunda pelo ordenamento do poder global. O que está em jogo não são apenas números alfandegários, mas o controle sobre os minerais que movem o século XXI e a capacidade de cada nação de ditar os termos de sua própria soberania econômica.

  • Trump ameaçou impor tarifas de 100% sobre produtos chineses até 1º de novembro, escalando uma tensão que já havia levado ambos os lados a taxas acima de 100% em abril.
  • A China respondeu com firmeza incomum: não recuará, mas tampouco fecha a porta — 'não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma', declarou o Ministério do Comércio.
  • No centro do conflito estão as terras raras, minerais essenciais para tecnologia militar e civil, dos quais a China controla 90% do processamento global e usa como alavanca estratégica.
  • A disputa se alastrou para o comércio marítimo, com ambos os países anunciando taxas portuárias recíprocas, consolidando um padrão de retaliação simétrica que ameaça se tornar automático.
  • A escalada coloca em risco um possível encontro entre Trump e Xi Jinping e pode sepultar a frágil trégua comercial que havia sido costurada com dificuldade nos meses anteriores.

No domingo, 12 de outubro, o Ministério do Comércio da China emitiu uma resposta pública à ameaça de Donald Trump de impor tarifas de 100% sobre importações chinesas. A mensagem foi direta: Pequim não recuará, mas prefere negociações a confronto. "A posição da China é consistente. Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma", afirmou o ministério em comunicado.

A ameaça americana surgiu como reação às novas restrições chinesas à exportação de terras raras — minerais indispensáveis para motores a jato, radares, veículos elétricos e smartphones. A China controla cerca de 70% da mineração mundial desses materiais e aproximadamente 90% de seu processamento global. As novas regras exigem aprovação governamental para exportar qualquer item contendo terras raras de origem chinesa, independentemente do país de fabricação, afetando produtores europeus, americanos e de outras regiões.

Além das tarifas, Trump ameaçou impor controles sobre "software crítico", sem detalhar o escopo da medida. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua comercial que havia sido firmada após um período em que as tarifas de cada lado ultrapassaram 100%. O ministério foi enfático: "Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China."

A disputa se estendeu também ao comércio marítimo. Após os EUA anunciarem novas taxas portuárias para navios chineses, Pequim respondeu na sexta-feira com medidas equivalentes para embarcações americanas — consolidando um padrão de retaliação simétrica que parece cada vez mais automático.

O que está em jogo vai além de números alfandegários: é o controle sobre recursos estratégicos e a dinâmica de poder entre as duas maiores economias do mundo. A China mantém aberta a porta do diálogo, mas deixa claro que responderá a cada pressão com medidas próprias. A questão que paira sobre os mercados e as chancelarias é se ainda há espaço para recuo antes que a escalada se torne irreversível — e se o possível encontro entre Trump e Xi Jinping sobreviverá à temperatura atual do conflito.

No domingo, 12 de outubro, a China respondeu publicamente à ameaça de Donald Trump de impor uma tarifa de 100% sobre suas importações. O Ministério do Comércio chinês rejeitou qualquer recuo e pediu aos Estados Unidos que resolvessem as diferenças através de negociações, não de intimidação. "A posição da China é consistente", afirmou o ministério em comunicado oficial. "Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma."

Era o primeiro pronunciamento oficial de Pequim sobre a ameaça de Trump de elevar os impostos sobre produtos chineses até 1º de novembro. A medida seria uma resposta às novas restrições que a China havia imposto à exportação de terras raras — minerais essenciais para tudo, desde motores a jato e sistemas de radar até veículos elétricos e telefones. O Ministério do Comércio deixou claro que não aceitaria ser pressionado dessa forma. "Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China", disse em sua declaração, que foi apresentada como respostas de um porta-voz não identificado a perguntas de jornalistas.

A escalada ameaça prejudicar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e pode enterrar a trégua de uma guerra comercial que, em abril, havia atingido tarifas acima de 100% dos dois lados. Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou impostos sobre importações de muitos parceiros comerciais americanos, buscando extrair concessões. A China, porém, tem se recusado a ceder, confiando em seu peso econômico. O ministério foi direto: "Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos".

Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles sobre o que chamou de "software crítico", sem especificar exatamente o que isso significaria. Ambos os lados acusam um ao outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições. Trump postou nas redes sociais que a China estava "se tornando muito hostil" e mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras. O Ministério do Comércio respondeu que os EUA haviam introduzido várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação americanos.

O controle chinês sobre terras raras é praticamente absoluto. O país responde por cerca de 70% da mineração mundial desses minerais e controla aproximadamente 90% de seu processamento global. As novas regras chinesas exigem que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo para exportar itens contendo terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados. Essas restrições têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões que dependem desses materiais críticos.

A disputa se estende também ao comércio marítimo. O Ministério do Comércio afirmou que os EUA estavam ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entrariam em vigor na terça-feira seguinte. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que imporia taxas portuárias aos navios americanos. O padrão era claro: cada movimento americano geraria uma retaliação chinesa correspondente.

O que estava em jogo era mais do que tarifas. Era o controle sobre recursos estratégicos, o acesso a tecnologia crítica e a dinâmica de poder entre as duas maiores economias do mundo. A China sinalizava que não seria intimidada por ameaças, mas também deixava aberta a porta para negociações. O Ministério do Comércio pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo. Mas enquanto Trump continuasse ameaçando, Pequim continuaria respondendo com medidas próprias. A questão agora era se havia ainda espaço para recuo antes que a situação se tornasse irreversível.

Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China
— Ministério do Comércio da China
Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos
— Ministério do Comércio da China
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a China escolheu responder publicamente neste momento específico, em vez de apenas retaliar em silêncio?

Model

Porque a ameaça de Trump era pública e inequívoca. A China precisava deixar claro para seu próprio mercado, para seus aliados e para o resto do mundo que não seria intimidada. Uma resposta silenciosa teria parecido fraqueza.

Inventor

As terras raras parecem ser o verdadeiro ponto de pressão aqui. Por que elas importam tanto?

Model

Porque são insubstituíveis. Estão em praticamente tudo que funciona com tecnologia moderna — desde um telefone até um míssil. Quem controla as terras raras controla a cadeia de suprimentos global. A China sabe disso e está usando esse poder.

Inventor

Trump diz que a China está sendo hostil. A China diz que os EUA estão sendo ameaçadores. Quem começou?

Model

Depende de onde você marca o início. Trump aumentou tarifas desde janeiro. A China respondeu com restrições a terras raras. Mas antes disso havia controles americanos sobre empresas chinesas. Não há um ponto claro de origem — é uma espiral.

Inventor

Existe alguma chance real de negociação, ou estamos vendo o começo de algo muito maior?

Model

Ambas as partes deixaram portas abertas. A China pediu diálogo. Mas cada lado está testando os limites do outro. Se ninguém recuar nos próximos dias, a trégua de abril pode desaparecer completamente.

Inventor

Quem sofre mais com isso — os consumidores americanos, os fabricantes chineses, ou ambos?

Model

Todos. Os consumidores americanos pagam mais por produtos. Os fabricantes chineses perdem mercado. Os europeus e outros países ficam presos no meio, sem acesso a materiais críticos. É um jogo onde não há vencedores, apenas graus diferentes de derrota.

Contact Us FAQ