Em um deslocamento silencioso mas profundo da geografia da inovação, a China passou a dominar o coração da inteligência artificial global: sete dos dez modelos de IA mais utilizados no mundo são de origem chinesa. Esse feito não nasceu do acaso, mas de uma convergência deliberada entre vontade política, escala de mercado e um ecossistema tecnológico cultivado ao longo de anos. O que antes era território quase exclusivo do Vale do Silício tornou-se agora um campo de disputa onde Pequim ocupa a dianteira — e as consequências para a soberania tecnológica e o equilíbrio geopolítico do século XXI a