Celina Leão é reeleita governadora do DF com 57% dos votos válidos no segundo turno

Segunda mulher a governar o DF em 66 anos de capital
Celina Leão foi reeleita no segundo turno e repete um feito só alcançado antes por Maria Abadia, em 2006.
Mark

Celina já governava o DF desde março. O que muda com essa eleição?

Mimi

Muda a legitimidade. Ela assumiu após a renúncia de Ibaneis Rocha e agora tem um mandato próprio, com 987.142 votos válidos.

Mark

E a diferença para o primeiro turno?

Mimi

No primeiro, ela teve 49,93% contra 34,47% de Grass. No segundo, chegou a 57,18% contra 42,82%.

Luke

Vale separar os números: esses percentuais são de votos válidos. Quase 18% dos eleitores se abstiveram, e houve nulos e brancos.

Mark

O caso Master pesou na campanha?

Mimi

Foi um dos temas centrais. Os opositores questionaram Celina por ligações com o escândalo, que deixou um rombo estimado em R$ 2,2 bilhões no BRB.

Luke

Atenção ao verbo: ela foi questionada. O texto não descreve nenhuma conclusão sobre o envolvimento dela, e o valor do rombo é estimado.

Mark

Então o eleitor deu seu veredito?

Luke

O resultado mostra que ela venceu, mas a reportagem não permite dizer que o voto foi por causa do caso Master, a favor ou contra.

Mimi

O que está documentado é a promessa de recuperar o BRB e defender o Fundo Constitucional.

Mark

E o marco histórico?

Mimi

É a segunda mulher a governar o DF em 66 anos, depois de Maria Abadia, em 2006.

  • A apuração avançou rapidamente e, com 90% das urnas contadas, a vitória de Celina já era matematicamente certa.
  • O caso Master e o rombo estimado de R$ 2,2 bilhões no BRB atravessaram a campanha como uma sombra que os adversários insistiram em iluminar.
  • Celina respondeu prometendo recuperar e fortalecer o BRB e defender o Fundo Constitucional, transformando a crise em agenda de governo.
  • Com 987 mil votos contra 739 mil, a diferença de mais de 248 mil eleitores aponta para um mandato de quatro anos com legitimidade nas urnas e desafios financeiros no horizonte.

No domingo em que o Distrito Federal decidiu seu rumo, Celina Leão, do Progressistas, foi reeleita governadora ao vencer Leandro Grass, do PT, com cerca de 57% dos votos válidos. A vitória consolida um percurso que começou como vice na chapa de Ibaneis Rocha e atravessou a sucessão no Palácio do Buriti, agora confirmada pelas urnas. Ao mesmo tempo, a eleição registra o peso de um escândalo que deixou marcas no BRB, banco público da capital, e que obriga a cidade a reconciliar confiança e memória. Celina torna-se a segunda mulher a governar a capital federal, em uma história ainda jovem que se escreve com novas e antigas cicatrizes.

Às 20h02 deste domingo, com 90% das urnas apuradas, a Justiça Eleitoral já podia declarar Celina Leão, do Progressistas, eleita governadora do Distrito Federal. Ela disputou o segundo turno com Leandro Grass, do PT, e garantiu mais quatro anos à frente do Governo do Distrito Federal.

Com a apuração completa, Celina somou 987.142 votos válidos, ou 57,18%, contra 739.130 de Grass, uma diferença de mais de 248 mil votos. Dos 1.854.323 eleitores aptos, a abstenção chegou a 17,37%.

O caminho até o Buriti começou em 2022, quando ela foi eleita vice na chapa de Ibaneis Rocha. Assumiu o governo em março de 2026, após a renúncia do titular, e agora a vitória nas urnas confirma o mandato que já exercia.

A campanha foi marcada pelo caso Master e pelo rombo estimado de R$ 2,2 bilhões no BRB. Os adversários questionaram com frequência as supostas ligações de Celina com o episódio. Em resposta, ela apresentou como prioridades a recuperação do BRB e a defesa do Fundo Constitucional.

Com a vitória, Celina se torna a segunda mulher a governar o Distrito Federal, depois de Maria Abadia, que assumiu em 2006. O novo mandato começa com duas questões centrais: reerguer o BRB e garantir o Fundo Constitucional.

Às 20h02 deste domingo (25/10), com 90,01% das urnas apuradas, a Justiça Eleitoral já tinha o suficiente para declarar Celina Leão, do Progressistas, matematicamente eleita governadora do Distrito Federal. Ela disputava o segundo turno contra Leandro Grass, do PT, e garantiu mais quatro anos à frente do Governo do Distrito Federal.

Com 100% das urnas apuradas, o resultado final foi de 57,18% dos votos válidos para Celina, o equivalente a 987.142 votos, contra 42,82% para Grass, ou 739.130 votos. A diferença entre os dois ficou em mais de 248 mil votos.

Foram às urnas 1.854.323 eleitores no DF. A abstenção chegou a 17,37%. Para o cargo de governador, houve 72.280 votos nulos, o que corresponde a 3,9%, e 55.771 em branco, ou 3,01%.

Celina chegou ao Palácio do Buriti por um caminho que começou em 2022, quando foi eleita vice na chapa de Ibaneis Rocha. Assumiu o comando do GDF em março de 2026, após a renúncia do então governador. Agora, a vitória nas urnas confirma o mandato que ela exercia como sucessora.

Com o resultado, ela se torna a segunda mulher a governar o Distrito Federal em 66 anos, desde a inauguração da capital. A primeira foi Maria Abadia, que assumiu o cargo em 2006, durante a gestão de Joaquim Roriz.

A disputa de 2026 foi marcada pela repercussão do caso Master e pelo impacto do episódio sobre o Banco de Brasília, o BRB. O escândalo deixou um rombo estimado em R$ 2,2 bilhões no banco, e, ao longo da campanha, Celina foi questionada com frequência por adversários sobre supostas ligações com o caso. Entre as principais propostas dela estão a recuperação e o fortalecimento das operações do BRB, além da defesa do Fundo Constitucional.

Apoiada por Bia Kicis e Michele Bolsonaro, ambas do PL e eleitas para o Senado, Celina já havia liderado o primeiro turno, com 49,93% dos votos válidos, contra 34,47% de Grass. No segundo turno, ampliou a vantagem em número de pontos percentuais sobre o adversário petista.

Nascida em Goiânia, Celina passou pelo PDT e pelo PPS/Cidadania antes de se filiar ao Progressistas, em 2018. Começou a se destacar na política local como deputada distrital, entre 2011 e 2019. Em 2018, elegeu-se deputada federal e coordenou a Secretaria da Mulher na Câmara. No governo Ibaneis, comandou a Secretaria de Esporte e Lazer do DF, até ser eleita vice-governadora.

O novo mandato começa com duas questões em evidência: a recuperação do BRB, abalado pelo rombo estimado, e a defesa do Fundo Constitucional, ambas apresentadas por ela na campanha.

Entre as principais propostas da governadora estão a recuperação e o fortalecimento das operações do BRB e a defesa do Fundo Constitucional.
— Correio Braziliense, sobre as propostas de Celina Leão
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