Chevrolet Spark Activ e BYD Yuan Plus lideram ranking de SUVs elétricos

Eficiência contra desempenho: duas estratégias para o mesmo segmento
Enquanto o Spark Activ EUV lidera em economia de energia, o BYD Yuan Plus domina a aceleração entre os SUVs elétricos testados.
Mark

Como é que um carro consegue consumir tão pouco? Doze vírgula três quilowatts-hora por 100 quilômetros parece impressionante, mas o que isso realmente significa?

Mimi

Significa que o Spark Activ EUV foi otimizado para eficiência — motor elétrico bem calibrado, peso controlado, aerodinâmica pensada. Com uma carga completa, ele roda 341 quilômetros na cidade. Para a maioria das pessoas que usam carro para ir e voltar do trabalho, isso é mais que suficiente.

Luke

Mas espera — esses números são do ciclo urbano, certo? A gente não sabe como ele se comporta em rodovia. O teste de rodovia a 90 quilômetros por hora é separado. Pode ser que o consumo suba bastante em velocidade de estrada.

Mark

E o BYD Yuan Plus? Quatro vírgula dois segundos de zero a 100 é realmente competitivo?

Mimi

Muito. Ele iguala o Audi SQ6, que custa quase o dobro. É um desempenho de carro esportivo em um utilitário que sai por 270 mil reais.

Luke

Mas aí está o detalhe — o Audi está em outra categoria, a de SUVs Premium. Não dá para dizer que o BYD é melhor que o Audi só porque tem o mesmo tempo de aceleração. São segmentos diferentes, públicos diferentes.

Mark

O Nissan Ariya que aparece no teste — por que ele está lá se não é vendido no Brasil?

Mimi

Porque a Nissan cedeu o carro para avaliação. É um modelo que executivos da marca usam, então faz sentido testá-lo. Ficou em segundo lugar na retomada de velocidade.

Luke

Mas isso é um dado um pouco solto, não é? Se o carro não é comercializado aqui, qual é a relevância prática para o leitor brasileiro que está pensando em comprar um SUV elétrico?

Mark

Entendo. Então na prática, para quem quer eficiência, é o Spark. Para quem quer desempenho, é o BYD.

Mimi

Exatamente. São duas abordagens diferentes do mesmo segmento.

Luke

E vale lembrar que esses testes foram feitos ao longo de um ano inteiro, com 81 carros. Não é uma avaliação rápida — tem metodologia séria por trás.

  • O mercado de SUVs elétricos no Brasil ganha um termômetro preciso: 81 veículos testados em condições padronizadas pelo IMT entre julho de 2025 e julho de 2026.
  • O Spark Activ EUV, a R$ 146.990, impõe um novo padrão de frugalidade — 341 km de autonomia com uma única carga, tornando a mobilidade elétrica mais tangível para o consumidor médio.
  • O BYD Yuan Plus, a R$ 269.990, provoca o mercado ao igualar a aceleração do Audi SQ6, dissolvendo a fronteira entre SUVs populares e premium em pista.
  • O Nissan Ariya, ausente das concessionárias brasileiras, aparece como segundo colocado na retomada de velocidade — um lembrete de que o mercado local ainda não absorveu todas as alternativas disponíveis globalmente.
  • A metodologia rigorosa — pista da ZF em Limeira, V-Box por GPS, ciclos urbano e rodoviário em São Caetano do Sul — confere credibilidade científica aos resultados e eleva o padrão de comparação no setor.

No cruzamento entre eficiência e potência, dois modelos elétricos revelam filosofias distintas sobre o que significa progredir sobre rodas: o Chevrolet Spark Activ EUV, avaliado pelo Instituto Mauá de Tecnologia em parceria com a Folha de S.Paulo, consome apenas 12,3 kWh a cada 100 km urbanos, enquanto o BYD Yuan Plus acelera de zero a 100 km/h em 4,2 segundos — tempo que rivaliza com o Audi SQ6. O Ranking Folha Mauá, que testou 81 veículos ao longo de um ano, não declara um vencedor absoluto, mas expõe a tensão permanente entre acessibilidade e desempenho que define a era elétrica.

O Instituto Mauá de Tecnologia, em parceria com a Folha de S.Paulo, concluiu mais uma edição do Ranking Folha Mauá com uma conclusão que divide o pódio: não há um único campeão entre os SUVs elétricos, mas dois modelos que dominam dimensões opostas e igualmente relevantes.

Na categoria eficiência, o Chevrolet Spark Activ EUV se destacou ao consumir 12,3 kWh por 100 km em ciclo urbano — o menor índice entre todos os utilitários elétricos avaliados. Com bateria completa, o modelo percorre 341 km e chega ao consumidor por R$ 146.990, posicionando-se como a opção mais acessível e econômica do segmento.

