A Alemanha acordou segunda-feira com o mapa político redesenhado pelas urnas: Friedrich Merz, chanceler há pouco mais de um ano, viu o seu partido afundar para 5% numa eleição regional — o pior resultado da CDU desde 1945 — enquanto a extrema-direita triplicava a sua força e a esquerda radical conquistava Berlim. É o momento em que uma democracia confronta, em simultâneo, a erosão do centro, o avanço das margens e a pergunta sem resposta fácil sobre quem, afinal, ainda governa em nome de todos.