Celso Sabino deixa Ministério do Turismo após desgaste com União Brasil

Um ministro em rota de colisão com seu partido não serve aos interesses do governo em ano eleitoral
A saída de Sabino reflete a dinâmica política que marca o governo neste final de 2025, quando a preparação para 2026 se torna prioridade.

No encerramento do último ano antes das eleições de 2026, o governo Lula realinhou uma de suas pastas ministeriais com a lógica que governa os bastidores da política brasileira: a necessidade de manter coalizões vivas. Celso Sabino, expulso do União Brasil e isolado dentro de sua própria legenda, deixou o Ministério do Turismo em 17 de dezembro de 2025, cedendo espaço a Gustavo Damião Feliciano — um nome que chega não apenas para administrar o turismo, mas para reparar uma aliança que havia se desgastado. O episódio lembra que, em anos pré-eleitorais, ministérios são tanto instrumentos de governo quanto moedas de negociação política.

  • A expulsão de Sabino do União Brasil tornou sua permanência no ministério uma contradição política insuportável para o governo em véspera de eleições.
  • A saída ocorreu justamente no dia em que Lula reuniu seus ministros e cobrou alinhamento partidário e resultados eleitorais concretos para 2026.
  • Sabino havia sinalizado desejo de permanecer para conduzir iniciativas como a COP30, mas o isolamento dentro de sua própria legenda fechou essa porta.
  • O governo escolheu Gustavo Damião Feliciano como substituto — um gesto calculado para apaziguar setores do União Brasil que se sentiram prejudicados com a perda da indicação.
  • Feliciano chega com raízes na administração pública paraibana e família consolidada na política estadual, representando a ala do partido alinhada ao Palácio do Planalto.

Celso Sabino entregou o cargo de ministro do Turismo em 17 de dezembro de 2025, encerrando uma trajetória marcada por tensões crescentes com o União Brasil. A saída não foi repentina: meses antes, ele havia sido expulso da legenda, movimento que intensificou seu isolamento e tornou a posição insustentável. Ainda que tivesse manifestado o desejo de permanecer à frente de iniciativas como a COP30, as pressões políticas falaram mais alto. A coincidência com a última reunião ministerial do ano — quando Lula cobrou de seus secretários alinhamento partidário e resultados eleitorais — não foi acidental. Em 2026, um ministro em rota de colisão com seu próprio partido representa um risco que o governo não estava disposto a correr.

Para substituí-lo, o Palácio do Planalto escolheu Gustavo Damião Feliciano, advogado e filho do deputado federal Damião Feliciano, do União Brasil pela Paraíba. A indicação funciona como um gesto de apaziguamento: o governo reconhece que a expulsão de Sabino deixou setores da legenda insatisfeitos e responde com um nome da ala governista do partido. Feliciano traz experiência em secretarias estaduais de Turismo e Desenvolvimento Econômico, e sua família é figura consolidada na política paraibana — sua mãe, Lígia Feliciano, foi vice-governadora da Paraíba por dois mandatos e hoje atua no Ministério do Desenvolvimento Social.

A movimentação ilustra a dinâmica que marca o governo neste final de 2025: ministérios são peças no tabuleiro político onde alianças são costuradas e lealdades são testadas. A saída de Sabino e a chegada de Feliciano não são apenas uma troca de gestores — são um sinal de que o governo já opera com os olhos voltados para o ciclo eleitoral que se aproxima.

Celso Sabino entregou o cargo de ministro do Turismo na quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, encerrando uma trajetória marcada por tensões crescentes com sua legenda, o União Brasil. A saída coincidiu com o momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizava sua última reunião ministerial do ano, ocasião em que cobrou de seus secretários resultados eleitorais concretos e alinhamento partidário para o ciclo que se aproxima em 2026.