Já o BYD Yuan Plus inverteu a lógica ao priorizar desempenho dinâmico. O SUV chinês, vendido no Brasil por R$ 269.990, crava 4,2 segundos no sprint de zero a 100 km/h — o mesmo tempo do Audi SQ6, modelo de categoria premium. Nenhum outro utilitário elétrico testado superou essa marca. O Nissan Ariya, cedido pela marca para avaliação mas indisponível nas concessionárias brasileiras, ficou em segundo lugar na prova de retomada de velocidade.

A avaliação envolveu 81 veículos testados ao longo de um ano, com protocolos que incluem a pista da empresa ZF em Limeira para aceleração, medida por equipamento V-Box via GPS, e percursos urbanos e rodoviários em São Caetano do Sul, sede do IMT. Um carregador instalado no instituto mede com precisão o consumo energético de cada modelo elétrico ou híbrido plug-in.

O que o ranking revela, no fundo, é uma disputa de estratégias: a Chevrolet aposta na economia e na democratização do elétrico; a BYD quer provar que preço acessível e desempenho de pista podem coexistir. Essa polarização, longe de ser um empate, sinaliza a maturidade crescente de um mercado que já oferece respostas diferentes para perguntas diferentes.

O Chevrolet Spark Activ EUV conquistou a posição de maior eficiência energética entre os utilitários esportivos elétricos testados pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Com preço inicial de R$ 146.990, o modelo da Chevrolet consome apenas 12,3 quilowatts-hora a cada 100 quilômetros percorridos em ciclo urbano — um desempenho que permite ao veículo rodar 341 quilômetros com uma única carga completa de bateria. A medição foi realizada pelo IMT em parceria com a Folha de S.Paulo para o Ranking Folha Mauá, uma avaliação anual que testa consumo de energia e desempenho de automóveis em condições padronizadas.

Quando o assunto muda para aceleração e retomada de velocidade, o cenário se inverte. O BYD Yuan Plus, modelo chinês comercializado no Brasil por R$ 269.990, demonstrou capacidade de desempenho que o coloca entre os mais rápidos da categoria. O veículo acelera de zero a 100 quilômetros por hora em apenas 4,2 segundos — um tempo que o iguala ao Audi SQ6, que compete na categoria de SUVs Premium Elétricos. Entre todos os utilitários esportivos elétricos testados, nenhum conseguiu superar essa marca de aceleração.

O Nissan Ariya, um SUV elétrico japonês que não é comercializado no Brasil, também participou da avaliação. O veículo, cedido pela marca para testes e utilizado por executivos da empresa, ficou em segundo lugar na prova de retomada de velocidade — aquela que mede o tempo necessário para acelerar de 80 para 120 quilômetros por hora. Esse resultado posiciona o Ariya como uma alternativa de desempenho relevante, ainda que sua disponibilidade no mercado brasileiro seja nula.

O Ranking Folha Mauá que produziu esses resultados é fruto de um trabalho extenso de avaliação. Entre a segunda quinzena de julho de 2025 e a primeira quinzena de julho de 2026, o IMT testou 81 automóveis diferentes, submetendo cada um a protocolos rigorosos de medição. Os testes de aceleração e retomada ocorrem na pista de testes da empresa ZF, localizada em Limeira, no interior de São Paulo. Para medir o desempenho, o instituto utiliza o V-Box, um equipamento que se baseia em sinal de GPS para registrar com precisão os tempos de aceleração.

O ciclo urbano, que avalia o consumo de energia em condições de trânsito de cidade, percorre 27 quilômetros pelas ruas de São Caetano do Sul, onde fica a sede do IMT. Para simular um trajeto rodoviário a 90 quilômetros por hora, os pilotos de teste dirigem por 31 quilômetros adicionais, também em São Caetano do Sul. Um carregador instalado nas dependências do instituto mede o consumo de energia dos modelos elétricos e híbridos plug-in, calculando o gasto necessário para rodar 100 quilômetros em ambos os modos — urbano e rodoviário. Para veículos flex, o protocolo inclui duas medições separadas: uma com etanol e outra com gasolina.

Os resultados revelam uma divisão clara de forças entre os modelos testados. O Spark Activ EUV vence na eficiência energética, oferecendo autonomia generosa a um preço competitivo. O BYD Yuan Plus, por sua vez, prioriza o desempenho dinâmico, entregando aceleração que rivaliza com modelos de categorias superiores. Essa polarização reflete as diferentes estratégias de mercado: enquanto a Chevrolet aposta em economia de energia e acessibilidade, a BYD posiciona seu modelo como um utilitário esportivo de verdade, capaz de competir em pista com veículos significativamente mais caros.

O modelo consumiu 12,3 kWh de energia a cada 100 km rodados na cidade, conforme a medição do IMT
— Instituto Mauá de Tecnologia
O modelo chinês gastou apenas 4,2 segundos para ir do zero aos 100 km/h, dividindo com o Audi SQ6 a primeira colocação entre todos os utilitários esportivos nesse quesito
— Resultados do Ranking Folha Mauá
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