Num domingo de outubro, o Distrito Federal confirmou o que a primeira volta já havia anunciado: Celina Leão, do PP, segue no comando do governo. Ela venceu o petista Leandro Grass ainda com a apuração em andamento, sustentada por uma campanha que reuniu o núcleo mais forte do bolsonarismo. Num país em que governar um estado ainda é, para mulheres, um feito raro, a reeleição também marca a presença feminina na política da capital, que elegeu três mulheres nas disputas majoritárias.
Celina Leão é reeleita governadora do DF com apoio decisivo do bolsonarismo
Faltou pouco no primeiro turno; no segundo, o resultado já estava definido
Celina venceu com facilidade, mas não ganhou já no primeiro turno. Por quê?
Faltou muito pouco. Ela fez 49,93% dos votos válidos, 825.530 votos, e o limite para vencer era a maioria absoluta. Grass teve 34,47%.
Vale separar o que é resultado e o que é projeção. O TSE confirmou a vitória; os 66% a 42,34% citados vêm de projeções do Datafolha em um momento da apuração.
Esses números nem somam 100%, não é?
Exatamente. A reportagem os apresenta como projeção em certo momento, sem detalhar a metodologia. Não dá para tratá-los como placar final.
E o apoio bolsonarista? Foi mesmo decisivo?
A fonte o descreve assim. Flávio, Michelle, Nikolas Ferreira, Damares e Bia Kicis estiveram ao lado dela.
É uma caracterização do jornal. O texto não traz pesquisa nem dado que meça quanto cada apoio pesou nos votos.
E o dado das três mulheres eleitas?
O DF foi a única unidade da federação a eleger três mulheres para governo e Senado. Michelle e Bia Kicis são as senadoras eleitas.
Aliás, o texto não diz quem ocupará a terceira vaga além dessas duas; fica só o que está registrado: três mulheres no conjunto.
O Pulso
- A vitória foi definida antes mesmo do fim da contagem, deixando a disputa sem suspense na noite de domingo.
- Na primeira volta, Celina chegou perto da maioria absoluta com 49,93% dos votos válidos, enquanto Grass ficou em 34,47%.
- A presença de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e outros nomes do PL colocou o peso do bolsonarismo no centro da campanha.
- Com a reeleição, Celina passa a integrar um grupo muito restrito de governadoras, ao lado de Raquel Lyra, em Pernambuco, a partir de 2027.
Num domingo de outubro, o Distrito Federal confirmou o que a primeira volta já havia anunciado: Celina Leão, do PP, segue no comando do governo. Ela venceu o petista Leandro Grass ainda com a apuração em andamento, sustentada por uma campanha que reuniu o núcleo mais forte do bolsonarismo. Num país em que governar um estado ainda é, para mulheres, um feito raro, a reeleição também marca a presença feminina na política da capital, que elegeu três mulheres nas disputas majoritárias.
Na noite de domingo, 25 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a reeleição de Celina Leão (PP) no segundo turno. A apuração ainda seguia, mas o resultado já estava matematicamente decidido. Ela venceu o petista Leandro Grass, ex-presidente do Iphan.
A vitória não surpreendeu quem acompanhou o primeiro turno. Celina obteve 49,93% dos votos válidos, perto da maioria absoluta, enquanto Grass ficou com 34,47%. As projeções do Datafolha já indicavam uma vantagem confortável, e em certo momento da contagem a governadora chegou a 66% dos votos válidos.
A campanha contou com forte presença da cúpula bolsonarista, como o senador Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Damares Alves e Bia Kicis. O apoio ajudou a moldar o resultado e deixa o segundo mandato de Celina marcado por essa influência.
O Distrito Federal também chamou atenção por eleger três mulheres nas disputas majoritárias, a única unidade da federação a fazer isso. No cenário nacional, o grupo de governadoras segue pequeno: a partir de 2027, Celina e Raquel Lyra, de Pernambuco, serão as poucas mulheres no comando de estados.
Na noite deste domingo, 25 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral informou que Celina Leão (PP) estava reeleita governadora do Distrito Federal no segundo turno das eleições de 2026. A apuração ainda não tinha sido encerrada, mas o resultado já estava matematicamente definido. Ela derrotou o petista Leandro Grass, ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.
O desfecho não chega a surpreender quem acompanhou o primeiro turno. Celina ficou muito perto de vencer a eleição naquela etapa: obteve 49,93% dos votos válidos, ou 825.530 votos, ficando por pouco abaixo da maioria absoluta. Grass teve 34,47%, equivalente a 569.930 votos, uma distância grande entre os dois.
As projeções do Datafolha para o segundo turno apontavam uma reeleição com margem confortável. Em determinado momento da apuração, os números chegaram a 66% dos votos válidos para a governadora, contra 42,34% para o adversário.
A campanha de Celina contou com a presença intensa da cúpula bolsonarista. Entre os apoiadores estavam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), eleita senadora pelo Distrito Federal em 4 de outubro. Também apoiaram a governadora o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado da história do país para o cargo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Bia Kicis (PL-DF), eleita senadora.
Há ainda um dado que marca a eleição na capital. O Distrito Federal foi a única unidade da federação a eleger três mulheres nas disputas majoritárias, somando o governo e as vagas do Senado.
O quadro nacional, porém, segue estreito. A partir de 2027, Celina Leão será uma das pouquíssimas mulheres no comando de governos estaduais. A outra é Raquel Lyra (PSD), eleita em Pernambuco ainda no primeiro turno. Fica a atenção para o segundo mandato de Celina, que começa já com o peso político do bolsonarismo por trás de sua vitória.