Na noite de 27 de agosto, Lula sentou-se diante das câmeras da Globo numa sabatina histórica — a primeira a ocupar o horário nobre após o Jornal Nacional. O que se seguiu foi mais do que uma entrevista política: foi um teste público da relação entre o candidato e a verdade, revelando que a memória pode ser seletiva quando o passado se torna inconveniente, mas que os dados, quando bem guardados, resistem ao esquecimento.