Em algum ponto entre a ciência e a ficção científica, o mapa completo do cérebro de uma mosca-da-fruta — 166 mil neurônios e 125 milhões de conexões sinápticas reconstruídos com inteligência artificial — deixou os laboratórios e entrou em videogames, mercados financeiros e caixas de entrada de e-mail. O que pesquisadores do Google, Harvard e Princeton conceberam como um monumento ao conhecimento neurológico tornou-se, em questão de dias, um playground digital onde a fronteira entre biologia e computação começa a se dissolver. A humanidade agora contempla uma pergunta que mal sabe formular: qua