O desgaste que levou Sabino para fora da Esplanada não foi repentino. Meses antes, ele havia sido expulso do União Brasil — movimento que intensificou as fricções internas e acelerou sua decisão de deixar o governo. Sabino havia manifestado publicamente o desejo de permanecer no ministério para conduzir iniciativas de peso, como a COP30, mas as pressões políticas e o isolamento dentro de sua própria legenda tornaram a posição insustentável. Paralelamente, ele já sinalizava planos de disputar as eleições municipais e estaduais de 2026, o que reforçava a lógica de sua saída: um ministro em rota de colisão com seu partido não serve aos interesses do governo em ano eleitoral.

O nome escolhido para substituir Sabino é Gustavo Damião Feliciano, advogado e filho do deputado federal Damião Feliciano, do União Brasil pela Paraíba. A indicação funciona como um gesto de apaziguamento do governo Lula em relação aos setores da legenda que se sentiram prejudicados com a expulsão de Sabino e a perda de sua indicação ministerial. Feliciano representa a ala governista do partido, aquela que mantém alinhamento com o Palácio do Planalto.

O novo ministro traz consigo uma trajetória enraizada na administração pública estadual paraibana. Ocupou postos como secretário de Turismo e secretário de Desenvolvimento Econômico, deixando funções executivas em momentos anteriores para se dedicar a articulações pré-eleitorais. Sua família é figura consolidada no cenário político do Estado. Sua mãe, Lígia Feliciano, médica e política com experiência acumulada, foi vice-governadora da Paraíba por dois mandatos consecutivos e atualmente atua como diretora no Ministério do Desenvolvimento Social. Seu pai, além de deputado federal com mandatos consolidados, coordenou a bancada paraibana no Congresso em período anterior.

A movimentação reflete a dinâmica maior que marca o governo neste final de 2025: a preparação para o ciclo eleitoral que se abre em 2026. Ministérios não são apenas postos administrativos, mas peças no tabuleiro político onde alianças são costuradas, lealdades são testadas e recursos públicos são convertidos em capital político. A saída de Sabino e a chegada de Feliciano ilustram essa lógica em operação — um ministro que não conseguiu manter-se alinhado sai, e seu substituto chega com a missão explícita de fortalecer laços com uma legenda que o governo precisa manter próxima nos meses decisivos que se aproximam.

Lula cobrou dos ministros resultados eleitorais e posicionamento partidário para o ano que vem
— contexto da última reunião ministerial de 2025
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a saída de Sabino aconteceu justamente no dia da última reunião ministerial de Lula?

Model

Porque naquele encontro Lula estava cobrando dos ministros resultados eleitorais e posicionamento partidário para 2026. Um ministro expulso de seu próprio partido, em rota de colisão com sua legenda, não consegue entregar isso. A timing não é coincidência — é sintoma.

Inventor

Sabino queria ficar para cuidar da COP30. Por que isso não foi suficiente?

Model

Porque em ano eleitoral, projetos de longo prazo perdem para a aritmética política imediata. Um ministro precisa ser útil ao governo em suas negociações com os partidos. Sabino não conseguia ser útil ao União Brasil — estava expulso de lá. Não havia como manter.

Inventor

E por que Gustavo Damião Feliciano é a escolha certa?

Model

Porque ele vem da ala governista do União Brasil, aquela que mantém diálogo com Lula. Sua família tem raízes políticas sólidas na Paraíba. Ele não é um outsider — é alguém que o partido já conhece e que o governo pode trabalhar.

Inventor

Isso é apenas sobre apaziguar o União Brasil?

Model

Principalmente, sim. Quando você expulsa um ministro de um partido aliado, você cria um débito político. A indicação de Feliciano é a forma de pagar essa dívida. É como dizer: vocês perderam uma cadeira, mas ganharam outra.

Inventor

O que muda para o Turismo com essa troca?

Model

Provavelmente menos do que muda para a política. Feliciano tem experiência em turismo estadual, então não é um nome completamente aleatório. Mas a prioridade dele não será a COP30 — será manter o União Brasil satisfeito e ajudar o governo a vencer em 2026.

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