No exclave espanhol de Ceuta, a chegada massiva de dezenas de milhares de migrantes marroquinos em julho de 2026 transformou uma cidade de 80 mil habitantes num campo de tensões irresolvidas — entre o dever legal de acolher e a exaustão de uma população que se sente esquecida pelo Estado. Os protestos que bloquearam caminhões humanitários e incendiaram pertences de migrantes revelam não apenas uma crise de gestão, mas uma pergunta mais antiga sobre os limites da solidariedade quando o medo e o abandono se instalam lado a lado.
Ceuta enfrenta escalada de violência contra migrantes com bloqueios a ajuda humanitária
Dezenas de migrantes morreram durante a travessia em massa; cerca de 70 corpos estão sendo sepultados; um militar sofreu ferimentos leves; doze migrantes foram detidos.