CBF explica confusão no VAR e diz que juiz acertou ao anular gol do São Paulo

Uma conversa paralela sobre cartão amarelo atravessou os fios
A CBF explicou que comunicação entre árbitro e quarto árbitro prejudicou a análise do VAR durante a confusão.

Na noite de quarta-feira, a CBF tentou explicar ao país um episódio raro no futebol brasileiro: um gol validado, uma partida reiniciada e, em seguida, tudo desfeito — tudo em menos de cinco minutos. O que a confederação chamou de 'comunicação paralela' revela como a tecnologia do VAR, concebida para eliminar dúvidas, pode ela própria se tornar fonte de confusão quando os canais humanos que a sustentam falham. O empate entre Ceará e São Paulo em 1 a 1 ficará na memória não pelo placar, mas pela pergunta que ele deixa: quem, afinal, tem a última palavra?

  • Um gol validado pelo VAR, uma partida reiniciada e depois o lance anulado — tudo em quatro minutos e trinta e cinco segundos de caos no gramado.
  • Uma conversa paralela sobre cartão amarelo entre o quarto árbitro e o árbitro central bloqueou a instrução do VAR para aguardar o fim da checagem antes de retomar o jogo.
  • A CBF divulgou nota oficial classificando a decisão final de anular o gol como 'correta' e convidou os clubes à sua sede para esclarecimentos.
  • O São Paulo, insatisfeito, solicitou acesso aos áudios da cabine do VAR e mantém aberta a possibilidade de pedir a impugnação da partida até o dia seguinte.

Na noite de quarta-feira, a CBF divulgou um comunicado tentando explicar a confusão que marcou o empate entre Ceará e São Paulo em 1 a 1. O que parecia um gol simples transformou-se em quatro minutos e trinta e cinco segundos de caos: o assistente sinalizou impedimento, o VAR discordou e validou o lance, o árbitro central confirmou o gol, a partida foi reiniciada — e então o VAR se corrigiu, anulando tudo.

Segundo a confederação, o problema foi uma 'comunicação paralela': enquanto o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães e a cabine do VAR discutiam a posição do atacante Pablo, o quarto árbitro iniciou uma conversa simultânea sobre um cartão amarelo para um jogador do Ceará. Isso impediu Wagner de ouvir o pedido do VAR para aguardar o fim da checagem antes de autorizar o reinício. A partida recomeçou com o gol validado enquanto a cabine ainda analisava o lance.

Ao concluir a revisão, o VAR constatou o impedimento de Pablo e o gol foi anulado. A CBF classificou a decisão final como 'correta' e convidou os clubes à sua sede para esclarecimentos. A confederação acreditava que os áudios confirmariam a versão de falha de comunicação, e não um erro de direito.

O São Paulo, porém, não se contentou com a explicação oficial. O clube solicitou acesso aos registros de áudio da cabine do VAR e mantinha aberta a possibilidade de pedir a impugnação da partida — decisão que seria tomada após ouvir os áudios na sede da CBF, com prazo até o dia seguinte.

Na noite de quarta-feira, a CBF divulgou um comunicado oficial tentando desatar o nó que havia se formado durante o empate entre Ceará e São Paulo, encerrado em 1 a 1. O que deveria ter sido um gol simples virou uma sequência de quatro minutos e trinta e cinco segundos de caos: o assistente marcou impedimento, o VAR discordou e validou o lance, o árbitro central confirmou o gol, a partida foi reiniciada — e então o VAR se corrigiu novamente, anulando tudo.

Segundo a explicação da confederação, o problema não foi erro técnico puro, mas sim uma "comunicação paralela" que atravessou os fios. Enquanto o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães e a cabine do VAR, comandada por Carlos Eduardo Nunes Braga, tentavam resolver a questão do atacante Pablo em posição irregular, o quarto árbitro começou a conversar com Wagner sobre um cartão amarelo que deveria ser aplicado a um jogador do Ceará. Essa conversa simultânea fez o árbitro central não ouvir o pedido do VAR para que aguardasse o fim da checagem antes de autorizar o reinício. Resultado: a partida recomeçou com o gol já validado, enquanto a cabine ainda estava analisando.

Quando o VAR finalmente completou sua revisão, constatou que Pablo estava mesmo em posição irregular. O lance foi anulado. O árbitro parou o jogo novamente. A confusão estava consumada.

A CBF, em seu comunicado, afirmou que a decisão final de anular o gol foi "correta". A confederação também convidou os dois clubes a comparecerem à sua sede para esclarecimentos adicionais. O São Paulo, porém, não estava satisfeito com explicações — o clube havia solicitado acesso aos áudios da cabine do VAR para ouvir exatamente o que foi dito durante aqueles quatro minutos e meio.

Segundo apuração do UOL Esporte, a CBF acredita que os áudios confirmarão a versão de uma falha de comunicação, não um erro de direito. Os dirigentes da confederação não esperavam que o São Paulo pedisse a impugnação da partida. Mas o Tricolor mantinha a porta aberta: a decisão seria tomada após ter acesso aos registros de áudio na sede da CBF, com prazo até o dia seguinte.

O lance em questão envolveu o segundo gol que o São Paulo teria marcado. O assistente Thiago Rosa de Oliveira sinalizou impedimento. Wagner, após ser instruído pelo VAR — que contava com a ajuda de William Machado Steffen e Daniel do Espirito Santo Parro — discordou e validou o gol. Naquele momento, tudo parecia resolvido. Mas não estava.

Uma comunicação paralela, mantida entre o árbitro central e o quarto árbitro, prejudicou a comunicação que vinha sendo mantida entre o árbitro de campo e o VAR
— Comissão Nacional de Arbitragem da CBF
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como exatamente uma conversa sobre cartão amarelo consegue desorganizar todo um sistema de revisão de vídeo?

Model

A cabine do VAR estava focada em analisar a posição do atacante. O árbitro central estava ouvindo a instrução para aguardar. Mas quando o quarto árbitro começou a falar sobre um cartão que precisava ser aplicado, a atenção se dividiu. Wagner não ouviu o pedido para esperar e autorizou o reinício. Comunicação é tudo nesse sistema.

Inventor

Então o gol foi validado duas vezes?

Model

Não exatamente. Wagner validou uma vez, de verdade. Mas enquanto ele fazia isso, a cabine ainda estava checando. Quando completou a análise, viu que havia erro. Pediu para parar tudo e anular.

Inventor

E a CBF está dizendo que a anulação foi correta?

Model

Sim. Segundo eles, Pablo estava mesmo em posição irregular. O problema não foi a decisão final, foi o caminho caótico para chegar até ela.

Inventor

Por que o São Paulo quer os áudios?

Model

Para saber se houve realmente uma falha de comunicação ou se foi algo mais grave. Se os áudios mostrarem que o VAR cometeu um erro de direito — não apenas de comunicação — aí sim o clube teria argumentos para pedir impugnação.

Inventor

A CBF acha que o São Paulo vai pedir impugnação?

Model

Não. Eles acreditam que os áudios vão confirmar a versão deles: falha de comunicação, não erro de direito. Mas o São Paulo ainda tinha a decisão em aberto.

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