No palco multilateral do comércio global, a China pediu nesta segunda-feira para se juntar às consultas que o Brasil abriu na OMC contra as tarifas americanas, invocando o princípio de que as mesmas medidas que ferem Brasília também alcançam Pequim. O gesto não inaugura uma batalha própria, mas revela que as decisões tarifárias de Washington raramente atingem um único alvo — e que o sistema multilateral de solução de controvérsias continua sendo o espaço onde países buscam registrar, coletivamente, sua resistência às pressões unilaterais.