Durante séculos, o cérebro humano foi tratado como uma unidade singular — um único órgão moldado pela evolução para sustentar a vida e o pensamento. Investigadores de Stanford revelam agora que essa unidade é, na verdade, uma aliança entre dois sistemas nervosos distintos, com origens embrionárias independentes separadas por centenas de milhões de anos de evolução. A descoberta, publicada na Nature Neuroscience, não é apenas uma revisão anatómica: abre pela primeira vez a possibilidade de cultivar em laboratório os neurónios mais difíceis de alcançar, aqueles que governam o batimento do coraçã