Há décadas, o camundongo reina nos laboratórios como substituto do corpo humano — mas a ciência, em sua constante revisão de certezas, encontrou um candidato improvável: a vaca. Pesquisadores da Universidade de Leipzig descobriram que células bovinas imitam o comportamento humano com surpreendente fidelidade nos mecanismos de morte celular programada, justamente o processo que o câncer aprende a burlar para sobreviver. Publicado em julho de 2026, o estudo abre uma janela nova sobre como a pesquisa oncológica pode se tornar mais precisa — e, com isso, mais humana.