Em visita ao Brasil para celebrar os 40 anos da Companhia das Letras, Nihar Malaviya, presidente da Penguin Random House, refletiu sobre o papel da inteligência artificial na maior editora comercial do mundo — não como substituta do julgamento humano, mas como alívio das tarefas que consomem energia sem exigir alma. Num setor que publica 15 mil títulos por ano e toma milhões de decisões, a questão não é se a tecnologia vai transformar o ofício, mas como preservar, dentro dessa transformação, o gesto essencial de escolher quais histórias merecem existir.